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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Leitura Crítica

UM NOVO REALISMO

Ferreira Gullar (Folha de São Paulo, 27/nov/2011, p. E8)

Quem, como eu, admite que a vida é inventada e que a arte é um dos instrumentos dessa invenção terá do fenômeno artístico, obrigatoriamente, uma visão especial.

Não é só através da arte que o homem se inventa e inventa o mundo em que vive: a ciência, a filosofia, a religião também participam dessa invenção, sendo que cada uma delas o faz de maneira diferente, razão por que, creio, foram inventadas.

Se a filosofia inventasse a vida do mesmo modo que a ciência ou a religião o faz, não haveria por que a filosofia existir.

A conclusão inevitável é que todas elas são necessárias, ainda que cada uma a seu modo e sem a mesma importância para as diferentes pessoas. E o curioso - para não dizer maravilhoso - é que, de alguma maneira ou de outra, a maioria das pessoas, senão todas, usufrui, ainda que desigualmente, de cada uma delas.

A arte é exemplo disso. Não importa se esta ou aquela pessoa nunca viu a Capela Sistina, porque, no dia em que vir, se renderá à sua beleza. Isso vale igualmente para a ciência, a religião ou a filosofia, que atuam sobre nossa vida, quer o percebamos ou não.

É que somos seres culturais, e não apenas porque nos apoiamos em valores éticos, estéticos, religiosos, filosóficos, científicos - mas porque eles são constitutivos dessa galáxia inventada que é o mundo humano.

Como numa galáxia cósmica, a diversidade da matéria e as relações de espaço e tempo, de presente, passado e futuro, fazem com que, de algum modo, tudo ali seja atual, já que qualquer um de nós pode encontrar numa frase de Sócrates, num verso de Fernando Pessoa, numa imagem pintada por Rembrandt, a verdade ou a inspiração que nos reconciliará com a vida.

Isso não significa que devamos pensar como Sócrates ou pintar como Rembrandt e, sim, que a invenção do novo não implica a negação do que já foi feito, mas a sua superação dialética.

Todo artista sabe que a arte não nasceu com ele e que um dois sentidos essenciais de sua obra é incoporar-se a essa galáxia cultural que constitui a nossa própria existência.

Não entenda isso como uma proposta de conformismo, que seria contrária à minha própria tese de que o mundo se inventa e inventa o seu mundo, já que seria impossível inventá-lo se apenas repetissem o que já existe.

Por isso mesmo, é prefeitamente natural que alguns artistas de hoje busquem expressar-se sem se valer das linguagens artísticas e, sim, antes, repelindo-as, para inventar um modo jamais utilizado por artistas do passado.
Como já obervei, entre esses há os que simplesmente negam a arte e outros que pretendem criar arte valendo-se de elementos antiartísticos ou não artísticos.

Em princípio, suas experiências não têm que ser negadasm uma vez que essa atitude radical pode suscitar surpreendentes. E isto à vezes ocorre, embora não seja frequente.

Não resta dúvida de que quem opta por uma atitude tão radical merece atenção e crédito, port seu inconformismo e por sua coragem, mas isso, por si só, não basta.

É preciso que dessa opção radical e corajosa resulte alguma coisa que nos comova e se some a esse mundo imaginário de que já falamos. Honestamente, deve-se admitir que a audácia por si só não é valor artístico.

Nada me alegra mais do que me deparar com uma criação artística inovadora, mas, para isso, não basta fugir das normas, das soluções conhecidas e situar-se no polo oposto: é imprescindível que a obra inusitada efetivamente transcenda a banalidade e a sacação apenas cerebral ou extravagante.

O que todos nós queremos é a maravilha, venha de onde vier, surja de onde surgir.

E aqui cabe aquela afirmação minha - que tem sido repetida por mim e até por outras pessoas - de que a arte existe porque a vida não basta.

