Fico pensando que não existe nenhuma fórmula para potencializar os lucros de um país, porém, há estratégias para tentar diminuir ou equalizar as distorções das deslocações populacionais, como a migração, por exemplo.
Hoje, no periódico O Globo, em entrevista ao jornal, numa reportagem sobre a Venezuela expõe uma fórmula populacional para a América Latina, em que Alfredo Valadão, brasileiro, professor de América Latina em Paris da Sciences Po, diz que "... o mundo vai continuar - se não mudar o quadro de exportação atual - olhando para a América do Sul apenas relevante em três quesitos" que é exposta pela formula E = mc2, ou seja: Energia é igual a migração vezes cocaína.
Segundo Thomas Piketty r>g (retorno é maior que o efetivamente gerado por um país), porém oslucros da fórmula de Piketty são consumidos para manter os presos da fórmula anterior.
Penso que a migração não deve ser encarado por prejuíso, mas sim como um implemento à economia. Já imaginou se o C de cocaína fosse substituído por C de consumo?
Para isso seria preciso dar um número, tipo o CPF para os estrangeiros, permitindo a eles (imigrantes) se estabelecerem e se legalizarem no país, sendo dado a eles todos os direitos e deveres de um cidadão brasileiro. Na copa os "motohomes" dos argentinos que ficavam em locai irregulares não foram multados justamente porque eles eram estrangeiros e não havam sistema de intercãmbio de multas entre as nacões da América Latina, o que é um contrassenso, visto que eles não são impedidos de entrar no país quando quiserem. Nem de sair!
"Palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução."(Machado de Assis) Acesse também www.noticiarte.com.br - estamos de volta!!!!
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domingo, 8 de março de 2015
domingo, 1 de março de 2015
Recessão Brasil
Bem, se estamos em Recessão penso que a fórmula usada na Economia se equivocou. Ela é baseada no consumo!
O Brasil perdeu graus de investimento, devido a um capitalismo de Estado Tropical.
Utilizando os argumentos de Thomas Piketty, que propõe se taxar os grandes rendimentos do país, mas ele também fala que sempre deve ser no mínimo, pois corre-se o risco de ser injusto. Gustavo Cerbasi também diz que se deveria sempre guardar uma parte da renda.
Penso que se poderia dar um cavalo-de-pau na Economia. Como? fazendo o país deixar de ser baseado no Consumo para ser baseado na poupança. Como Cerbasi mesmo diz, os juros, para quem tem um dinheiro guardado, é benéfico!
Proponho ás classes mais baixas uma poupança de 10 reais por mês, em uma poupança simples. Por exemplo, se uma pessoa que trabalha ganhando por dia, fazendo um comércio funcional - e sazonal - como um vendedor de sucos ou um vendedor de picolé, por exemplo, que trabalha no regime de consignação, e que esta quantia por dia é um valor insignificante, pois não onera o trabalhador, que ganha por dia.
Pikety diz que precisamos elevar os níveis de poupança do país. Uma pessoa que deposite 10 reais por dia no banco ou 50 reais por semana, em poucos meses terá condições de alugar uma loja e , através de uma consignação, montar um negócio e dar emprego a outras pessoas menos preparadas...
Gustavo Cerbasi diz que deveria ter uma educação financeira no país, e que, o jovem fosse capacitado para montar um negócio (sim ples) dando emprego a outros jovens menos preparados.
Como política penso que o país deveria sim fazer uma poupança compulsória, ou seja: criar uma linha de crédito especial, em que das pessoas menos favorecidas seja recolhido 10 reais por mês e das poupanças maiores seja taxado em 0,1% ou 0,2%,como Pikety recomenda mesmo, pois assim o dinheiro teria sempre que ser reposto, ou seja, a conta bancária sempre teria que ser alimentada mensalmente para se manter.
_ Até porque já ouvi no rádio que deixar dinheiro parado não é bom!
