Revolução dos Versos
'
“Existe uma consciência cada vez mais clara de vários setores da
produção intelectual brasileira de que os últimos anos foram estranhos, e
é importante ter consciência dessas questões”, disse Safatle. “Há uma
dificuldade para criar uma dinâmica interna em que uma obra remeta a
outra, exerça influência. Comparando nosso cinema com o
latino-americano, existe uma defasagem. Temos grandes escritores, mas
não uma dinâmica de grupo. Essa é uma questão muito específica do
Brasil.”
Uma das razões para esse problema, de acordo com Safatle, está no
fato de que grandes decisões que afetam o meio cultural são tomadas por
diretores de marketing de grandes empresas. “Isso vai impondo certo
modelo de difusão, de veiculação, adequado aos interesses corporativos
de certas empresas, e é claro que isso tem um impacto. Há 5.000 saraus
em São Paulo do qual sequer sabemos porque, do ponto de vista
financeiro, não têm o menor interesse. É preciso escapar desse modelo
para que a cultura brasileira seja novamente ouvida como merece ser
ouvida.”
Safatle, assim como Hatoum, foi chamado para substituir o poeta
egípcio Al-Barghouti, que perdeu ou teve furtado seu passaporte em
Londres e, portanto, não pôde participar do evento. Enviou, porém, uma
carta para o público, lida por Ángel Gurría-Quintana no início do
encontro. Em seguida, coube a Mamede Jarouche a leitura de Em Jerusalém,
um dos poemas de Al-Barghouti, que viu sua obra ser cantada pelos
manifestantes que ocuparam a Praça Tahrir há pouco mais de um ano.
Mas afinal, o que torna revolucionária uma obra de literatura? Mamede Jarouche, tradutor de As Mil e Um Noites,
fez questão de diferenciar duas linhas. Na primeira, a literatura é um
instrumento da revolução. Nessa vertente, estão os poemas, até os de má
qualidade, que são feitos para animar soldados, por exemplo, entoados
como cânticos de guerra. Na segunda, observa-se um movimento interno na
literatura, que busca um novo modo de produção literária, revolucionária
em si mesma.
Um exemplo? O Alcorão, disse Mamede. “Ele pode ser visto como texto
revolucionário, na medida em que se propõe como uma releitura para repor
as coisas no lugar, e mediante o qual foi criado um dos maiores
impérios que a humanidade conheceu. Antes dele, não havia nada
semelhante na poesia árabe.”
Hoje, segundo Jarouche, há uma eclosão de autores que se
apresentam como revolucionários apenas porque escrevem sobre a
revolução. “Não acho que seja uma literatura revolucionária. Esses
querem instrumentalizar ou ser instrumentalizados pela revolução.”
Não há arte revolucionária sem forma revolucionária. A famosa
frase de Maiakóvski foi citada por Safatle, que discorreu sobre como a
forma que usamos para nos expressar está ligada à nossa forma de pensar.
“A literatura tem a capacidade de expor o descontentamento contra nossa
maneira de pensar em determinada época. Existe uma ordem social que
busca se afirmar e essa ordem vai produzir um abalo na própria
gramática. Há momentos históricos em que já não é possível falar na
mesma forma, pensar do mesmo jeito.”
Milton Hatoum foi enfático ao apontar que a literatura não tem um
caráter doutrinário, de convencimento ou explicativo. Voltando a
Graciliano Ramos, sobre quem falou na Conferência de abertura, lembrou
que o alagoano se indispôs com a cúpula do Partido Comunista por não
aderir à linha do realismo socialista e da arte proletária e por ter se
recusado a alterar Memórias do Cárcere. “Foi um franco-atirador
dentro da própria militância”, disse Hatoum. “Graciliano tem um poder
muito mais esclarecedor do ponto de vista da consciência social do que
um texto doutrinário ou panfletário. E é aí que a força dele está.”
Hatoum encerrou a mesa com um dos textos que integram Um Solitário à Espreita, recém-lançado. Escrito em junho de 2012, Estádios novos, miséria antiga
parece premonitório, ao dizer: “Caprichem na maquiagem urbana e
escondam (pela milésima vez) a miséria brasileira, bem mais antiga que o
futebol. E quando a multidão enfurecida cobrar a dignidade que lhe foi
roubada, digam com um cinismo vil que se trata de uma massa de
baderneiros e terroristas. Digam qualquer mentira, mas aí talvez seja
tarde. Ou tarde demais.”'
"Palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução."(Machado de Assis) Acesse também www.noticiarte.com.br - estamos de volta!!!!
