Ontem, dia 20 de julho, Dia do Amigo, eu fiz uma poesia em comemoração a data, que até cheguei ba divulgar para duas ádios: a Roquete Pinto e a Band News, mas não sei se elas chegaram a ir para o ar.
A poesia se chama:
Amigos São Assim
Amigo assim,
Seja amigo sendo. (Dennys Andrade)
Amigo que é amigo,
Na verdade
Não é amigo realmente:
Amigo é um irmão
Que escolhemos
Pela vida, no correr
Do decorrer da
Confusão diária.
Amigos que são amigos
Têm segredos.
Vou tecontar um segredo:
_ O meu amigo é você.
É uma manuseio de palavras, é uma dança com o pensamento. Poesia é assim: simples e direta, é uma dança com o pensar, com a reflexão... E não foi tão difícil, foi só refletir um pouco e escrever para poder a fazer, por exemplo.
Têm pessoas que me chamam de ingênuo só porque sou idealista e entusiasta da poesia, mas é melhor que pensem assim. Já pensou se descobrem o poder revolucionário de a poesia tem? O poder de libertação do pensamento? Não é à toa que em qualquer ditadura existem livros proibidos, e não é à toa que o Chico Buarque foi exilado na Ditadura Militar...
Pai, afasta de mim esse cálice, (trecho, Cálice)
Afasta de mim esse cálice,
Afasta de mim esses (Chico Buarque)
Cálice, càlice, cálice...
[Cali-se, cali-se cáli-se...]
Não é àtoa que a leitura dos livros de Marx são proibidas em todas as ditadura existentes mundo à fora, pois o autor soube descrever com brilhantismo os processos do Capitalismo, mas agora a Humanidade chegou à um momento tal de ruptura que o autor não descreveu...Esgotamento do Sistema Capitalista? Talvez, se a manutenção deste for impossível.
Saiu no Globo que a Alemanha conseguiu estar á frente dos processos econômicos do Euro porque adotou a moeda internacionalmente, mas manteve em vigor - internamente - a sua moeda, o Marco, e talvez esta seja a chave para uma nova faze do Capitalismo, ou quem sabe se a chave para o fim do capitalismo... O que virá depois? Ninguém sabe, pois marx não o descreveu.
A turbina da Humanidade não pode parar: precisamos de novos autores que reflitam o momento atual da sociedade, e novidade: esta pessoa pode ser você leitor... Temos que nos tornar autores de nossas próprias histórias, e parar de ficar acreditando em estorinhas da carochinha.
Mundo mundo vasto mundo (trecho, Mundo Grande - Carlos Drummond de Andrade)
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não um conclusão.
"Palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução."(Machado de Assis) Acesse também www.noticiarte.com.br - estamos de volta!!!!
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sábado, 21 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Um engrenagem certeira
Revolução dos Versos
Hoje li no jornal O Globo que a Alemanha está liderando o processo de saída da crise da Europa porque ela adotou o Euro como moeda internacional, mas continuou com o Marco - sua moeda vigente - em circulação...
Dei esta sujestão - neste blog - para a Dilma fazer o mesmo!
A presidente deve aproveitar que o Real está valorizado internacionalmente e instituir duas moedas correntes no país. Uma é o Real, que será a moeda internacional brasileira e uma outra, a ser criada - o Índio por exemplo - para as trasações dentro do território nacional.
Lembra do Cruzeiro, isso em 1992, 93 e 94? Lembro que na troca da moeda o Real valia 2700 e pouco. É só fazer isso com o Real. Na época a moeda depositada nos bancos era o Cruzeiro e quando se sacava o dinheiro era o "Cruzeiro Real", isso antes da troca definitiva,após a eleição de Fernando Henrique Cardoso.
O que se deveria fazer é uma coisa parecida, mas ao contrário... O Índio, no exemplo dado, valeria mais do que o Real, e sí seria vigente na praça - nas ruas -, e nos bancos seria calculado em reais mesmo. Assim quando se sacasse o dinheiro ele sempre valeria mais, e não se precisaria manter valores artificiais, como acontece com o Yan da China.
O pensamento é o mesmo que a China utiliza, mas seria uma interveção inversa à da china!
É uma sugestão para se sair da crise, que pode parecer maluca, mas que também pode dar certo!
Dennys Andrade, jornalista
Hoje li no jornal O Globo que a Alemanha está liderando o processo de saída da crise da Europa porque ela adotou o Euro como moeda internacional, mas continuou com o Marco - sua moeda vigente - em circulação...
Dei esta sujestão - neste blog - para a Dilma fazer o mesmo!
A presidente deve aproveitar que o Real está valorizado internacionalmente e instituir duas moedas correntes no país. Uma é o Real, que será a moeda internacional brasileira e uma outra, a ser criada - o Índio por exemplo - para as trasações dentro do território nacional.
Lembra do Cruzeiro, isso em 1992, 93 e 94? Lembro que na troca da moeda o Real valia 2700 e pouco. É só fazer isso com o Real. Na época a moeda depositada nos bancos era o Cruzeiro e quando se sacava o dinheiro era o "Cruzeiro Real", isso antes da troca definitiva,após a eleição de Fernando Henrique Cardoso.
O que se deveria fazer é uma coisa parecida, mas ao contrário... O Índio, no exemplo dado, valeria mais do que o Real, e sí seria vigente na praça - nas ruas -, e nos bancos seria calculado em reais mesmo. Assim quando se sacasse o dinheiro ele sempre valeria mais, e não se precisaria manter valores artificiais, como acontece com o Yan da China.
O pensamento é o mesmo que a China utiliza, mas seria uma interveção inversa à da china!
É uma sugestão para se sair da crise, que pode parecer maluca, mas que também pode dar certo!
Dennys Andrade, jornalista
Um rio caudaloso...