E acho que se fazendo essas medidas, se são simples, à primeira vista, o Brasil, em poucos anos pode sair da Recessão em que está, a tal da "recessão técnica", e essas medidas podem ser feitas por cidadãos comuns também, que se cansaram de ficar esperando um sinal positivo do nosso Estado Paternalista...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Conclusão do Piketty
Thomas Piketty conclui, em seu livro "O Capital do Século XXI" que:
"... Quando estudamos O século XVII ou o XIX, podemos mais ou menos imaginar as evoluções dos preços e do salários, das rendas e riquezas, seguindo uma lógica econômica autônoma e interagindo pouco ou nada com as lógicas propriamente políticas e culturais. Quando estudamos o século XX, tal ilusão logo se desfaz. Basta uma breve olhada nas curvas de desigualdade da renda e do patrimônio ou a aceleração capital/renda para ver que a política está em toda parte e que as evoluções econômicas e políticas são indissociáveis, devendo ser estudadas lado a lado. Isso obriga também a estudar o Estado, o imposto e a dívida nessas dimensões concretas e a sair dos esquemas simplistas e abstratos sobre a infraestrutura econômica e a superestrutura política."
_ Não é á toa que o protesto dos caminhoneiros, no mês de fevereiro de 2015, que parou o trânsito nas principais estradas do país, foi vencedor e conseguiu ser atendido em suas reivindicações totais. A lei dos caminhoneiros, regulando horas de trabalho, foi assinada sem vetos.
Temos que saber separar, no Brasil, o joio do trigo, o que me parece que o povo não sabe fazer direito - o roubo na Petrobras tá ai para provar isso!
Seria legal as pessoas começarem a levar maquininhas de calcular para fazer compras no supermercado e boicotar os produtos que tiveram altas exorbitantes...
Com a última frase de Thomas Piketty termino este texto: "Recusar-se a fazer contas raramente trás benefícios aos mais pobres."
_ Para ser pensado, pois isso vale para tudo na vida.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Capitalismo X Democracia
Teve uma vez que comentei, na faculdade com um colega, que Capitalismo e Democracia juntas não existe, pois uma acaba sendo uma antítese da outra...
E olha o que eu achei no livro do Thomas Piketty:
"Para que a democracia venha um dia a retomar o controle do capitalismo, é necessário, em primeiro lugar, partir do princípio de que as formas genuínas de democracia e do capital estão e sempre estarão para ser reinventada."
_ Acho que ele concorda com esse meu comentário.
O Carlos Roma (professor 01 da Estácio de Sá), de História, durante uma de suas aulas expôs que na democracia ou se promove o bem-estar social (da população) e deixa a economia pra lá, como foi no caso do Cruzeiro, e que a inflação era disparada, ou se arrochava a economia, controlando-a, mas tendo a piora da situação da população.
Penso que o meu comentário, no fim, estava certo, pois ou se exerce controle sobre a Democracia ou sobre o capitalismo, mas ainda temos chance, pois a situação sempre pode ser reinventada...
Dennys Andrade
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Inflação
Para Thomas Piketty:
... trata-se da obviamente da principal inquietude no longo prazo. O Relatório Stern, publicado em 2006, dividiu a opinião pública ao calcular que os estragos potenciais a serem causados ao meio ambiente até o fim do século poderiam ser transformados em números, segundo certos cenários, que atingiam dezenas de pontos do PIB mundial por ano. Entre os economistas, a controvérsia em torno do Relatório Stern foi muito voltada para a questão da taxa com a qual se deveria trazer estragos futuros para os valores atuais. Para o britânico Nick Stern, seria necessário utilizar uma taxa de desconto relativamente baixa, da ordem da taxa de crescimento (1-1,5% ao ano), e, nesse caso, os estragos futuros já pareceriam muito elevados do ponto de vista das gerações atuais. A conclusão do relatório é, portanto, a necessidade de uma ação forte e imediata. Para o americano William Nordhaus, é preciso, ao contrário, utilizar uma taxa de desconto mais próxima da taxa de rendimento médio do capital (4-4,5% ao ano); nesse caso, as catástrofes futuras parecem muito menos inquietantes. Em outras palavras, cada um aceita a mesma avaliação dos estragos futuros (o que é obviamente apenas uma estimativa), mas tira conclusões muito diferentes. Para Stern, a perda em matéria de bem-estar global para a humanidade é tal que justifica gastar a partir de agora o equivalente a pelo menos 5% do PIB mundial por ano para tentar limitar o aquecimento global futuro. Para Nordhaus, isso não seria de forma alguma razoável, pois as gerações futuras serão mais ricas e produtivas do que nós. Eles encontrarão uma maneira de lidar com o problema, ou consumir menos, o que, em todo caso, seria bem menos custoso para o bem-estar universal do que fazer o esforço proposto por Stern. Essa é em essência a conclusão desses sábios cálculos.
