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terça-feira, 27 de maio de 2014

Justificação da Revolução dos Versos

A escritora Adélia Prado deu uma entrevista e justificou a Sopinha de Versos, que é o instrumento da Revolução dos Versos!!!

Link abaixo

https://www.facebook.com/photo.php?v=494488763986455

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Fugitivos

Quem começa a Guerra não pode lamentar mortes!!!

República sindicalista???

https://www.youtube.com/watch?v=SBsNBaCvzoU




A Força nacional de Segurança é subalterno do Legislativo...

Soldado...

Revolução dos Versos

https://www.youtube.com/watch?v=VPAF5WIQ1GE

Quem quer ser Comunista???



https://www.youtube.com/watch?v=VPAF5WIQ1GE

Discussãozinha

Revolução dos Versos


https://www.youtube.com/watch?v=VPAF5WIQ1GE

Cuidado - censsura á vista!!!


Tensão

Teve um dia que eu estava conversando sobre política, em um ponto de ônibus de Laranjeiras (RJ), mês passado, e o meu amigo estava atacando verbalmente a Dilma, dizendo que ela era terrorista, espupradora, etc.

Apereceu um cara, que atravessou a rua e começou a defender a presidente dizendo que ela foi integrante de um grupo chamado Val-palmares, que ele também fazia parte na época. Esse meu colega começou a falar um monte dde coisas e esse intelocutor que havia atravessado a rua começou a perguntar: 

_ Então se ela foi estupradora, me diz, em quantas ela meteu a "pica"?!

E o meu amigo continuou a falar um monte de coisas... E eu só olhando para ver como iria ser o desfecho da conversa. Perguntei:

_ Você fez parte do val-palmares?
_ Fiz.

O meu medo é que estas organizações terroristas estajam ainda em atividade no Brasil. Comentei isso com uma outra pessoa e ela me perguntou:

_ Mas você ainda tem dúvida disso?!








Revolução dos Versos

(www.em.com.br)

"Publicação: 12/04/2013 17:43 Atualização: 12/04/2013 18:09

São Paulo, 12 - O presidente do PT do Estado São Paulo, deputado estadual Edinho Silva, classificou nesta quinta-feira de "ridícula" a abertura de processo de investigação pela Polícia Federal (PF) para apurar o suposto envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do mensalão. "Isso é ridículo. São questões que cabem à Polícia Federal porque ela foi instigada a isso, mas é uma agenda superada, que já foi resolvida do ponto de vista do Judiciário", disse, ao deixar o Instituto Lula, na capital paulista, após encontro com o ex-presidente e outros líderes do partido."

sábado, 17 de maio de 2014

Ninguém é inocente! - Wainer 2

[Ele (Getúlio Vargas) andava de um lado para o outro. De repente, parou e me disse sete palavras que seriam a senha para abrir-me as portas da grande aventura: - Por que tu não abres um jornal?]

[livro Razão da Minha Vida, 1987, pg 127]

Alguns anos mais tarde, durante uma sessão da comissão parlamentar de inquérito que procurou fazer uma devassa da "Última Hora" - e que promoveu a mais cruel e total l vestigação da trajetória pessoal e porfissional de um jornalista brasileiro em todos os tempos -, fui submetido a centenas de perguntas. Dezenas delas tentaram levar-me à confissão de que algum dia Getúlio me pedira para fazer um jornal. Meus inquisidores perseguiram permanentemente uma resposta que confirmasse essa versão. Não conseguiram. Revelo só agora. Na pergunta formulada por Getúlio naquela noite em Petrópolis, havia, evidentemente, um pedido:

- Por que tu não fazes um jornal?

Respondi que era o sonho de um repo´rter com o meu passado. Ponderei que não seria difícil articular a montagem de uma publicação que defendesse o pensamento de um presidente que, como era o seu caso, tinha um perfil de um autêntico líder popular.

- Então faça - determinou Getúlio.

Perguntei-lhe se queria saber como faria.

- Não - cortou. - Troqe ideias com Alzira e faça rápido. Reagi com o otimimo de sempre:

- Em 45 dias dou um jornal ao senhor.
- Então, boa noite, Profeta - encerrou getúlio.
- Boa noite, presidente.

A Última Hora começava a nascer, e eu a encontrar a minha razão de viver.

Alzira vargas já mantinha comigo, àlquela altura, uma relação de amizade total, absoluta. Tratava-se de uma pessoa excepcional. Alzirinha foi a mais extraordinária mulher do Brasil moderno, sobretudo pela influência que exerceu sobre Getúlio sempre em favor de posições nacionais e populares. Não seria difícil entender-me com ela em torno de ideias de criar um jornal pró-Getúlio. Antes de conversarmos, porém, decidi fazer algumas sondagens. Eu precisava de algumas informações sobre o mundo cujas fornteiras iríamos atravessar.

[´Obtidos os 30.000 cruzeiros, fechei o negócio com o Diário Carioca. Eu já tinha uma oficina, mas ainda me faltavam recursos para fazer um jornal.']