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sexta-feira, 7 de março de 2014
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Por um revolução literária
Revolução dos Versos
Hoje é o Dia Mundial da Poesia. DE manhã chegou uma cliente me falando isso na banca de jornal e me disse que eu estava de parabéns, pois sempre distribuia poesias lindíssimas. Disse que pegou uma de carlos Drummond de Andrade que ela amou.
_ Que bom!
A Sopinha de Versos é realizada desde 2009: foi inventada no dia 29 de outubro de 2009 e desde então não parou mais de ser produzida e distribuída, primeiramente na Penha e depois no Centro do Rio, no Sarau da carioca, que é um sarau de poesias que eu fazia com os livreiros do Largo da carioca, ao meio-dia -e-meia.
Por que esse horário???
Para pegar pessoas que estivessem andando na rua despretenciosamente até ser fisgada pela poesia. DE janeiro à dezembro de 2011 fiz o sarau no Centro do Rio, junto aos livreiros do local, até que, em 2012, comecei a trabalhar de jornaleiro e então levei a Sopinha de Versos para Laranjeiras (RJ) onde ela foi bem aceita pelas pessoas e está até hoje.
Antes eu organizava um sarau em Olaria, na Confeitaria Alhambra, que fica em frente à Estação de trem do bairro, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Depois passamos para o Clube do Olaria Atlético Clube e então, o sarau acabou... Acho que as pessoas gostavam mais da hstória de entrar numa padaria e ganhar versos!!!
A Sopinha de Versos realmente é uma Revolução dos Versos, pois as pessoas leem mais com ela, e leem sempre uma coisa diferente!
_ Viva a Revolução dos Versos à la carioca...
Hoje é o Dia Mundial da Poesia. DE manhã chegou uma cliente me falando isso na banca de jornal e me disse que eu estava de parabéns, pois sempre distribuia poesias lindíssimas. Disse que pegou uma de carlos Drummond de Andrade que ela amou.
_ Que bom!
A Sopinha de Versos é realizada desde 2009: foi inventada no dia 29 de outubro de 2009 e desde então não parou mais de ser produzida e distribuída, primeiramente na Penha e depois no Centro do Rio, no Sarau da carioca, que é um sarau de poesias que eu fazia com os livreiros do Largo da carioca, ao meio-dia -e-meia.
Por que esse horário???
Para pegar pessoas que estivessem andando na rua despretenciosamente até ser fisgada pela poesia. DE janeiro à dezembro de 2011 fiz o sarau no Centro do Rio, junto aos livreiros do local, até que, em 2012, comecei a trabalhar de jornaleiro e então levei a Sopinha de Versos para Laranjeiras (RJ) onde ela foi bem aceita pelas pessoas e está até hoje.
Antes eu organizava um sarau em Olaria, na Confeitaria Alhambra, que fica em frente à Estação de trem do bairro, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Depois passamos para o Clube do Olaria Atlético Clube e então, o sarau acabou... Acho que as pessoas gostavam mais da hstória de entrar numa padaria e ganhar versos!!!
A Sopinha de Versos realmente é uma Revolução dos Versos, pois as pessoas leem mais com ela, e leem sempre uma coisa diferente!
_ Viva a Revolução dos Versos à la carioca...
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
A poesia como proposta!!!
Bem, as manifestações estão crescendo...
O Santiago Andrade, cinegrafista da band, acabou sendo um marco; um mártir depois de sua morte. Não só porque comoveu toda a imprensa, mas porque - penso- com a morte dele o Brasil acabou entrando na Pós-Modernidade.
O teórico marshall Berman diz em seu livro "Tudo o que é Solído Desmancha no Ar" que alguns autores se designam modernos, outros se auto-intituçam Pós-Modernos, e acho que o Brasil entrou na Pós-Modernidade após este acontecimento.
Por que???
Porque houve uma ruptura, os manifestantes descobriram que podem matar!!!!
Houve uma ruptura...
A polícia não sabe como agir neste caso, e a ruptura está ficando cada vez maior com o tempo.
O Brasil, assim como todos os países da América latina tiveram uma "modernidade tardia", então a modenidade também veio atrasada.
Como solução indico a POESIA.
_ Penso que a Sopinha de Versos seria a solução para o Brasil!!!
Se os caras que acenderam o rojão lessem poesia não iriam se vender por 150 reais; não iriam nem estar participando das manifestações porque, afinal, a poesia faz a pessoa refletir.
A poesia trás um tipo de reflecção que nenhuma outra coisa pode dar, aliás, é por isso que em gvernos totalitários os poetas são proibidos de fazer poesia, e livros são queimados, e autores perseguidos, em fim... Fazem isso com o objetivo de fazer a informação parar de circular e simpismente porque um povo burro - mal informado - é mais fácil de se controlar. Povos ignorantes também são fáceis de se manter sob controle.