_ Falando de Brasil: De uma forma ou de outra o Brasil já vive uma crise do aquecimento global, pois a zona de convergência, entre o Atlântico e o Pacífico, que fazia o Pantanal florescer, foi para a América Central e o Pantanal não teve época de cheia este ano, como nos anos anteriores.
Livre para escolher, as conclusões de Stern parecem-me mais razoáveis do que as de Nordhaus, que mostra um otimismo atraente, além de bastante oportuno - e de todo modo muito coerente com a estratégia americana de emissão de carbono sem nenhuma restrição ( lá tá tendo nevascas fortíssimas!) -, mas no final das contas muito pouco convincente. Parece-me, no entanto, que esse debate relativamente abstrato sobre a taxa de atualização passa ao lado do debate central. Na prática escutamos muitas vezes no debate político, especialmente na Europa, mas também na China e nos Estados Unidos, argumentos sobre a necessidade de se lançar uma grande onda de investimentos visando descobrir novas tecnologias não poluentes e formas de energia renováveis abundantes o suficientes para vivermos sem os hidrocarbonetos. O debate sobre o "estímulo ecológico" esta particularmente presente na cena europeia, porque vemos aí uma maneira possível de sair do marasmo econômico atual. Essa estratégia é muito tentadora porque a taxa de juros à qual vários Estados tomam emprestado é hoje muito baixa. SE os investidores privados não sabem como gastar e investir, então porque o poder público deveria se privar de investir no futuro para evitar uma provável degradação do capital natural?
Esse é um dos principais debates do futuro. (...)
(Thomas Piketty, pág 551, 552, 553 - O Capital do século XXI)
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Sugestão Tomas Piketty
Olha o que eu achei!!! (Tomas Piketty, pag 528)
"A solução de longe mais satisfatória para reduzir a dívida pública consiste em arrecadar um imposto excepcional sobre o capital privado. Por exemplo, um imposto proporcional de 15% (no Brasil poderia ser de 8% a 10% de acordo com a renda) sobre todos os patrimônios privados geraria perto de um ano de renda nacional e permitiria, assim, reembolsar todas as dívidas públicas. O Estado continuaria a deter seus ativos públicos, mas o valor de suas dívidas seria reduzido a zero e, portanto, ele não teria mais juros a pagar. Tal solução é equivalente a um repúdio total da dívida pública... é sempre muito difícil prever a incid~encia final de um repúdio, mesmo parcial. As moratórias completas ou parciais da dívida pública são frequentemente em situações extremas de crise de superemdividamento público, como, por exemplo, na Grecia 2011-2012, sob a forma de um haircut de magnitude variável (usando a expressão consagrada): diminui-se entre 10% e 20% (ou mais) do valor dos títulos públicos detdos pelos bancos e pelos diferentes credores. O problema é que, se aplicarmos esse tipo de medida em grande escala, por exemplo, na escala da Europa, e não da Grécia(que representa 2% do PIB europeu), poderíamos apostar que isso suscitaria movimentos de pânico bancário e falências em cascata. (...) A vantagem do imposto excepcional sobre o capital, que se assemelha a um haircut fiscal, é precisamente que ele permite organizar as coisas de maneira mais civilizada. Garante-se, assim a contribuição de cada um, e, acima de tudo, evitam-se as falências bancárias, jé que são os detentores finais de patrimônios (as pessoas físicas), e não os estabelecimentos financeiros, que passam a contribuir. Para isso, é indispensável, claro, que as autoridades públicas disponham permanentemente de transmissões automáticas de informações bancárias para todos os ativos financeiros detidos pelas pessoas. Sem o cadastro financeiro, todas as políticas adotadas estariam em risco."