Nela está implícito que não é fundamental da arte retratar a realidade, mas reinventá-la. É, portanto, o oposto do falecido realismo socialista que só faltou, em vez de pintar o operário, colocá-lo em carne e osso no lugar da obra.

E nisso não estaria muito distante de certos artistas de agora, ditos conceituais, como a que pôs casais nus em pelo nas salas do MoMA, de Nova York. Como essa arte visa gente de muita grana, bem que poderia chamar-se "realismo high society".
http://www.youtube.com/watch?v=MgSmHDGEqsg


As Sopinhas são as sementes, a árvore somos nós e os frutos são as ações que realizamos em vida... Os frutos são a reflexão que se faz após a leitura, a fruição de uma Sopinha de Versos.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Último sarau


O último sarau da carioca vai ser realizado no dia 2 de dezembro, que é sexta-feira que vem...

Como sempre o sarau vai ser realizado na primeira sexta-feira do mês. O sarau da carioca surgiu como uma resposta à viol~encia vivida no Rio de Janeiro. Digo isto porque a primeira sexta-feira de dezembro de 2010 foi a sexta-feira seguinte à Ocupação do Morro do Alemão pelas Forças do Estado.

O sarau tem o apoio cultural do CNA Olaria, que faz as impressões das folhas á serem cortadas, dobradas e distribuídas gratuitamente para os transeuntes das ruas.

Como eu não consegui arrumar nenhum patrocinador interessado em apoiar financeiramente este projeto cultural, ele terá o seu fim no dia 2 de dezembro.

O legal é que as Sopinhas de Versos vão deixar um legado e tanto!

Com a distribição gratuita das Sopinhas de Versos, em diversos bairros cariocas, eu consegui formar um pequeno nicho de leitores favoráveis à poesa no Rio de Janeiro, o que não existia antes de dezembro de 2010.

AS Sopinhas de Versos provocaram uma ruptura no cotidiano do Rio de janeiro, que foi justamente a introdução da poesia na vida das pessoas, assim, de uma maneira fácil - não despreocupada! De uma maneira simples, e sem agredir ninguém...

Isso foi é é a Revolução dos Versos!!!

Ah, se todos os revolucionários da História tivessem essa preocupação...

Nem a literatura, nem os poetas aceitam amarras. O Maiakovsk, por exemplo, se viu tão suprimido pelo Estado nazista de Hitler que escreveu a poesia "O Balaço" e deu um tiro na cabeça. Se libertou, de uma maneira ou de outra... Esse não é um bom exemplo!

Alguns poetas querem fazer política, colocando a poesia, as suas obras - um viés literário - na ação, mas não conseguem... Ficam marcados: haja visto os "Intelectuais do PT".

Pois é. O Sarau da carioca vai acabar, mas a Sopinha de Versos não. A ação poética vai continuar na internet, no canal do You Tube - sopinhadeversos.

É uma penas, pois uma ação, para funcionar tem que sair da internet, e não em dias marcados, mas sim todos os dias, e as pessoas devem comentar a ação fora da internet.

_ Foi bom enquanto durou. Esses doze meses de ruptura poética no cotidiano carioca, mas dia 2 vai acabar...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Um Ruptura Social

Na verdade a semana organizada pelo fazendo Arte ocorreu dentro de um evento Global de Empreendedorismo que ocorreu em otras partes do mundo também.

A Semana carioca se propôs a ensinar, a apontar o caminho para o Empreendedor Cultural poder fazer e viver do que sabe fazer.

Isso durou até o dia 27 de novembro aqui no Brasil; provavelmente, em outras partes do mundo também...

O legal é que aqui no Rio de janeiro, ao menos, ela foi uma ruptura, agora é preciso se saber o que fazer com essa ruptura. Se vamos deixar ela se fechar novamente ou se vamos forçá-la até romper todo o cotidiano carioca, brasileiro e mundial!!!