A Sopinha de Versos se tornou um rio caudaloso que corre sem parar no Rio de janeiro:
Agora tenho a exata noção de que o objetivo que tinha quando iniciei a Revolução dos Versos, na primeira sexta-feira de dezembro de 2010 no Largo da Carioca foi alcançado...
As Sopinhas de Versos foram inventadas no dia 29 de outubro de 2009 para ser utilizada como instrumento de um sarau de poesia que foi convidado para organizar, e nesta época eu já tinha mis ou menos a vontade de fazer alguma coisa para que a poesia - como obra-de-arte - se desprendesse do livro e ganhsse as ruas, mas eu não sabia como o fazer, e neste dia acabei formatando o instrumento da Revolução dos Versos.
A Revoluçã dos Versos foi uma sugestão que dei há um tempo antes de dezembro de 2010 para um grupo que estava coordenando o "Sarau Cultura e Poesia" na Penha, de iniciativa de Mário Xavier, um autor que se originou no bairro da Penha, mas que estava morando na Ilha do Governador na época... Isso foi em 2006!
Ninguém aceitou, e ainda disseram que eu "estava querendo mudar o nome do sarau que tinha o nome de "Sarau, Cultura e Poesia na Penha Acontece", e como eu estava fazendo a divulgação para a mídia acabei rebatizando o sarau de "Sarau Cultura e Poesia" e deu certo, pois num dos encontros no colégio São fabiano, na Penha, consegui levar o RJTV para fazer a cobertura do evento.
Como o seu Mária Xavier foi radialista ele ficou com ciúmes, e todos do grupo começaram a me sacaniar até que resolvi sair do grupo depois do sarau de outubro daquele ano. No ano seguinte fiquei sabendo que o Mário xavier havia falecido...
A ideia de se fazer uma Revolução dos Versos vem desde estes tempos, mas foi apenas em dezembro de 2010 que a revolução aconteceu, e durante todo este tempo a ideia ficou em gestação-elaboração até que ela finalmente estourou no CEntro da cidade, no Largo da Carioca.
O homenageado de dezembro de 2010 foi o João do Rio, o mesmo aliás, de outubro de 2009 na penha. Em janeiro - na primeira quarta-feira do mês, como sempre lá no Largo da Carioca, na banca do Carlão - foi homenageado o Vinícius de Moraes e no sarau de fevereiro do ano passado resolvi homenagear o Fernando Pessoa, e para minha surpresa, a Rio TV Câmara foi fazer a cobertura do sarau... A poesia, como sempre, causa estranhesa - e penso que é essa a sua funçao. Causa estranhesa, e junto com a estranhesa, a reflexão. Olha como a repórter ficouatrapalhada ao apresentar o movimento para todo o país:
E realmente, como o Francisco falou, se tornou um rio bem caudaloso, só que agora ele corre é no bairro de laranjeiras, na rua Coelho Neto esquina com a Ipiranga na banca de jornal.
Agora tenho a exata noção de que o objetivo que tinha quando iniciei a Revolução dos Versos, na primeira sexta-feira de dezembro de 2010 no Largo da Carioca foi alcançado...
As Sopinhas de Versos foram inventadas no dia 29 de outubro de 2009 para ser utilizada como instrumento de um sarau de poesia que foi convidado para organizar, e nesta época eu já tinha mis ou menos a vontade de fazer alguma coisa para que a poesia - como obra-de-arte - se desprendesse do livro e ganhsse as ruas, mas eu não sabia como o fazer, e neste dia acabei formatando o instrumento da Revolução dos Versos.
A Revoluçã dos Versos foi uma sugestão que dei há um tempo antes de dezembro de 2010 para um grupo que estava coordenando o "Sarau Cultura e Poesia" na Penha, de iniciativa de Mário Xavier, um autor que se originou no bairro da Penha, mas que estava morando na Ilha do Governador na época... Isso foi em 2006!
Ninguém aceitou, e ainda disseram que eu "estava querendo mudar o nome do sarau que tinha o nome de "Sarau, Cultura e Poesia na Penha Acontece", e como eu estava fazendo a divulgação para a mídia acabei rebatizando o sarau de "Sarau Cultura e Poesia" e deu certo, pois num dos encontros no colégio São fabiano, na Penha, consegui levar o RJTV para fazer a cobertura do evento.
Como o seu Mária Xavier foi radialista ele ficou com ciúmes, e todos do grupo começaram a me sacaniar até que resolvi sair do grupo depois do sarau de outubro daquele ano. No ano seguinte fiquei sabendo que o Mário xavier havia falecido...
A ideia de se fazer uma Revolução dos Versos vem desde estes tempos, mas foi apenas em dezembro de 2010 que a revolução aconteceu, e durante todo este tempo a ideia ficou em gestação-elaboração até que ela finalmente estourou no CEntro da cidade, no Largo da Carioca.
O homenageado de dezembro de 2010 foi o João do Rio, o mesmo aliás, de outubro de 2009 na penha. Em janeiro - na primeira quarta-feira do mês, como sempre lá no Largo da Carioca, na banca do Carlão - foi homenageado o Vinícius de Moraes e no sarau de fevereiro do ano passado resolvi homenagear o Fernando Pessoa, e para minha surpresa, a Rio TV Câmara foi fazer a cobertura do sarau... A poesia, como sempre, causa estranhesa - e penso que é essa a sua funçao. Causa estranhesa, e junto com a estranhesa, a reflexão. Olha como a repórter ficouatrapalhada ao apresentar o movimento para todo o país:
E realmente, como o Francisco falou, se tornou um rio bem caudaloso, só que agora ele corre é no bairro de laranjeiras, na rua Coelho Neto esquina com a Ipiranga na banca de jornal.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Distribuição de quinta, dia 20/7
Quinta-feira vou fazEr a distribuição de Sopinhas de Versos de Nélson Rodrigues e alguns outros poetas, e também de alguns trechos do marx...