O Nazismo começou na Alemanhã bem antes do início da Segunda Guerra Mundial!!!
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Segundo Marshall Berman, no livro "Tudo o que é Solido Desmancha no Ar", "muitos artistas e trabalhadores intelectuais emergiram no mundo do estruturalismo, um mundo que simplesmente risca do mapa a questão da modernidade e todas as outras questões a respeito do auto-identudade e da história.
cinetistas sociais constrangidos pelos ataques a seus modelos tecnopastorais, abdicaram de de sua tentativa de construir um modelo eventualmente mais verdadeiro para a vida moderna.
... retalharam a modernidade em uma série de componentes isolados - industrialização, construção, urbanização, desenvolvimentos de mercados, formação de elites - e resistem a qualquer tentativa de integrá-los a um todo.
O eclipse do problema da modernidade nos anos 70 significou a destruição de uma forma votal de espaço público. Acelerou a desintegração do nosso mundo em um aglomerado de grupos de interesse privado, material e espiritual.. O único escritor... que tinha realmente algo a dizer foi MIchel Foucault.. reserva o seu mais selvagem desrespeito às pessoas que imaginam ser ossível a liberdade para a moderna humanidade
_ Se tudo o que é sólido desmancha no ar, é missão da geração atual reconstruir tudo novamente, porém, sempre tomando o passado como base, pois como afirma marshall Berman:
"Pode acontecer então que voltar seja um maneira de seguir adiante: lembrar os modernistas do século XIX talvez nos dê a visão e a coragem para criar os modernistas do século XXI. Esse ato de lembrar pode ajudar-nos a levar o modernismo de volta às suas raízes, para que ele possa nutrir-se e renovar-se, tornando-se apto a enfrentar as aventuras e perigos que estão por vir. Apropriar-se das modalidades de ontem pode ser, ao mesmo tempo, uma crítica ás modernidades de hoje e um ato de fé nas modernidades - e nos homens e mulheres modernos - de amanhã e do dia depois de amanhã.
_ A Sopinha de Versos, neste contexto, é um ato de fé nas pessoas...
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Nazismo no Brasil...
HOje ouvi o programa Brasil que não acaba mais, na Band News Fluminense e que dizia que o Brasil teve um cidade, de imigrantes alemães, que era tipo um Campo de Concentração Nazista - há que se ver que naquela época havia o Partido Integralista Brasileiro - e que ficava cerca de 8 horas por dia com luz, o resto do dia sem luz e nem ãgua.
Bem, segundo Batisti, após a Segunda Guerra Mundial Hitler veio para a Argentina, em um submarino e se refugiou no país vizinho. A Argentina deu azilo aos regugiados nazistas após a guerra -Peronismo - e fiquei pensando...
_ Tive uma professora de Comunicação, a Beatriz Schimit, que disse uma vez em sala de aula que o vargas era amigo pessoal de Hitler e que um mandava presente de aniversário para o outro.
Se Hitler não morreu em 1945 e veio para a Argentina, nas barbas do Peronismo, então provavelmete veio ao Brasil sim...
Getúlio Vargas se suicidou em 1954, então podemos conjecturar o seguinte diálogo:
Vargas: O Exécito e a Aeronáutica estão se rebelando e eu estou perdendo o apoio do população O que eu faço???
.
Hitler: É Vargas, não vai ter jeito não. Acho que você vai ter que se matar!!!
Vargas: Pois é, mas só se a situação apertar...
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Por uma revolução
"Certos modos de ser estão desaparecendo, outros estão sendo traduzidos e, mesmo, criados: novas formas de subjetivação podem estar surgindo." (Mente e Cérebro, 252, janeiro de 2014)
"A negra sorriu:
- Tá vendo?
- Tou. A gente liberta o negro.
A negra ia apanhando o tabuleiro. Henrique ajudou-a a botar as latas vaziasem cima. Ela perguntou:
- Você sabe qual é a coisa mais melhor do mundo?
- Qual é, minha tia?
- Adivinhe.
- Mulher...
- Não.
- Cachaça...
- Não.
- Feijoada...
- Não sabe o que é? É cavalo. Se não fosse cavalo, branco montava em negro..."
Pois bem , esse é o ponto!
A Sopinha de Versos é fruto da internet, é uma volta ao real... É frto da fragmentação vivenciada dia após dia. "A cada mometo novos avanços são feitos para dificultar a reserva e privacidade de dados. "temos também cada vez mais salvo nossos dados numa nuvem virtual (...) vamos incluindo nossa subjetividade nos mecanismos de fóruns da rede, despojando-nos de nosso mundo interno privado. Não só fazemos nosso currículo e movimentação bancária pela internet, mas fazemos confissões e declarações, postamos fotos de momentos íntimos familiares. Expomos nossos sentimentos como fazíamos em diários íntimos"
A Sopinha de Versos é uma volta ao real, já que visa colocar o indivíduo a fazer uma reflexão sobre sí mesmo! Visa colocá-lo para pensar.