Dennys Andrade
Quando eu era pequenino, então            (Poema Livre)
Pensava em ser grande, outrora
Agora que sou grande, senão Sinto-me pequenino, agora
Pequenino na altura, perdura Grande na inspiração, senão
Outrora não tinha moldura, altura! Mas tinha coração, então
Os homens não se medem aos palmos, enfim
E são grandes de pulsação, coração
Fazem poemas para ti e para mim, sim!
E com grandes dão, ficarão
Todo meu ser é amor, esquema
Escrevo com verdade, emoção
Os meus versos e rimas, poemas
Para o teu vazio, coração

Autor Quelhas

domingo, 27 de novembro de 2011

Semana de Arte Carioca

A Revolução dos Versos acontece!!!

Participei dos três dias de atividades do Fazendo Arte na UFRJ, que aconteceu durante os dias 16, 17 e 18 de novembro de 2011...

No dia 17, durante a palestra de Luiz Claudio Duarte - engenheiro do Rock in Rio -  tive que sair mais cedo, durante a palestra... Fui para o acampamento do Ocupa Rio, na Cinelândia (na Praça Floriano Peixoto) e cheguei a tempo de assistir à uma outra palestra de um filósofo que está acampado lá... O nome dele é Fernando... Eu já conhecia ele de uma outra vez que estive lá, e percebi que ele só se expressava através de uma sanfona vermelha...

Nessa palestra, a do Fernando que é um filósofo, ele explicitou uma teoria formulada por ele, que diz que "se uma flexa te atinge, o alvo na verdade, não era você", e sim a consequência da sua morte. Poderia até mesmo ser a árvore que está atrás de você! (...)

Cheguei a tempo também, de ver e gravar (You Tube: sopinhadeersos) uma explicação de um cara que fez um sistema cíclico de fotosíntese, da natureza, dentro de uma garrafa pet, utilizando apenas areia, terra com humos, uma mudinha de planta e um pouco de água... Isso foi antes da palesra do Fernando - como é que as coisas se encaixão!

Durante a palestra em si, o Fernando Filósofo começou a discutir com uma outra integrante acampada lá no Ocupa Rio também; que estava sóbria e não entendeu o conceito que ele queria passar: insistiu que o filho dela era a continuação dela, o que foi rebatido: "Você não tem direito sobre o seu filho, o sueu filho tem direito sobre você", que gerou a maior discussão no Ocupa Rio.

Na explanação ele deu o exemplo de uma árvore, que talvez o objetivo da flexa não fosse realmente ela e sim a árvore que estava atrás dela, na qual ela estava presa, por exemplo.Fernando Filósofo começou a explicar, se baseando no exemplo da árvore, que nós éramos uma árvore, mas que os frutos não eram os nossos filhos... A sóbria rebateu ferrenhamente!

Durante a explicação/discussão, que acompanhei atenciosamente, a questão da árvore e a questão do fruto, explanei:

_ Tá vendo esses papeizinhos que estou distribuindo? - explicando para a sóbria e pata todos também - Isso se chama Sopinha de Versos...

Isso é a semente! Você é a árvore e o fruto é a reflexão que se faz ao consumir, - ao usufruir - ao ler as Sopinhas de Versos...

Fernando Filósofo, que antes de começar a palestra estava fazendo voto de silêncio - que estava se expressando apenas através da música, do som produzido por uma sanfona vermelha - e que estava quebrando-o para poder explicar sua teoria a todos, olhou para mim - prestando atenção - e sorriu.

_ Acho que ele não esperava encontrar alguém que entendesse tão bem o conceito que ele queria passar.

Bem, isso que ele explanou acontece à todo momento e à toda hora. Um exemplo foi e é a Primavera àrabe... Outro foi o Ocupy Wall Stret, que teve início nos Estados Unidos e se espalhou para todo o planeta.