_ Essa é a revolução dos Versos!!!!!
_ Essa é a revolução dos Versos!!!!!
domingo, 15 de julho de 2012
A obrigatoriedade do diploma de Jornalismo
Atualmente o diploma de jornalismo se tornou obrigatório para se exercer a função de jornalista no Brasil, e esta foi a faculdade que fiz, pois se/re qui fazer faculdade de alguma coisa que amliasse meus orizontes enquanto pessoa, enquanto cidadão. Eu tenho um colega de ginásio que fez Letras - o Allan Bras -, mas que tem o objetivo final de escrever artigos para algum jornal, alguma mídia - que bom, isso é louvável. E o diploma em Letras o dá tota liberdade para isso...
Na faculdade eu tinha um colega que era professor de português, mas queria terminar a faculdade de Comunicação, e durante a faculdade, quando o Lula tornou obrigatório o diploma para jornalistas ouvi dizer que a marília Gabriela tinha feito, até então, apenas dois períodos de jornalismo e abandonou a faculdade, afinal, o diploma não era obrigatório para jornalistas.
Ouvi também, na faculdade, que era a Estácio, da patrícia Cupello, que o diploma de jornalismo ampliava os orizontes para a função de jornalis. Ela, inclusive, com outras pessoas também, foi que implantaram lá na faculdade - da rua do Bispo - a Rádo Estação, que antes não existia, e ela, como já tinha trabalhado em rádio comunitária ou alguma dessas rádios que tem por aí, acou estranho e com um colega dela, que conheci, mas agora esqueci o nome, começaram a elaborar uma rádio comunitária para a facul... A Estácio de Sá acabou comprando a ideia deles de fazer uma rádio, e ela se tornou diretora, ou coordenadora, da rádio Estação em todas as faculdades de Comunicação do Rio - Rio Cumprido e Barra na época.
Teve uma vez que fui apresentar o meu projeto, que é o mesmo que faço na Coelho Nto, de distribuição de versos para as pessoas, e a coordenadora de Comunicação da facldade começou a gritar comigo dizendo que "a stácio de Sá não apoio projetos desse tipo!" - me escurraçou de lá.
Isso aconteceu antes de julho de 2007, quando me formei, porém, fiz alguns saraus na Casa de Cultura da Estácio de Sá no Rio Cumprido. O sarau se chamou "Sarau Brasil", mas era apenas um sarau de faculdade, feito para universitários verem e curtirem. Eu contactava outras pessoas para irem lá no sarau também, mas invariavemente só quem se apresentava era eu mesmo com outro amigo que não era nem da faculdade. Este era o paulo Roberto, um senhor que me ajudava a fazer o programa "Toque de Poesia" na ´Rádio Rayyzes, a comunitária da Penha. Era um programa simples, de 30 minutos apenas, em que eu falava uma poesia no começou, fazia o perfil de um cantor, colocava duas músicas dele e o paulo Roberto falava outra poesia no fim do programa.
Este programa, inclusive, deve ter sido o primeiro programa de rádio do Brasil totalmente voltado para a expressão poética, mas foi em rádio comunitária e não há gravação de nenhum dos programas realizados; o programa teve a duração de setembro de 2006 à novembro do mesmo ano, pois eu precisava terminar a faculdade e eu não tinha remuneração nenhuma com ele, mas passou a ser o programa mais comentado da rádio durante a sua realização. Talvez porque era uma coisa inusitada se colocar poesia no rádio, ou porque já existia há tempos uma demanda para este tipo de programa, e que não era, e ainda não é atendida!
Enfim, como não consegui apoio de nenhum dos lados, nem da faculdade e nem da iniciativa privada para colocar o projeto em prática, apenas em 2009, no mês de outubro, no dia 29 foi que elaborei uma maneira de fazer o projeto de forma a fazer os espectadores participarem - e até s engajarem - com a expressão poética, que foi o dia da invenção da Sopinha de Versos, e que foi invetada - por mim - para incrementar um sarau que euhavia sido convidado a fazer no Centro Cívico Leopoldinense (clube tradicional da Penha).
Depois fui até convidado para ser o diretor de cultura do clube, o que fui durante três meses, até que as razões econômicas me colocaram em atrio com o presidente, recém- eleito do clube na época. Saí e fui para o Penha Shopping, e pelo mesmo motivo saí de lá, pois a poesia enche a casa, mas não trás remuneração direta. O presidente do Centro Cívico chegou a querer me cobar 200 reais por fazer um sarau lá, no último mês que fiquei lá, e que gerou uma revota por pate do Jonas Camacho, que é um vice-presidete do clube - acho que ainda - e que me chamou para fazer o primeiro sarau lá - foi quando eu saí do clbe!
Este ano estou fazendo o projeto Sopinha de Versos, que na verdade é o instrumento da Revolução dos Versos, na banca da Coelho Neto com a Ipiranga, em Laranjeiras. Tenho o apoio cultural do CNA, que faz a impressão das folhas a serem cortadas, dobradas e distribuídas, mas não tenho nenhuma remuneração com isso.
Algmas pessoas me chamam de ingêuo por fazer a distribuição das poesias de graça, mas na verdade sou idealista! Dou as poesias de graça porque as recebo de graça do CNA, e porque penso que poesia não deve ser vendida e sim dada, a menos que esteja organizada em um livro... Tenho um colega que faz livrinhos de poesia e distribui na praça Saens Penã, mas ele utiliza um método de não gosto muito, que é aquele de oferecer o livrinho e quando perguntado quanto é ele responde: "O quanto você achar que vale".
Isso não está errado, mas sou um idealista e penso que poesia deve ser dada de graça. Se ele me oferece um livrinho e depois solta a pérola da pergunta eu responderia para ele: "Então você vai me dar o livro de graça?"...