A Sopinha de Versos são trechos de poesia, ou obras literárias que são distribuídas e que faz com que o indivíduo pare e pense sobre si mesmo.
Exemplo:
Não pode haver criação literária mais popular, que fale mais
diretamente ao coração do povo do que a trova. É através dela que o povo toma
contato com a poesia e sente sua força. Por isso mesmo, a trova e o trovador
são imortais.
(Jorge Amado)
Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso
desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos.
(Sócrates)
As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas,
para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena
antipatia física.
(Friedrich Nietzsche)
A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de
todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.
(Millôr Fernandes)
A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade
cultivando algumas pessoas.
(Carlos Drummond de Andrade)
[Se você não é um liberal aos 20 anos não tem
coração, e se não se torna um conservador aos 40 não tem cérebro – Winston
Churchill: revista Veja, 2326, pg 86]
- Tá vendo?
- Tou. A gente liberta o negro.
A negra ia apanhando o tabuleiro. Henrique ajudou-a a botar as latas vazias
- Você sabe qual é a coisa mais melhor do mundo?
- Qual é, minha tia?
- Adivinhe.
- Mulher...
- Não.
- Cachaça...
- Não.
- Feijoada...
- Não sabe o que é? É cavalo. Se não fosse cavalo, branco montava em negro..."
(Jorge Amado)
O mundo só vai prestar
Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um gato maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha
Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um gato maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha
(Jorge Amado)
"Custava-lhe esforço aquela decência tranquila, aquela face
calma - nervosa, no cansaço da noite maldormida,
da luta inglória contra o desejo em brasa do seu ventre. Por fora água parada,
por dentro uma fogueira acesa."
(Jorge Amado)
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Receita de sucesso!
Revolução dos Versos
Aventure-se
Uma viagem de 15 mil quilômetros começa com aquele primeiro passo.
Embora a vida seja incerta, o futuro não está fora de nosso controle. A única coisa de que precisamos estar certos é de que nosso próprio nível de comprometimento e dedicação. Isso tem um poder imenso. Se você dominar esse princípio, será capaz de criar o momento linear e a confiança de que pecisa para perceverar pelos obstáculos e desafios para alcançar seus mais maravilhosos sonhos e objetivos. A bola de neve permanece seguindo e crescente.
Lembre-se: sempre temos a capacidade de perceverar, de mudar o que esamos fazendo ou de mudar o curso de nossa direção. Contudo, também é útil compreender que o sucesso geralmente acontece quando você se arrisca e se aventura em tudo o que faz - quando procurar oportunidades, der o primeiro passo e tiver vontade de fazer o que for necessário para tornar seu sonho real, aventure-se.
(Jovens com Atitude Enriquecem mais Rápido, Kent Healy e Jack Canfield, São paulo 2013)
Aventure-se
Uma viagem de 15 mil quilômetros começa com aquele primeiro passo.
(provérbio chinês)
Embora a vida seja incerta, o futuro não está fora de nosso controle. A única coisa de que precisamos estar certos é de que nosso próprio nível de comprometimento e dedicação. Isso tem um poder imenso. Se você dominar esse princípio, será capaz de criar o momento linear e a confiança de que pecisa para perceverar pelos obstáculos e desafios para alcançar seus mais maravilhosos sonhos e objetivos. A bola de neve permanece seguindo e crescente.
Lembre-se: sempre temos a capacidade de perceverar, de mudar o que esamos fazendo ou de mudar o curso de nossa direção. Contudo, também é útil compreender que o sucesso geralmente acontece quando você se arrisca e se aventura em tudo o que faz - quando procurar oportunidades, der o primeiro passo e tiver vontade de fazer o que for necessário para tornar seu sonho real, aventure-se.
(Jovens com Atitude Enriquecem mais Rápido, Kent Healy e Jack Canfield, São paulo 2013)
A importãncia do Poeta!
Revolução dos Versos
O poeta talvez seja o mecanismo mais importante da Sociedade. Chamo de Poeta todo pensador e inventor que a Humanidade já teve!
Na guerra ele também se faz importante...
Olha o que eu achei, que foi publicado pela Folha de São Paulo:
(Uma coisa parecida com os "intelectuais do PT)
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2013/10/446397-cia-cooptou-intelectuais-na-guerra-fria-leia-trecho.shtml
O poeta talvez seja o mecanismo mais importante da Sociedade. Chamo de Poeta todo pensador e inventor que a Humanidade já teve!