Poucos dias depois de iniciar minhas sondagens, encontrei-me casualmente na avenida Rio Branco, numa manhã de março de 1951, com o diplomata José Jobim. Éramos amigos. Ele convidou-me para almoçar n Jockey  Clube, e durante a conversa contei-lhe que estava á procura de uma oficina para imprimir meu jornal.

- Caiu a sopa no mel - comentou Jobim.

Informou-me, então, que não achava difícil fechar um acordo com o Diário Carioca, um jornal que, embora tivesse bastante prestígio junto ao restane da imprensa, atravessava uma fase  de fortes dificuldades financeiras. Jobim era muito ligado ao grupo que fazia o Diário Carioca - o redator-chefe, por sinal, era seu irmão, o jornalista Dantm Jobim. O dono era José Eduardo macedo de Soares, que pertencia a uma família de perfil aristocrático e recebia o tratamento de "senador" entre o pessoal da redação. Escrevia bem, assinava editoriais demolidores na primeira página. Abaixo de José Eduardo, na hierarquia do Diário carioca, estava Horácio de carvalho, um jovem de uma antia família fluminense, que mais tarde se tornaria riquíssimo. A equipe de redação era comandada por Pompeu de Souza e danton Jobim, e dela faziam parte jornalistas importantes, como Prudente de Morais, neto.

Embora vivesse em situação pré-famimentar, o Diário carioca conseguira recursos, durante o Estado Novo, para construir um prédio próprio com quatro andares, na avenida Presidente vargas. Para comandar a cosntrução do prédio, macedo Soares contratou Redig de campos, o arquiteto do Vaticano. A sede do Diário carioca tinha requintes surpreendentes. A cozinha, por exemplo, era a mais luxuosa jamais encontrada  em qualquer jornal do mundo, em alumínio brilhante. Havia salões com colunas de madeiras exóticas, um jardim de inverno no quarto andar. A sala de José Eduardo  abrigava um busto do próprio dono e, entre outras extravagãncias , uma mesa negra em S, de ônix, feita especialmente para o "senador". Em contrapartida o equipamento era extremamente precário, pois os homens do Diário Carioca nunca se haviam preocupado em investir nessa área. Não havia no  prédio nenhum vestígio de laboratório fotográfico. As impressoras estavam desgastadas  e eram insuficientes para imprimir sem sobressaltos um jornal moderno. Essas evid~encias eram compensadas pelo brilho de redatores, que escreviam com malícia e ironia, características que fizeram do Diário carioca um dos grandes renovadores da linguagem da imprensa brasileira.

Apesar disso, estava com a saúde financeira abalada, conforme revelou-se José Jobim naquele almoço no Jockey. A empresa devia bastante dinheiro ao Banco do Brasil, as máquinas estavam hipotecadas à caixa Econômica Federal. E Horácio de Carvalho, que àquela época dirigia de fato a imprensa, mostrava-se decidido a vendê-la. Decidi procurá-lo. Ele me informou que queria passar adiante a parte gráfica, mas não o jornal. Sem o jornal, sabia Horácio, a importância social do grupo seria nenhuma. Expliquei-lhe que o que me interessava era justamente a gráfica.  Ele me propôs que assumisse as dívidas do jornal  com o Banco do Brasil e a caixa Econômica. Eram quantias consideráveis, mas aceitei. Alpem disso, eu teria de pagar-lhe outra quantia em dinheiro e comprometer-me a imprimir o Diário carioca, gratuitamente, durante dois anos.

De imediato eu deveria conseguir 30.000 cruzeiros para assumir o controle da empresa que controlava a gráfica. O nome da empresa, Érica, ficaria famoso nos anos seguintes, durante a capanha com a qual meus adversários tentaram destituir-me.

Só então fui ao encontro de Alzira vargas, para relatar meus planos com relação ao jornal e também o teor da conversa que tivera com Horácio de carvalho. A filha de Getúlio aprovou inteiramente a ideia de criar um jornal, mas deixou claro que eu deveria encontrar os recursos sozinho.

- Se você conseguir, pode fazer - resumiu Alzirinha.

Saí em busca de três pessoas que me emprestássem 10.000 cruzeiros cada uma, subscrevendo cotas de ações da Érica. Não tardei em encontrar financiadores. O primeiro deles foi walter Moreira Salles, então um jovem banqueiro em franca ascenssão, que emprestara bastante dinheiro ao Diário carioca e tinha interesse na recuperação da empresa. Depois, entendi-me com Euvaldo Lodi, um poderoso empresário paulista sempre ligado `cúpula da Federação das Indústrias, que ambicionava candidatar-se à sucessão de Getúlio. O terceiro foi Ricardo Jafet, então empresário do banco do Brasil.