"A solução de longe mais satisfatória para reduzir a dívida pública consiste em arrecadar um imposto excepcional sobre o capital privado. Por exemplo, um imposto proporcional de 15% (no Brasil poderia ser de 8% a 10% de acordo com a renda) sobre todos os patrimônios privados geraria perto de um ano de renda nacional e permitiria, assim, reembolsar todas as dívidas públicas. O Estado continuaria a deter seus ativos públicos, mas o valor de suas dívidas seria reduzido a zero e, portanto, ele não teria mais juros a pagar. Tal solução é equivalente a um repúdio total da dívida pública... é sempre muito difícil prever a incid~encia final de um repúdio, mesmo parcial. As moratórias completas ou parciais da dívida pública são frequentemente em situações extremas de crise de superemdividamento público, como, por exemplo, na Grecia 2011-2012, sob a forma de um haircut de magnitude variável (usando a expressão consagrada): diminui-se entre 10% e 20% (ou mais) do valor dos títulos públicos detdos pelos bancos e pelos diferentes credores. O problema é que, se aplicarmos esse tipo de medida em grande escala, por exemplo, na escala da Europa, e não da Grécia(que representa 2% do PIB europeu), poderíamos apostar que isso suscitaria movimentos de pânico bancário e falências em cascata. (...) A vantagem do imposto excepcional sobre o capital, que se assemelha a um haircut fiscal, é precisamente que ele permite organizar as coisas de maneira mais civilizada. Garante-se, assim a contribuição de cada um, e, acima de tudo, evitam-se as falências bancárias, jé que são os detentores finais de patrimônios (as pessoas físicas), e não os estabelecimentos financeiros, que passam a contribuir. Para isso, é indispensável, claro, que as autoridades públicas disponham permanentemente de transmissões automáticas de informações bancárias para todos os ativos financeiros detidos pelas pessoas. Sem o cadastro financeiro, todas as políticas adotadas estariam em risco."
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Solução Pikettyana...
Já que os trabalhadores não
se vêem mais como uma classe, mas o são!, penso que deveria haver um importo mínimo
para o país, de 10 reais para trabalhadores de baixa renda, que seriam acumulados
durante um ano ou um ano e meio, e que no fim do período os trabalhadores
poderiam retirar o dinheiro enquanto que os juros deste valor ficaria para o
governo. Assim a sociedade deixaria de ser baseada no consumo e passaria a ser
baseada na poupança, como Tomas Piketty sugere no livro “O Capital do Século
XXI”
Percebo que Marx não
estava totalmente errado, assim como não estava totalmente certo, porém, é
importante se conscientizar as pessoas de que para se chegar ao topo – abrir um
negócio – é preciso se acumular capital, o que nos tempos atuais é possível,
através de uma consignação e muita disciplina... Afinal r > g !!!
(Dennys Andrade)
Marx não pôde imaginar que a classe burguesa engendraria no
proletariado seus valores e daria a ele essa possibilidade de consumo. Os
trabalhadores agora com poder de compra, não se vêem mais com uma classe.
Iniciamos assim a era da disciplina científica, na qual nos
encontramos até hoje. Nela, não precisamos de contramestres para nos exigir
disciplina e produtividade, exigimos isso de nós mesmos automaticamente porque
agora, como diria Michelle Perrot, nosso contramestre é nossa consciência.
Vivemos cada minuto de nossas vidas empenhados em sermos úteis e valiosos para
o mercado e dessa forma - apenas dessa forma - sermos alguém, o que, na lógica capitalista quer dizer
consumir e ascender economicamente para consumir mais.