Enfim, são métodos: ele ganha a vida com isso - ele vive de arte! -, eu penso que não deve ser assim e por isso trabalho na banca de jornal, pois não consegui estágio em nenhuma redação ou emissora, fazendo apenas estágios informais - como na rádio e no jornal interno do Olaria Atlético Clube - e por isso penso, nenhuma instituição jornalística me emprega.
Antigamente os jornalista eram escritores ou pessoas que aprenderam a fazer o jornalismo na marra, como o Cid Moreira, o Pompeu de Souza - oriador do lead -, e outros tantos que ainda estão trabalhando. O registro de jornalista foi concedido para os profissionais que tinham mais de 30 anos na profissão... O Nélson Rodrigues, por exemplo, nunca fez facldade de jornalismo... O Eron Domingues também não!
O Assis Chateaubriant era advogado e fez até contrabando para trazer a televisão para o Brasil. O cinema chegou aqui por contrabando também, mas isso é outra istória...
_ Isso é Brasil!!!
Dennys Andrade
Dennys Andrade
Na faculdade eu tinha um colega que era professor de português, mas queria terminar a faculdade de Comunicação, e durante a faculdade, quando o Lula tornou obrigatório o diploma para jornalistas ouvi dizer que a marília Gabriela tinha feito, até então, apenas dois períodos de jornalismo e abandonou a faculdade, afinal, o diploma não era obrigatório para jornalistas.
Ouvi também, na faculdade, que era a Estácio, da patrícia Cupello, que o diploma de jornalismo ampliava os orizontes para a função de jornalis. Ela, inclusive, com outras pessoas também, foi que implantaram lá na faculdade - da rua do Bispo - a Rádo Estação, que antes não existia, e ela, como já tinha trabalhado em rádio comunitária ou alguma dessas rádios que tem por aí, acou estranho e com um colega dela, que conheci, mas agora esqueci o nome, começaram a elaborar uma rádio comunitária para a facul... A Estácio de Sá acabou comprando a ideia deles de fazer uma rádio, e ela se tornou diretora, ou coordenadora, da rádio Estação em todas as faculdades de Comunicação do Rio - Rio Cumprido e Barra na época.
Teve uma vez que fui apresentar o meu projeto, que é o mesmo que faço na Coelho Nto, de distribuição de versos para as pessoas, e a coordenadora de Comunicação da facldade começou a gritar comigo dizendo que "a stácio de Sá não apoio projetos desse tipo!" - me escurraçou de lá.
Isso aconteceu antes de julho de 2007, quando me formei, porém, fiz alguns saraus na Casa de Cultura da Estácio de Sá no Rio Cumprido. O sarau se chamou "Sarau Brasil", mas era apenas um sarau de faculdade, feito para universitários verem e curtirem. Eu contactava outras pessoas para irem lá no sarau também, mas invariavemente só quem se apresentava era eu mesmo com outro amigo que não era nem da faculdade. Este era o paulo Roberto, um senhor que me ajudava a fazer o programa "Toque de Poesia" na ´Rádio Rayyzes, a comunitária da Penha. Era um programa simples, de 30 minutos apenas, em que eu falava uma poesia no começou, fazia o perfil de um cantor, colocava duas músicas dele e o paulo Roberto falava outra poesia no fim do programa.
Este programa, inclusive, deve ter sido o primeiro programa de rádio do Brasil totalmente voltado para a expressão poética, mas foi em rádio comunitária e não há gravação de nenhum dos programas realizados; o programa teve a duração de setembro de 2006 à novembro do mesmo ano, pois eu precisava terminar a faculdade e eu não tinha remuneração nenhuma com ele, mas passou a ser o programa mais comentado da rádio durante a sua realização. Talvez porque era uma coisa inusitada se colocar poesia no rádio, ou porque já existia há tempos uma demanda para este tipo de programa, e que não era, e ainda não é atendida!
Enfim, como não consegui apoio de nenhum dos lados, nem da faculdade e nem da iniciativa privada para colocar o projeto em prática, apenas em 2009, no mês de outubro, no dia 29 foi que elaborei uma maneira de fazer o projeto de forma a fazer os espectadores participarem - e até s engajarem - com a expressão poética, que foi o dia da invenção da Sopinha de Versos, e que foi invetada - por mim - para incrementar um sarau que euhavia sido convidado a fazer no Centro Cívico Leopoldinense (clube tradicional da Penha).
Depois fui até convidado para ser o diretor de cultura do clube, o que fui durante três meses, até que as razões econômicas me colocaram em atrio com o presidente, recém- eleito do clube na época. Saí e fui para o Penha Shopping, e pelo mesmo motivo saí de lá, pois a poesia enche a casa, mas não trás remuneração direta. O presidente do Centro Cívico chegou a querer me cobar 200 reais por fazer um sarau lá, no último mês que fiquei lá, e que gerou uma revota por pate do Jonas Camacho, que é um vice-presidete do clube - acho que ainda - e que me chamou para fazer o primeiro sarau lá - foi quando eu saí do clbe!
Este ano estou fazendo o projeto Sopinha de Versos, que na verdade é o instrumento da Revolução dos Versos, na banca da Coelho Neto com a Ipiranga, em Laranjeiras. Tenho o apoio cultural do CNA, que faz a impressão das folhas a serem cortadas, dobradas e distribuídas, mas não tenho nenhuma remuneração com isso.
Algmas pessoas me chamam de ingêuo por fazer a distribuição das poesias de graça, mas na verdade sou idealista! Dou as poesias de graça porque as recebo de graça do CNA, e porque penso que poesia não deve ser vendida e sim dada, a menos que esteja organizada em um livro... Tenho um colega que faz livrinhos de poesia e distribui na praça Saens Penã, mas ele utiliza um método de não gosto muito, que é aquele de oferecer o livrinho e quando perguntado quanto é ele responde: "O quanto você achar que vale".