Na guerra ele também se faz importante...
Olha o que eu achei, que foi publicado pela Folha de São Paulo:
(Uma coisa parecida com os "intelectuais do PT)
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2013/10/446397-cia-cooptou-intelectuais-na-guerra-fria-leia-trecho.shtml
Na batalha por corações e mentes durante a chamada "Guerra Fria da Cultura", nos anos 1940, 1950 e 1960, a CIA cortejou a "intelligentsia" comunista e colocou alguns dos maiores expoentes do mundo ocidental --assim como importantes publicações-- na sua folha de pagamentos.
Isso foi feito por meio do "Congresso pela Liberdade Cultural", órgão que financiava artistas e intelectuais com o objetivo de mantê-los distantes da ideologia comunista e aproximá-los do "american way of life".
O livro "Quem Pagou a Conta?", da editora Record, revela as ações subterrâneas da CIA para cooptação de artistas e intelectuais em vários pontos do mundo. O leitor terá uma nova visão sobre como o poderio econômico influenciou a produção cultural da época.
Leia abaixo um trecho do livro que descreve, de forma sintética, o esquema de cooptação dos artistas e narra o episódio da visita -- patrocinada pela CIA-- do poeta norte-americano Robert Lowell (1917-77) ao Brasil. Ele foi um dos muitos artistas e intelectuais cooptados pela agência. Um dos "presentes" que ganhou foi uma viagem ao Brasil para visitar sua amiga, a escritora americana Elizabeth Bishop (1911-79), que morava no Rio de Janeiro.
Em 11 de maio de 1962, Robert Lowell tornou a ser convidado à Casa Branca, dessa feita para um jantar em homenagem a André Malraux, na época ministro da Cultura da França. Na recepção, Kennedy fez uma brincadeira, dizendo que a Casa Branca vinha-se tornando "quase um café para intelectuais". Mas Lowell era cético e, depois do jantar na Casa Branca, escreveu: "E aí, na manhã seguinte, lemos que a Sétima Frota fora mandada para algum lugar na Ásia, e tivemos a curiosa sensação de que o artista era realmente sem importância, de que aquilo fora uma espécie de decoração de vitrine, e de que o governo de verdade estava noutro lugar, e de que algo muito mais próximo do Pentágono é que realmente dirigia o país (...). Sinto que nós, os intelectuais, desempenhamos um papel muito pomposo e frívolo - deveríamos ser vitrines, não a decoração das vitrines."
Embora raras vezes se expressasse em termos francos, havia uma tendência crescente, entre alguns intelectuais, a ver com desconfiança a filantropia do governo. Mas a questão da corrupção não preocupava indevidamente a CIA, sob cujos auspícios era distribuída grande parte dessas doações. "Há momentos em que é como se a gente fosse seduzida", disse Donald Jameson.
"Acho que quase todos os que ocupavam uma posição de destaque no Congresso [pela Liberdade Cultural] tinham consciência de que, de um modo ou de outro, o dinheiro vinha de algum lugar, e, se a gente olhasse em volta, só havia uma escolha lógica, em última instância. E o sujeito tomava uma decisão. Na verdade, a principal preocupação, para a maioria dos estudiosos e escritores, era como ser pago para fazer o que queria fazer. Creio que, de modo geral, eles aceitariam dinheiro de qualquer fonte em que pudessem obtê-lo. E era por isso que o Congresso e outras organizações similares - no leste e no oeste - eram vistos como uma espécie de grandes tetas em que qualquer um poderia mamar, se precisasse, e depois ir cuidar de suas coisas. Essa foi realmente uma das grandes razões, penso eu, do sucesso do Congresso: ele permitia que o sujeito fosse um intelectual sensível e tivesse o que comer. E as únicas outras pessoas que faziam isso eram, realmente, os comunistas."
Gostassem ou não, soubessem ou não, dezenas de intelectuais do Ocidente ficaram então ligados à CIA pelo "cordão umbilical do ouro". Se Crossman pudera escrever, em sua introdução de O Deus que falhou, que, "Para o intelectual, o conforto material é relativamente sem importância, o que mais lhe importa é a liberdade espiritual", muitos intelectuais pareceram incapazes, nessa ocasião, de resistir a dar uma volta no trem da alegria.