_ Penso que no Brasil, e
certamente no mundo todo, já que o mundo é globalizado - tendo a consciência
como contramestre – todos querem se especializar em algo, porém, como o ensino
no país é débil, ao invés de ter como objetivo fazer uma faculdade, o objetivo se
caracteriza num “curso técnico”, para depois ser concretizado o ensino
superior, e isso é bom...
Não há marxismo sem
marxistas; estes não são muitos, hoje, no Ocidente. No Brasil, às vezes tem-se
a impressão de que o marxismo floresce sobretudo na universidade, na área de
humanas, e ilumina muitos nichos da crítica. Mas nos partidos de esquerda, o marxismo
é quase sempre um indesejado e no operariado ele é mais, é desconhecido.
Operariado aliás, hoje multifacetado, reduzido nos locais produtivos, abundante
nos locais de serviço, milhões nos trabalhos informais, uma grande classe
não-classe. Será possível combinar reflexão criadora, novas interpretações do
mundo, descoladas do trabalho?
As explorações sobre essas
intrigantes questões não se farão com um marxismo ensimesmado, sectário e
doutrinário; mas não se trata de proclamar um ecletismo despolitizado: as
interrogações partem da tomada de posição de que o marxismo pode ainda alimentar
as lutas pela transformação social e política, senão com a transcendência e
abrangência mostradas no século XX, pelo menos com uma postura crítica que não
se deixará seduzir nem pelo apocalipse nem pelo conformismo. Em suma, um
marxismo dialógico e dialético.
Introdução
Sabe-se que o
pensamento marxiano se configurou como uma clara perspectiva crítica e
revolucionária, ou seja, de compreensão da realidade social até a sua raiz e de
superação radical da ordem burguesa. E foi precisamente este caráter radical e
revolucionário que ele foi perdendo ao longo da sua trajetória. Entre as
inúmeras deformações que ele sofreu, está a redução desta radicalidade a mera
crítica teórica ou a uma crítica política, quando a questão é muito mais ampla
e profunda. Ser radical, como o próprio Marx diz, é ir à raiz. Ora, continua
ele, a raiz do homem é o próprio homem. Trata-se, pois, ao nosso ver, de
retornar a Marx, não para encontrar o “verdadeiro Marx” – tarefa impossível e
sem sentido – mas, para buscar nele os fundamentos para a compreensão do mundo
dos homens até a sua raiz, compreensão que, por sua própria natureza, tem um
caráter revolucionário.
O sentido
preciso de nossa afirmação é este: Marx lançou os fundamentos de uma concepção
radicalmente nova de fazer ciência e filosofia e, portanto, de compreender o
mundo. Isto quer dizer que o fundamento da luta revolucionária está
primeiramente na ontologia (natureza do ser social) e só depois na política e
na ética
Argumento
Histórico
O pressuposto dessas afirmações é que as idéias são sempre
mediações – ainda que indiretas – para o conhecimento e a intervenção na
realidade. Ora, é claro que, numa sociedade de classes, as classes dominantes
buscarão compreender a realidade e orientar a intervenção nela de modo a
favorecer os seus interesse que, não esqueçamos, são sempre apresentados como
interesses universais. Não se trata de querer ou não. Trata-se de uma
necessidade inescapável. Isto acontece até, embora de forma muito diferente,
com relação ao conhecimento da natureza. Quanto mais em relação ao conhecimento
da sociedade! Afinal, como bem disse Marx “As idéias dominantes são as idéias
das classes dominantes”.
Contudo,
não há nenhum argumento conclusivo que demonstre que a passagem do capitalismo
ao comunismo é impossível. Argumentando ad
hominem, em boa lógica
popperiana, a afirmação de que o comunismo é impossível é uma afirmação não
falsificável, o que lhe retira qualquer caráter científico e traduz muito mais
o desejo da burguesia. O fracasso das tentativas até agora feitas apenas prova
que aquele não era o caminho, mas não a impossibilidade de atingir tal
objetivo. Isto é boa lógica!