Isso não está errado, mas sou um idealista e penso que poesia deve ser dada de graça. Se ele me oferece um livrinho e depois solta a pérola da pergunta eu responderia para ele: "Então você vai me dar o livro de graça?"...
Enfim, são métodos: ele ganha a vida com isso - ele vive de arte! -, eu penso que não deve ser assim e por isso trabalho na banca de jornal, pois não consegui estágio em nenhuma redação ou emissora, fazendo apenas estágios informais - como na rádio e no jornal interno do Olaria Atlético Clube - e por isso penso, nenhuma instituição jornalística me emprega.
Antigamente os jornalista eram escritores ou pessoas que aprenderam a fazer o jornalismo na marra, como o Cid Moreira, o Pompeu de Souza - oriador do lead -, e outros tantos que ainda estão trabalhando. O registro de jornalista foi concedido para os profissionais que tinham mais de 30 anos na profissão... O Nélson Rodrigues, por exemplo, nunca fez facldade de jornalismo... O Eron Domingues também não!
O Assis Chateaubriant era advogado e fez até contrabando para trazer a televisão para o Brasil. O cinema chegou aqui por contrabando também, mas isso é outra istória...
_ Isso é Brasil!!!
Dennys Andrade
Dennys Andrade
sábado, 14 de julho de 2012
Funções sociais no PIB...
O autor Eduardo Giannett da Fonseca, durante uma entrevista à Miriam Leitão, disse que os brasileiros precisam de ter, ou de fazer, uma "educação financeira"; na Cupula dos Povos sugeri que as ingrejas - num debate sobre Sutentabilidade e Interreligiosidade - dessem apoio às pessoas que querem sair das ruas e não t~em seus documentos para conseguir um trabalho... Disse isso porque sou jornaleiro e todos os dia, ou quase, vai um garoto, morador de rua que tem 18 anos e que se chama Marcelo, comprar jornal comigo... Ele disse que tem identidade, mas está na casa da tia dele, que mora em Niterói e que ele disse que trabalha vendendo bala no Largo do Machado; ele é engraxate também...
Sugeri neste denate que as igrejas dessem esse suporte às pessoas - flageladas - para tirarem seus documentos ou a segunda via deles, e as igrejas deveriam oferecer também cursos técnicos á comunidade, e como Eduardo Giannett da Fonseca comentou na entrevista, aulas de "educação financeira" de graça para a população...
Disse isso porque penso que as igrejas, além da função de reunião e de culto devem se preocupar com o futuro de seus fiéis, oferecendo cursos diferenciados em cada paróqia, por exemplo...
Assim além da função de reunião e de culto as igrejas teriam funções sociais também, preparam os cidadãos, capacitando-os para um futuro melhor, e posívelmente com emprego - é uma sugestão.
Dennys Andrade
Sugeri neste denate que as igrejas dessem esse suporte às pessoas - flageladas - para tirarem seus documentos ou a segunda via deles, e as igrejas deveriam oferecer também cursos técnicos á comunidade, e como Eduardo Giannett da Fonseca comentou na entrevista, aulas de "educação financeira" de graça para a população...
Disse isso porque penso que as igrejas, além da função de reunião e de culto devem se preocupar com o futuro de seus fiéis, oferecendo cursos diferenciados em cada paróqia, por exemplo...
Assim além da função de reunião e de culto as igrejas teriam funções sociais também, preparam os cidadãos, capacitando-os para um futuro melhor, e posívelmente com emprego - é uma sugestão.
Dennys Andrade
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Miríade Eleitoral
Um político tem que ser eleito pela maioria dos votos, e por isso, ele representa, ou deveria representar, seus eleitores. Hoje o Demóstenes Torres foi cassado - apenas hoje!!!
Pelo que me consta ele estava sem partido, então ele não estava representando ninguém no período em que estava "sem partido", no máximo a família dele, e que talvez nem tenha votado nele, é mole?
Como saber, o voto é secreto!!!
Pois é, foi cassado tarde demais na minha opinião de eleitor, pois se ele estava sem partido e não representava ninguém, deveria ter perdido o mandato no momento em que ficou sem partido, pois o cargo eletivo, na verdade, não é nem dele e nem do partido pelo qual ele foi eleito, mas sim do cidadão, que, através do voto, o colocou lá.
Se o candidato fica sem partido, ele trai todos os eleitores, os que votaram nele e os que não votaram também. Se o candidato troca de partido, já é um sacanagem com os eleitores que votaram nele, e só por isso ele deveria perder o mandato, mas estamos no Brasil, então isso pode!
Assim como o político eleito, os assessores desse político também deve nos representar, afinal, é através deles que se comunca com o fulano eleito.
Foi o comentário de uma assessora da Rosa Fernandes que gerou a mobilização da Praça Maurício Cardoso, em Olaria; movmento este que conseguiu impedir que a praça citada fosse ocupada por uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), e que retiraria o espaço dos moradores do entorno da praça, e também contrariaria uma lei orgânica do Estado do Rio de janeiro, que diz que em praças públicas não podem ser construídos logradouros públicos ou privados, pois elas são espaços dos cidadãos.
Quando o movimento da Maurício Cardoso estava começando teve uma assessora da Rosa Fernandes que disse, após uma discussão de cerca de uma hora, num supermercado que fica em frente à praça que: "Eu queria que quem fosse contra a UPA morresse!"
Uma assessora dizendo isso? No mínimo é a reprodução dos pensamentos do político que assessora... Se o político chegou lá, no poder, é porque eleitores votaram nele, e esperam que ele os represente de fato, mas isso nunca acontece mesmo...
O pior é que em anos eleitorais a pupolação esquece disso e se engaja no Marketing Político da miríade de cadidatos que se apresentam, e o pior é que sempre vence quem já estava lá...