Algumas conferências do Congresso "eram sobretudo um espetáculo, e às vezes, seus freqüentadores faziam lembrar as altas rodas que circulavam entre St. Tropez, no verão, e St. Moritz ou Gstaad, no inverno", escreveu o sovietólogo Walter Laqueur, também ele freqüentador habitual dessas conferências. "Havia um esnobismo, particularmente na Grã-Bretanha, uma aparência externa de refinamento, espirituosidade e sofisticação, combinada com a falta de substância - conversa de mesa do corpo docente e mexericos do Café Royal." "Essas excursões elegantes e dispendiosas deviam dar grande prazer às pessoas que as faziam à custa do governo. Porém havia mais do que prazer, porque elas sentiam o gosto do poder", disse Jason Epstein.
"Quando iam a Nova York, esses intelectuais visitantes eram convidados para grandes recepções, com comida caríssima por toda parte, criados e sabe-se lá mais o quê, muito mais do que eles mesmos tinham recursos para se proporcionar. Quem não gostaria de estar numa situação dessas, na qual o sujeito é politicamente correto e, ao mesmo tempo, bem recompensado pela postura que adotou? E foi isso que deu ensejo à corrupção que se seguiu."
Os que não recebiam diárias de ajuda de custo em Nova York podiam tirar proveito da Villa Serbelloni, em Bellagio, no norte da Itália. Equilibrada sobre um promontório entre os lagos setentrionais de Lecco e Como, a mansão fora legada à Fundação Rockefeller pela Principessa della Torre e Tasso (née Ella Walker). A fundação colocou a residência à disposição do Congresso, como um retiro informal para seus membros mais ilustres - uma espécie de refeitório dos oficiais em que os que combatiam na linha de frente do Kulturkampf podiam recuperar as forças. Os escritores, pintores e músicos que ali passavam temporadas eram recebidos por um motorista particular de uniforme azul, que trazia na lapela a pequena insígnia "V.S.". Os hóspedes não recebiam uma "verba" como tal, mas a hospedagem era gratuita, assim como todas as despesas de viagem, as refeições e o uso da quadra de tênis e da piscina. Escrevendo no elegante papel timbrado da Villa, Hannah Arendt disse a Mary McCarthy: "A sensação é de estar subitamente hospedada numa espécie de Versalhes. O lugar tem 53 criados, incluindo os homens que cuidam dos jardins (...). Os funcionários são chefiados por uma espécie de maître que data dos tempos da 'principessa' e tem as feições e os modos de um fidalgo da Florença quatrocentista."
McCarthy respondeu ter descoberto que esse meio luxuoso não era propício ao trabalho árduo. A villa foi também o aprazível local do seminário do Congresso de junho de 1965, sobre o tema "As condições da ordem mundial", realizado em associação com a revista Daedalus e com a Academia Norte-Americana de Artes e Ciências.
Para uns poucos eleitos, havia também a possibilidade de desfrutar da companhia de Hansi Lambert (a amiga milionária do Congresso que também servia de anfitriã em sua residência de inverno em Gstaad) ou de Junkie Fleischmann, para cruzeiros no Mediterrâneo em seus iates. Os Spender foram hóspedes de ambos. Quando Stephen contou a Ernst Robert Curtius sobre seu cruzeiro de Corfu a Ischia, em agosto de 1955, o alemão disse, simplesmente: "Você era comunista, e agora passeia em iates no Mediterrâneo, já, já." Para os que preferiam a terra firme, o Congresso providenciava acomodações nos estabelecimentos mais prestigiados da Europa. Em Londres, havia o Connaught; em Roma, o Inghilterra; e em Cap Ferrat, o Grand Hotel.
Em Paris, Irving Brown continuava a receber em sua residência fora de casa - a suíte presidencial do Hotel Baltimore. A despeito de suas reservas quanto a aceitar o patrocínio do governo, Robert Lowell conseguiu reprimi-las em favor de uma passagem de primeira classe para a América do Sul, oferecida pelo Congresso pela Liberdade Cultural em maio de 1962. Durante vários anos, sua grande amiga Elizabeth Bishop, que morava no Rio de Janeiro, havia insistido em que ele fosse visitá-la; nesse momento, a oferta da verba do Congresso levou-o à ação. Bishop ficou encantada. O pessoal do Departamento de Estado no Brasil "comporta-se de uma forma muito ESTÚPIDA e grosseira", escreveu ela, e "costuma mandar romancistas e professores muito insignificantes e chatos".9 A visita de Lowell prometia ser muito mais interessante.