É a classe
trabalhadora, por sua própria natureza, que expressa, como já vimos, a
possibilidade e a exigência de superação do capitalismo. É na análise da
sociabilidade regida pelo capital que Marx encontra as possibilidades de sua
superação, as balizas que deverão fundamentar essa superação e o sujeito
decisivo dessa tarefa. Nada disto confere validade a tudo o que Marx escreveu.
Apenas expressa o fato de que ele, ao
examinar o processo real, lançou as bases para uma nova forma de fazer ciência
e filosofia e de intervir no mundo, trazendo, assim, à tona a possibilidade de
uma nova e superior forma de sociabilidade.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Como crescer na vida vendendo sorvete
Tive essa ideia lendo o livro "O Valor do Amanhã, de Eduardo Giannetti da Fonseca:
(Dennys Andrade)
Hoje passei essa estratégia para o meu psicólogo, que disse que isso é legal para se fazer uma viagem no fim do ano, por exemplo, pois a estratégia deve ter um objetivo!
A Estratégia:
Esse cara ganha porcentagem sobre o total de picolés e sorvetes vendidos, ou seja, trabalha com consignação de sorvete. Eu trabalhava em Laranjeiras como jornaleiro, e que também trabalhava com consignação de jornais e revistas... Nunca consegui efetivar esta estratégia enquanto jornaleiro...
Perguntei a esse meu amigo o quanto que ele ganhava com a venda de sorvete: ele me disse que "em dia bom 300 e em dia ruim 100", então sugeri a ele começar a guardar 10 reais por dia, que não seria nada demais.
Disse até que "para mim é porque eu tenho que pagar conta todos os dias", mas para você não! Perguntei se ele tinha alguma conta em banco e ele, cujo nome era Paulo, me disse que não. Sugeria então que ele abrisse uma poupança, que se abre com 10 reais em qualquer banco no Brasil, ou até menos...
Sugeri a ele depositar todos os dias 10 reais na conta, e que se isso fosse feito religiosamente - na sexta seria depositado 30, por exemplo, no fim doa mês ele teria 300 reais. E como ele ganhava dinheiro todos os dias, pois trabalhava vendendo picolé, isso não oneraria ele de jeito nenhum - ele concordou.
Se ele fizesse isso todos os dias durante um ano teria 3600 reais na conta após um ano e 1800 após 6 meses, o que já lhe daria condições de alugar uma lojinha e abrir uma sorveteria, pois as empresas de sorvete fornecem os freezers para vender os seus produtos, porém teria uma partida mínima inicial!
No segundo mês se teria todos os dias um rendimento de 10 reais depositados no mês anterior!
_ Falei que ele já sabia trabalhar com consignação, então seria fácil.
Essa estratégia que passei para outra sorveteira também que ia todos os dias na minha banca para conversar, enquanto eu comia o segundo pote de sorvete. Ela me falou que na verdade ela estava trabalhando para "eles" - se referindo a sorveteria que lhe fornecia o sorvete.
Disse que não, pois ela não estava pagando para produzir o sorvete e nem pelo carrinho com que ela vendia o sorvete, então ela estava, na verdade, trabalhando para ela, e que não poderia ficar com o dinheiro todo mesmo... Ela concordou!
Meses depois, ao conversar com o Paulo, ele me disse que estava guardando 50 reais por semana, já a outra sorveteira não estava conseguindo guardar nada.
Recentemente eu passei essa estratégia para um outro amigo meu que vende sucos no Centro, mas que ele não tava conseguindo guardar nada, mas se mostrou entusiasmado com a ideia, enfim.
No caso do Paulo - uma pessoa que não tinha nem conta em banco e agora tem uma poupança e ainda guarda 50 reais por semana - penso que isso foi um "up" na vida dele!!!
_ E com certeza, se continuar fazendo isso todos os dias, daqui a alguns meses ele vai virar um novo empreendedor dono de sorveteria!!!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Como crescer na vida
Para os economistas de plantão, olha o que eu achei na revista Super Interessante, e que serve de aviso para quem gosta de pegar dinheiro emprestado e não pagar!!!