Por tanto eleitor, pense duas, três, cinco mil vezes antes de dar o seu voto para alguém, ou pior trocá-lo por dentadura ou coisa que o valha.
Dennys Andrade
Pelo que me consta ele estava sem partido, então ele não estava representando ninguém no período em que estava "sem partido", no máximo a família dele, e que talvez nem tenha votado nele, é mole?
Como saber, o voto é secreto!!!
Pois é, foi cassado tarde demais na minha opinião de eleitor, pois se ele estava sem partido e não representava ninguém, deveria ter perdido o mandato no momento em que ficou sem partido, pois o cargo eletivo, na verdade, não é nem dele e nem do partido pelo qual ele foi eleito, mas sim do cidadão, que, através do voto, o colocou lá.
Se o candidato fica sem partido, ele trai todos os eleitores, os que votaram nele e os que não votaram também. Se o candidato troca de partido, já é um sacanagem com os eleitores que votaram nele, e só por isso ele deveria perder o mandato, mas estamos no Brasil, então isso pode!
Assim como o político eleito, os assessores desse político também deve nos representar, afinal, é através deles que se comunca com o fulano eleito.
Foi o comentário de uma assessora da Rosa Fernandes que gerou a mobilização da Praça Maurício Cardoso, em Olaria; movmento este que conseguiu impedir que a praça citada fosse ocupada por uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), e que retiraria o espaço dos moradores do entorno da praça, e também contrariaria uma lei orgânica do Estado do Rio de janeiro, que diz que em praças públicas não podem ser construídos logradouros públicos ou privados, pois elas são espaços dos cidadãos.
Quando o movimento da Maurício Cardoso estava começando teve uma assessora da Rosa Fernandes que disse, após uma discussão de cerca de uma hora, num supermercado que fica em frente à praça que: "Eu queria que quem fosse contra a UPA morresse!"
Uma assessora dizendo isso? No mínimo é a reprodução dos pensamentos do político que assessora... Se o político chegou lá, no poder, é porque eleitores votaram nele, e esperam que ele os represente de fato, mas isso nunca acontece mesmo...
O pior é que em anos eleitorais a pupolação esquece disso e se engaja no Marketing Político da miríade de cadidatos que se apresentam, e o pior é que sempre vence quem já estava lá...
Por tanto eleitor, pense duas, três, cinco mil vezes antes de dar o seu voto para alguém, ou pior trocá-lo por dentadura ou coisa que o valha.
Dennys Andrade
Dom Eugênio Sales
Ontem eu fui lá na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro dar um último adeus à Dom Eugênio Sales, um herói nacional que teve uma grande contribuição para a Redemocratização no Brasil...
Muitas pessoas choraram a morte dele!!!
Eu fiz esta poesia em homenagem à ele, e escrevi num livro que estava vá para as pessoas assinarem, mas houve reclamaçãoporque a fila estava enorme...
Dom Eugênio Sales
Se rosas são lindas,
armas são fogo; a fé
foi sua arma.
Combateu todos de perto,
à distãncia precisa...
Salve Cristo,
Jesus Redentor;
nosso Redentor,
e receba
em seus braços
Dom Eugênio, guerreiro,
brasileiro, lutador.
A luta contra imposição
é a luta pela democracia.
Dennys Andrade
Muitas pessoas choraram a morte dele!!!
Eu fiz esta poesia em homenagem à ele, e escrevi num livro que estava vá para as pessoas assinarem, mas houve reclamaçãoporque a fila estava enorme...
Dom Eugênio Sales
Se rosas são lindas,
armas são fogo; a fé
foi sua arma.
Combateu todos de perto,
à distãncia precisa...
Salve Cristo,
Jesus Redentor;
nosso Redentor,
e receba
em seus braços
Dom Eugênio, guerreiro,
brasileiro, lutador.
A luta contra imposição
é a luta pela democracia.
Dennys Andrade
segunda-feira, 9 de julho de 2012
É preciso se voltar ao que Marx disse...
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A sociedade decretou que determinado bem era o bem verdadeiro. Suponhamos que este bem é, por exemplo, um prazer honestamente adquirido através do trabalho, e que Tu preferes os numerosos prazeres da preguiça; neste caso a sociedade não teria em conta o Teu prazer. Ao proclamar que deseja o bem de todos o comunismo destrói o bem-estar daqueles que vivem das suas rendas, etc.
(Marx e Engels, A Ideologia Alemã, pag 277, 278)
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...o comunismo destrói o bem-estar daqueles que vivem das suas rendas, etc.
O bem de Todos = Comunismo
= Se assim é
= Um mesmo bem de Todos
= O bem-estar igual de Todos
Numa mesma situação
= O bem verdadeiro
= [O bem sagrado, o sagrado, o
reino sagrado, a hierarquia]
= Domínio da religião.
Comunismo = Domínio da religião.
...impor como bem verdadeiro o prazer honestamente adquirido através do trabalho. Além de Stirner e de alguns mestres sapateiros ou mestres alfaiates, quem poderá sonhar com um prazer honestamente adquirido através de trabalho? E consegue por tas frases justamente na boca dos comunistas, que negam a própria base dessa antítese trabalho-prazer! O nosso santo moralista pode ficar tranquilo quanto a esse ponto. Os cuidados adquiridos de adquirir honestamente através do trabalho ser-lhes-ão abandonados, a ele e a todos aqueles que representa sem o saber: todos os seus queridos pequenos artesãos arruinados pela liberdade de empresa e moralmente revoltados. Os numerosos prazeres da preguiça fazem igualmente parte das mais banais concepções burguesas.