Lodi e Moreira Salles, cautelosos, subscreveram as ações, mas logo a repassaram a terceiros, para evitar complicações futuras. Jafet também adotou tais cuidados, mas cometeu um escorregão que mais tarde criaria graves problemas tanto para mim quanto para ele próprio. Em vez de entregar-me diretamente 10.000 cruzeiros, Jafet mandou que o Banco Cruzeiro do Sul, pertencente á sua família, me emprestasse o dinheiro. Em seguida, redescontou esse título no banco do Brasil e devolveu a quantia ao Cruzeiro do Sul. O futuro mostraria que se tratara de uma manobra irremediávelmente infeliz.

Obtidos os 30.000 cruzeiros, fechei o negócio com o Diário Carioca. Eu já tinha uma oficina, mas ainda me faltavam recursos para fazer um jornal. Só agora, nestas memórias, faço uma revelação que mantive em segredo durante toda a minha vida. Obtive a maior parte desses recursos junto a um homem que começava a crescer na cena política brasileira: Juscelino Kubstchek.                             
                       
[pg 131]

Procurei Juscelino a conselho do jornalista Carlos Medeiros de Lima, um antoigo integrante do Partido Comunista, que mais tarde se tornaria biógrafo de Tristão de Athayde. Medeiros era muito bem relacionado em Minas gerais, e me acompanhou no encontro com JK em Belo Horizonte. (...)

Samuel Wainer

Uma vez o Boechat disse, na Bandnews, que não se deveria processar bancos porque são eles que financiam tudo.

Uma vez moi uma ação contra o IBI porque eles falsificaram o nome da minha esposa para atestar que eu tinha pedido um cartão formalmente. Na verdade apenas aceitei o cartão por telefone... Entramos com uma ação contra o IBI, e mesmo eles tendo falsificado o nome da minha esposa, nós perdemos a ação!!!

Sabe como o Samuel Wainer conseguiu fazer o jornal "Última Hora" nos anos 50? 

Foi assim:[Minha Razão de Viver, 1987, pg 124]

Getúlio tomou posse a 31 de janeiro de 1951, em meio a uma imensa celebração popular. A esmagadora maioria da imprensa brasileira reagiu com frieza, com reportagens que de modo algum refletiam o que efetivamente ocorrera. Contrariando as previsões, o presidente Dutra compareceu à cerimônia de transmissão de cargo. Getúlio entrou no Catete carregado pelo povo, foi um espetáculo magnífico... NO dia seguinte, fiel às tradições da época, Getúlio subiu a serra rumo à Petrópolis, onde passaria as férias de verão instalado no Palácio Rio Negro. A 2 de fevereiro, seria realizada a primeira reunião do novo ministério. Viajei para Petrópolis, encarregado de fazer a cobertura para os Diários Associados. Tratava-se evidentemente, de uma reunião importantíssima, ao final da qual seriam anunciadas algumas diretrizes do governo Vargas. Ao chegar ao palácio, constatei, espantado, que além de m im só um repórter da Ag~encia nacional subira a serra. Percebi que a imprensa decidi5a fechar o cerco a Getúlio vargas através da conspiração do sil~encio.

Terminada a reunião, fui convidado a ficar e jantarcom a família presidencial. Depois, Getúlio chamou-me a acompanhá-lo à sua sala de despachos, um enorme salão que ele usava para conversas reservadas, entre baforadas de charuto e curtas caminhadas de um lado para o outro.

- Tu te lembras de uma frase que me dissestes no dia em que começamos a campanha? - perguntou-me de saída o presidente.

Não me lembrava.

- Era uma frase sobre jornalismo - disse vargas.
Só então recordei a frase que dissera a Getúlio no dia em que me sentei a seu lado para voarmos do Rio de janeiro ao Amazonas: "A imprensa pode não ajudar a ganhar, mas ajuda a perder."

Nauqele dia eu lhe chamara a atenção para o fato de que era o único jornalista destacado para cobrir a sua campanha, enquanto a do brigadeiro Eduardo Gomes mobilizava pequenas multidões de repórteres e fotógrafos. Eu o advertira de que teria toda a grande imprensa contra a sua candidatura. Getúlio retrucara que não precisava da grande imprensa para ganhar. Ele provavelmete pensava no exemplo famoso de Franklin Roosevelt, que sempre venceu eleições apesar da oposição que lhe moviam os jornais americanos. Em resposta, eu ponderara que, ao contrário do que ocorria em países como os Estados Unidos , no Brasil, a imprensa tinha um fortíssimo poder de manipulação sobre a opinião pública, e que não era fácil enfrentá-la. Então, disse-lhe a frase que meses depois seria por ele lembrada na sala de despachos do palácio Rio Negro.

- Tu reparaste que hoje não veio ninguém cobrir a reunião? = perguntou Getúlio.

Respondi que sim, e observei que fora desencadeada a conspiração do silêncio.

O Senhor só vai aparecer nos jornais quando houver algo negativo a noticiar - preveni. - Essa é uma tática normal de oposição, e a mais devastadora.

Ele andava de um lado para o outro. De repente, parou e me disse sete palavras que seriam a senha para abrir-me as portas da grande aventura.

- Por que tu não fazes um jornal?