O Ocupa Rio é resultante deste movimento contra o capital, onde 99% da população mundial trabalha para sustentar o 1% mais rico...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quando a iniciativa passa de um país para outro

O colunista do Digital e Mídia pedro Doria cita ainda em seu artigo do dia 22 de novembro de 2011, cita o caso da jovem egípcia Aliaá, que se despiu em frente à cãmera do computador de seu computador.

Em Israel, "um grupo de mulheres achou o máximo e, nuas, em conjuto, posaram com uma faixa de apoio. Publicaram no FACEBOOK. (...) É uma 'revolução solar', que nasce na TV e se completa nas milhões de conversas que ocorrem pela rede todos os dias" - a Globalização ocasiona mudanças comportamentais em todo o mundo!

Dennys Andrade

"

Primavera Árabe

(Artigo, Pedro Doria, jornal O Globo 22/11/2011)

"Muito se escreve sobre o papel da internet na Primavera Árabe. Ele pode ser mais sutil, e mais impactante, do que parece."


"A intromissão do Ocidente, porémera vista como pior. Um mal a evitar. Nisso, todos parecem concordar. O mesmo Ocidente interveio na Líbia. Não houve invasão, mas o bombardeamento da OTAN foram fundamentais. Sem eles, kadafi ainda viveria tranquilo em Trípoli. As reclamações caíram no vazio, não parecem ter tido muito 'eco nas ruas'."

O 'pulo do gato' das manifestações do facebook está aí. É preciso ter 'eco nas ruas' cotidianamente e não só nos feriados nacionais. As pessoas precisam comentar, discutir as deias nas ruas e não em um grupo  que se chama #NASRUAS apenas - assim fica na internet e para a internet e só.

Sabe a noção de "todos-para-todos" de Pierre Lévy - pensador teórico da internet? - , então; com todos os movimentos criados na internet se cria a nossão de 'todos-povo', que aliás é uma classificação criada por mim agora. [ em 22/11/2011- Dennys Ramos Andrade]

Através dessa noção, com essa nova classificação o da internet penso ser possível classificar as mobilizaçõesdo Egito, que levaram à queda de osni Mubarak, e que justifica também a Primavera Árabe.

Como Pedro Doria cita "pela primeira vez desde que foi formada, em 1945, a Liga Árabe chegou à conclusão de que, pelo menos em público, tem que fazer o discurso da civilização. Há algo mudando nas terras do Islã. E a internet tem parte nesse processo" - mas não é o processo todo!

  Doria diz que a TV Árabe Al-Jazeera é a orientando deste processo, pois "seja em terras xiitas ou sunitas, hpa antenas parabólicasespalhadas por todo canto. Assistem aos canais a cabo do Ocidente: CNN, BBC", em que afirma ainda que "o noticiário deles é popularesco, porém politicamente ousado. Embora patrocinado por uma monarquia absolutista, a do Qatar, abraça uma pauta que com frequência questiona as outras ditaduras da região. Há um quê de demagogia por vezes, irresponsábilidade jornalística nuns momentos, mas inspiradora. E como inspira. A Al jazeera una omundo árabe numa conversa em comum. Não havia nada do tipo antes. Agora, o cidadão de uma ditadura vê os deoutra, nas ruas, pedindo mudanças. Não é à toa que inspira. E aí, entra a internet."

A internet, a TV a cabo, enfim, fizeram uma nova dialética árabe. "A rede completao processo. Ela permite que a classe média se exprima independente da opressão".

Para um revolução acontecer, segundo Pedro Paulo Cruz, não basta mobilizar a classe média. tem que mobilizaro "povão", que frequentemente não tem acesso à internete está nas ruas, que aliás, o #NASRUAS não alcança.

 
     

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sociedade Alternativa

O Ocupa Rio é uma sociedade alternativa porque é a realização do "sonho proletário" no Centro do Rio de Janeiro, e como tal, tem um presidente...

Todo caus tem uma ordem!

Lá não chega a ser um caus porque todos os membros estão conscientes do que estão fazendo. Existem pessoas que só estão lá por farra, mas estes não são ouvidos...