(Marx e Engels, A Ideologia Alemã, pag 278, 279)
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“A naturezanos dá a vida, como dinheiro emprestado a juros, sem fixar o dia da restituição” (Cícero)
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã,]
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“A velhice é uma calamidade” (De Gaulle)
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã]
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“A velhice é a mais inesperada de todas que acontecem a um homem” (Trotski
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã]
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Ao mirar seu futuro terreno, cada indivíduo tem por desafia conquistar os meios que lhe permitam virar a página do trabalho sob a compulsão da necessidade e tornar-se dono do seu próprio tempo. Embora distante do horizonte da grande maioria, a alternativa de viver da renda de juros sem precisar trabalhar – no sentido de “vender” ou “alugar” parte do seu tempo a terceiros em troca de renda – é algo que poucos recusariam (vide o sucesso das loterias). “Economia de tempo” , dizia Marx, “a isso toda a economia em última instância se reduz”.
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã]
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No conto “O empréstimo”, Machado de Assis retrata os pedaços de um personagem que possuía “a vocação da riqueza, mas sem a vocação do trabalho”. A resultante desses dois impulsos discrepantes era uma só: dívidas. Elas têm a vocação do crescimento, mas sem a vocação da espera. E a resultante, quando não é inflação ou crise no balanço de pagamentos, é também uma só: juros altos.
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã]
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A vida não admite solução de continuidade quando necessidades inadiáveis estão em jogo, o aqui-agora governa as ações. O que puder ser feito para atender a essas necessidades, não importando os custos futuros, valerá a pena.
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã]
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A liberdade de escolha desligada da capitação para o seu exercício é uma expressão vazia. (...) Os indivíduos perecem, mas a sociedade a que pertencem – obra aberta que une na mesma trama os valores dos mortos, dos vivos e dos que estão por vir – segue em frente. O passado condiciona,. O presente de safia; o futuro interroga.
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã]
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A opção por um mundo em que desfrutar o momento e viver a vida subordine o imperativo de acumular, competir e consumir sempre mais é perfeitamente racional e justificável do ponto de vista ético. Mas, para que isso reflita uma escolha cultural , alguns requisitos precisariam ser atendidos. A pobreza em larga escala num ambiente de profunda desigualdade de oportunidades; o descaso secular com a educação e a conseqüente perpetuação de um sistema de ensino vergonhosamente falho, e, por fim a incerteza e instabilidade do marco institucional são realidades que não só distrocem os valores da convivência, como deformam, em larga medida a psicologia temporal da sociedade. A resultante dessa combinação é o predomínio da razão curta: um estreitamento de horizonte de futuro e a exacerbação da preferência pelo aqui-e-agora em sério prejuízo dos interesses vindouros. Isso não reflete um escolha autônoma – a vitória da “arte de viver” sobre a “arte de acumular” -, mas o jugo de distorções que cerceiam a margem de escolha dos indivíduos e encontram nos juros cronicamente altos uma de suas mais contundentes e perversas manifestações.
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã]
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Como reconhece o jovem Marx – com uma pitada talvez de exagero –, no sistema econômico vigente nessas sociedades “a principal parte do esforço produtivo, como por exemplo na construção de templos no Egito, Índia e México, pertencia ao serviço dos deuses, assim como o produto final também a eles pertencia”. Se a opção causa estranheza aos olhos modernos, a recíproca não seria talvez menos verdadeira . Afinal, vale indagar, quem ousaria supor que homens algum dia deixariam de oferecer o excedente aos seus deuses e fariam da própria geração de excedentes, cada vez maires, o seu novo deus?
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã]
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“Economia de tempo”, dizia Marx, “a isso toda a economia em última instância se reduz” [Estudo dos tempos e movimentos]
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã]
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A sociedade é construída pelos indivíduos que a integram e não existe sem ela. Mas a interação das escolhas e ações desses mesmos indivíduos põem em movimento processos dotados de características próprias: a dinâmica do todo social tem propriedades que não se reduzem à mera soma ou agregação simples das escolhas e ações das partes.
[Eduardo Giannet, O Valor do Amanhã]
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O programa dos Dois Minutos de Ódio variava de dia a dia, sem porém, que Goldstein deixasse de ser o personagem central cotidiano. [Como de hábito a face de Emanuel Goldstein , o Inimigo do Povo, surgira na tela.] Nunca podia ver a face de Goldstein sem uma dolorosa mistura e emoções. Era um rosto judaico, magro, com um grande halo de cabelo branco esgruvinhado e um pequeno cavanhaque (...) Goldstein lançava o costumeiro ataque peçonhento às doutrinas do Partido – um ataque tão exagerado e perverso que uma criança poderia refutá-lo, e no entanto, suficientemente plausível para encher o cidadão de alarme, de receio que outras menos equilibradas o pudessem aceitar.Insultava o Grande Irmão, denunciava a ditadura do Partido, exigia a imediata conclusão da paz com a Eurásia, advogava a liberdade da palavra, a liberdade de imprensa, a liberdade de reunião, a liberdade de pensamento, gritava histericamente que a revolução fora traída – e tudo numa linguagem rápida, polissilábica, que era uma espécie de uma paródia habitual dos oradores do partido, e até continha palavras da Novilíngua: o maior número dessas palavras, com efeito, do que qualquer membro do partido usaria na vida diária. E todo o tempo para que não persistissem dúvidas quanto á realidade ocultada pela lengalenga especiosa de Goldstein, marchavam por trás de sua cabeça, na teletela, infindas colunas do exército eurasiano – fileiras após fileiras de homens sólidos com rostos asiáticos, sem expressão, que vinham até a superfície da placa sumiam, para ser seguidos por outros exatamente idênticos. O ritmo cavo e monótono das botas dos soldados formava uma coluna sonora para os balidos de Goldstein. Antes de o Ódio se haver desenrolado por trinta segundos, metade dos presentes soltava incontroláveis exclamações de fúria.
(1984, George Orwell)
[O ritmo cavo e monótono das botas dos soldados formava uma coluna sonora para os balidos de Goldstein. Antes de o Ódio se haver desenrolado por trinta segundos, metade dos presentes soltava incontroláveis exclamações de fúria.]