[Super Interessante ed. 304-B novembro/ 2014, pág 57]
"Suponha que você seja um empresário, mas não tenha capital. Então faz um empréstimo, aplica o dinheiro e quita a dívida com a renda do negócio. Resultado: você, que não tinha nada, não só devolve o que pegou como passa a ter alguma coisa."
Tendo isso em mente é que se cresce...
sábado, 6 de dezembro de 2014
Obra-de-arte
Bem, a obra-de-arte, como Barthes já disse, perdeu a sua aura com a reprudutibilidade técnica, ou seja, deixou de ser a obra prima original para se tornar cópias de si mesma para serem vendidas, em fim...
Porém a arte é revolucionária, apenar de conspiradores de plantão dizerem que não!
A arte nos leva a uma catarse, a uma consciência de si mesmo, que se aplicada, pode trazer a consciência necessária que vai modificar a vida do indivíduo e vai fazê-lo progredir.
Segundo Freud:
"A ligação com a realidade se orna ainda mais frouxa, a satisfação é obtida a partir de ilusões reconhecidas como tais, sem que se permita que o seu afastamento da realidade perturbe o gozo. A região donde provém tais ilusões é a fantasia; quando o desenvolvimento do senso de realidade se completou, ela foi expressamente dispensada das exigências da prova de realidade e foi destinada ao cumprimento de desejos de difícil realização. No topo dessas satisfações fantasísticas se encontra o gozo de obra de arte, também tornado acessível a quem não é criador através da mediação do artista. Quem é sensível à fluência da arte não tem palavras suficientes para louvá-la como fonte de prazer e consolo da vida. No entanto, a suave narcose em que a arte nos coloca não é capaz de produzir mais do que uma fugaz libertação das desgraças da vida, e não é forte o bastante para fazer esquecer a miséria real. / Há outro procedimento mais enérgico e mais radical que considera que o único inimigo é a realidade, a qual seria a fonte de todo sofrimento e com a qual não se pode conviver, sendo preciso, por isso, cortar todas as relações com ela caso se queira ser feliz em algum sentido."
_ Não se pode cortar relações com a realidade porque no fim do mês vem as contas, mas você pode guardar 10% do salário todo mês. Seria um pequeno sofrimento no presente para uma benção no fim de 12 meses ou mais.
Freud diz ainda:
"O eremita volta as costas para este mundo, não quer ter nada haver com ele. Mas é possível fazer mais do que isso, é possível querer a sua transformação, a construção de um outro mundo em seu lugar, do qual os aspectos mais insuportáveis sejam eliminados e substituídos por outros mais de acordo com os próprios desejos. Em regra, não alcançará coisa alguma quem segue esse caminho para a felicidade com revolta desesperada; a realidade é demasiado forte para ele. / Afirma-se, porém, que cada um de nós se comporta, em algum ponto, de maneira semelhante ao paranóico, corrigindo um aspecto insuportável da realidade. É particularmente digno de note o caso em que um grande número de pessoas empreende conjuntamente a tentativa de obter garantias de felicidade e proteção contra o sofrimento mediante uma transformação delirante da realidade."
Freud diz ainda:
"O eremita volta as costas para este mundo, não quer ter nada haver com ele. Mas é possível fazer mais do que isso, é possível querer a sua transformação, a construção de um outro mundo em seu lugar, do qual os aspectos mais insuportáveis sejam eliminados e substituídos por outros mais de acordo com os próprios desejos. Em regra, não alcançará coisa alguma quem segue esse caminho para a felicidade com revolta desesperada; a realidade é demasiado forte para ele. / Afirma-se, porém, que cada um de nós se comporta, em algum ponto, de maneira semelhante ao paranóico, corrigindo um aspecto insuportável da realidade. É particularmente digno de note o caso em que um grande número de pessoas empreende conjuntamente a tentativa de obter garantias de felicidade e proteção contra o sofrimento mediante uma transformação delirante da realidade."
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