Fazia anos que o Congresso vinha tentando ampliar sua influência na América do Sul. Sua revista na região era Cuadernos, editada por Julian Gorkin. Gorkin havia fundado o Partido Comunista de Valência em 1921 e trabalhara numa rede clandestina do Komintern, onde havia aprendido, entre outras coisas, a falsificar passaportes. Ao romper com Moscou em 1929, alegara que os soviéticos tinham tentado convencê-lo a se tornar assassino. Quase no fim da Guerra Civil espanhola, ele fugira para o México, pousada tradicional de bolcheviques foragidos, e ali tinha sobrevivido a cinco tentativas de homicídio, uma das quais lhe deixara um buraco no crânio. Como editor de Cuadernos, sua tarefa era tentar penetrar na "grande desconfiança" da América Latina, onde a única maneira de exercer um impacto significativo, brincava ele, era atacar constantemente os Estados Unidos e entoar louvores a Sartre ou Pablo Neruda.
Gorkin não tivera essa tarefa facilitada pelo golpe de Estado da Guatemala, respaldado pela CIA (1953), nem pela Revolução Cubana de 1958. Na esteira da intervenção norte-americana nessas áreas, esse fora um período de "euforia para os comunistas latino-americanos e seus aliados", mas Gorkin havia enfrentado as adversidades e dado ao Congresso um nicho importante num ambiente hostil. Lowell chegou ao Rio de Janeiro com sua mulher, Elizabeth Hardwick, e com a filhinha de cinco anos do casal, Harriet, na primeira semana de junho de 1962. Lá estava Nabokov para recebê-los no aeroporto, em companhia de Elizabeth Bishop. As coisas correram muito bem até a família de Lowell embarcar num navio com destino a Nova York, no dia 1º de setembro, enquanto ele permanecia para continuar sua viagem pelo sul, indo ao Paraguai e à Argentina. Quem o acompanhou foi Keith Botsford, o "representante ambulante permanente" do Congresso na América do Sul, que fora "infiltrado na viagem" por John Hunt, a fim de ficar de olho no poeta (no linguajar da CIA, Botsford era a "guia da coleira" de Lowell).
Foi em Buenos Aires que os problemas começaram. Lowell jogou fora os comprimidos receitados para sua psicose maníaco-depressiva, tomou uma série de martínis duplos numa recepção no palácio presidencial e anunciou que era "o César da Argentina", e que Botsford era seu "lugar-tenente". Depois de fazer um discurso sobre Hitler, no qual enalteceu o Führer e a ideologia do super-homem, Lowell tirou toda a roupa e montou numa estátua eqüestre numa das praças principais da cidade. Depois de prosseguir nessa linha por vários dias, ele acabou sendo dominado, por ordem de Botsford, enfiado numa camisa-de-força e levado para a Clínica Bethlehem, onde teve as pernas e braços atados com tiras de couro, enquanto lhe injetavam vastas doses de Torazina.
Em 11 de maio de 1962, Robert Lowell tornou a ser convidado à Casa Branca, dessa feita para um jantar em homenagem a André Malraux, na época ministro da Cultura da França. Na recepção, Kennedy fez uma brincadeira, dizendo que a Casa Branca vinha-se tornando "quase um café para intelectuais". Mas Lowell era cético e, depois do jantar na Casa Branca, escreveu: "E aí, na manhã seguinte, lemos que a Sétima Frota fora mandada para algum lugar na Ásia, e tivemos a curiosa sensação de que o artista era realmente sem importância, de que aquilo fora uma espécie de decoração de vitrine, e de que o governo de verdade estava noutro lugar, e de que algo muito mais próximo do Pentágono é que realmente dirigia o país (...). Sinto que nós, os intelectuais, desempenhamos um papel muito pomposo e frívolo - deveríamos ser vitrines, não a decoração das vitrines."
Embora raras vezes se expressasse em termos francos, havia uma tendência crescente, entre alguns intelectuais, a ver com desconfiança a filantropia do governo. Mas a questão da corrupção não preocupava indevidamente a CIA, sob cujos auspícios era distribuída grande parte dessas doações. "Há momentos em que é como se a gente fosse seduzida", disse Donald Jameson.
"Acho que quase todos os que ocupavam uma posição de destaque no Congresso [pela Liberdade Cultural] tinham consciência de que, de um modo ou de outro, o dinheiro vinha de algum lugar, e, se a gente olhasse em volta, só havia uma escolha lógica, em última instância. E o sujeito tomava uma decisão. Na verdade, a principal preocupação, para a maioria dos estudiosos e escritores, era como ser pago para fazer o que queria fazer. Creio que, de modo geral, eles aceitariam dinheiro de qualquer fonte em que pudessem obtê-lo. E era por isso que o Congresso e outras organizações similares - no leste e no oeste - eram vistos como uma espécie de grandes tetas em que qualquer um poderia mamar, se precisasse, e depois ir cuidar de suas coisas. Essa foi realmente uma das grandes razões, penso eu, do sucesso do Congresso: ele permitia que o sujeito fosse um intelectual sensível e tivesse o que comer. E as únicas outras pessoas que faziam isso eram, realmente, os comunistas."