No segundo minuto o Ódio chegou ao frenesi. Os presentes pulavam nas cadeiras e berravam a plenos pulmões, esforçando-se para abafar a voz alucinante que saía da tela – o ódio chegou ao clímax.
(1984, George Orwell)
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O Ódio chegou ao clímax. A voz de Goldstein transformara-se de fato num balido de ovelha, e por um instante o rosto se transformou numa cara de carneiro. Depois a cara de carneiro se fundiu na de um soldado eurasiano que parecia avançar, enorme e terrível, com a metralhadora de mão rugindo, parecendo saltar da tela, de modo tão real que alguns da primeira fileira se inclinaram para trás. No mesmo momento, porém, arrancando um fundo suspiro de alívio de todos, a figura hostil fundiu-se na fisionomia do Grande Irmão, de cabelos e bigodes negros.
(1984, George Orwell)
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Ninguém ouviu o que o Grande Irmão disse. Eram apenas palavras de incitamento, o tipo das palavras que se pronunciam no vivo do combate, palavras que não se distinguem individualmente mas que restauram a confiança pelo fato de serem ditas (...) o rosto do Grande Irmão pareceu persistir por vários segundos na tela.
(1984, George Orwell)
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Boa parte da produção literária do passado estava, na verdade, sendo transformada dessa maneira. Por uma questão de prestígio, tornou-se desejável preservar a memória de determinados personagens históricos e adequar seus atos á filosofia do Ingsoc [ideologia dominante]. Vários escritores, como Shakespeare, Milton, Swift, Byron, Dickens e outros, estavam sendo traduzidos dessa maneira; quando esse trabalho fosse concluído, suas obras originais, juntamente com tudo o que havia restado da literatura do passado seriam destruídas. Essas traduções significavam um processo lento e difícil e não se esperava que fossem concluídas antes da primeira ou segunda década do século vinte e um. Havia também grande quantidade de literatura meramente utilitária – manuais técnicos indispensáveis e publicações semelhantes – que deveria ser tratada da mesma maneira. Foi principalmente para dar tempo a esse trabalho preliminar de tradução que se fixou uma data tão distante como a do ano de 2050 para a adoção definitiva da Novilíngua.
[Novilíngua: Um vocabulário novo, novas palavras que são impostas e substituem palavras antigas que dão liberdade ao pensamento]
(1984, George Orwell)
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Para Marx o ideal desenvolvimentista, do primeiro ao último de seus escritos (...) exala outro tipo de trabalho que habilitará o homem a desenvolver livremente suas energias físicas e mentais (...) No primeiro volume de O capital (...) é essencial para o comunismo transcender a divisão do trabalho capitalista:
... o indivíduo parcialmente desenvolvido, meramente portador de uma função social especializada, deve ser substituído pelo indivíduo plenamente desenvolvido, adaptável a várias atividades, pronto para aceitar qualquer mudança de produção, o indivíduo para quem as diferentes funções sociais que desempenha são formas variadas de livre manifestação dos seus próprios poderes, naturais e adquiridos.
Essa visão do comunismo é inquestionavelmente moderna (...) mais ainda em seu ideal de desenvolvimento como forma de vida boa.
(Tudo que é Sólido Desmancha no Ar, Marshall Berman – A aventura da modernidade, pag. 104, 105)
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A dialética da nudez que culminará em Marx é definida logo no início da era moderna, no Rei Lear de Shakespeare. Para Lear, a verdade nua é aquilo que o homem é forçado a enfrentar quando perdeu tudo o que os homens podem tirar-lhe, exceto a própria vida. Vemos sua família voraz, impelida apenas pela vaidade cega, rasgar seu véu sentimental. Despido não só de político mas de qualquer de dignidade (...) ele se detém e estremece, assalta-lhe o pensamento de que todo o seu reino está repleto de pessoas cujas vidas inteiras são consumidas por um sofrimento devastador, interminável, que lhe começa a experimentar exatamente agora. Quando estava n poder, jamais o notara; todavia agora estreita a visão para o captar:
Pobres miseráveis desnudos, onde quer que estejam,
Que aguardam o golpe dessa impiedosa tormenta,
Como suas cabeças desabrigadas, seus ventres vazios,
Seus rostos e imundos farrapos poderão protegê-los
De intempéries como estas? Oh, dei muito pouca
Atenção a isso! Toma este remédio, oh pompa inútil:
E tu, que possas sentir o que os miseráveis sentem,
Para que o supérfluo de tua dor se espalhe entre eles
E mostre bem clara a justiça dos céus. (III, 4, 28 – 36)
Só agora Lear chega a ser o que almeja: “rei dos pés a cabeça”. A tragédia está em que a catástrofe que o redime humanamente, politicamente o destrói: a experiência que o qualifica de maneira genuína para ser rei torna impossível tal realização. Seu triunfo consiste em tranformá-lo em algo que ele jamais havia sonhado ser, um ser humano.
(Tudo que é Sólido Desmancha no Ar, Marshall Berman – A aventura da modernidade, pag. 104, 105)
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Não obstante, a verdade é que, como Marx o vê, tudo o que a sociedade burguesa constrói é construído para ser posto abaixo. “Tudo o que é solido” – das roupas sobre nossos corpos aos teares e fábricas que as tecem, aos homens e mulheres que operam as máquinas, às casas e aos bairros onde vivem os trabalhadores, às firmas e corporações que os exploram, às vilas e cidades, regiões inteiras e até mesmo as nações que as envolvem – tudo isso é feito para ser desfeito amanhã, despedaçado ou esfarrapado, pulverizado ou dissolvido, a fim de que possa ser reciclado ou substituído na semana seguinte e todo o processo possa seguir adiante, sempre adiante, talvez para sempre, sob formas cada vez mais lucrativas.
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