Gostassem ou não, soubessem ou não, dezenas de intelectuais do Ocidente ficaram então ligados à CIA pelo "cordão umbilical do ouro". Se Crossman pudera escrever, em sua introdução de O Deus que falhou, que, "Para o intelectual, o conforto material é relativamente sem importância, o que mais lhe importa é a liberdade espiritual", muitos intelectuais pareceram incapazes, nessa ocasião, de resistir a dar uma volta no trem da alegria.
Algumas conferências do Congresso "eram sobretudo um espetáculo, e às vezes, seus freqüentadores faziam lembrar as altas rodas que circulavam entre St. Tropez, no verão, e St. Moritz ou Gstaad, no inverno", escreveu o sovietólogo Walter Laqueur, também ele freqüentador habitual dessas conferências. "Havia um esnobismo, particularmente na Grã-Bretanha, uma aparência externa de refinamento, espirituosidade e sofisticação, combinada com a falta de substância - conversa de mesa do corpo docente e mexericos do Café Royal." "Essas excursões elegantes e dispendiosas deviam dar grande prazer às pessoas que as faziam à custa do governo. Porém havia mais do que prazer, porque elas sentiam o gosto do poder", disse Jason Epstein.
"Quando iam a Nova York, esses intelectuais visitantes eram convidados para grandes recepções, com comida caríssima por toda parte, criados e sabe-se lá mais o quê, muito mais do que eles mesmos tinham recursos para se proporcionar. Quem não gostaria de estar numa situação dessas, na qual o sujeito é politicamente correto e, ao mesmo tempo, bem recompensado pela postura que adotou? E foi isso que deu ensejo à corrupção que se seguiu."
Os que não recebiam diárias de ajuda de custo em Nova York podiam tirar proveito da Villa Serbelloni, em Bellagio, no norte da Itália. Equilibrada sobre um promontório entre os lagos setentrionais de Lecco e Como, a mansão fora legada à Fundação Rockefeller pela Principessa della Torre e Tasso (née Ella Walker). A fundação colocou a residência à disposição do Congresso, como um retiro informal para seus membros mais ilustres - uma espécie de refeitório dos oficiais em que os que combatiam na linha de frente do Kulturkampf podiam recuperar as forças. Os escritores, pintores e músicos que ali passavam temporadas eram recebidos por um motorista particular de uniforme azul, que trazia na lapela a pequena insígnia "V.S.". Os hóspedes não recebiam uma "verba" como tal, mas a hospedagem era gratuita, assim como todas as despesas de viagem, as refeições e o uso da quadra de tênis e da piscina. Escrevendo no elegante papel timbrado da Villa, Hannah Arendt disse a Mary McCarthy: "A sensação é de estar subitamente hospedada numa espécie de Versalhes. O lugar tem 53 criados, incluindo os homens que cuidam dos jardins (...). Os funcionários são chefiados por uma espécie de maître que data dos tempos da 'principessa' e tem as feições e os modos de um fidalgo da Florença quatrocentista."
McCarthy respondeu ter descoberto que esse meio luxuoso não era propício ao trabalho árduo. A villa foi também o aprazível local do seminário do Congresso de junho de 1965, sobre o tema "As condições da ordem mundial", realizado em associação com a revista Daedalus e com a Academia Norte-Americana de Artes e Ciências.
Para uns poucos eleitos, havia também a possibilidade de desfrutar da companhia de Hansi Lambert (a amiga milionária do Congresso que também servia de anfitriã em sua residência de inverno em Gstaad) ou de Junkie Fleischmann, para cruzeiros no Mediterrâneo em seus iates. Os Spender foram hóspedes de ambos. Quando Stephen contou a Ernst Robert Curtius sobre seu cruzeiro de Corfu a Ischia, em agosto de 1955, o alemão disse, simplesmente: "Você era comunista, e agora passeia em iates no Mediterrâneo, já, já." Para os que preferiam a terra firme, o Congresso providenciava acomodações nos estabelecimentos mais prestigiados da Europa. Em Londres, havia o Connaught; em Roma, o Inghilterra; e em Cap Ferrat, o Grand Hotel.
Em Paris, Irving Brown continuava a receber em sua residência fora de casa - a suíte presidencial do Hotel Baltimore. A despeito de suas reservas quanto a aceitar o patrocínio do governo, Robert Lowell conseguiu reprimi-las em favor de uma passagem de primeira classe para a América do Sul, oferecida pelo Congresso pela Liberdade Cultural em maio de 1962. Durante vários anos, sua grande amiga Elizabeth Bishop, que morava no Rio de Janeiro, havia insistido em que ele fosse visitá-la; nesse momento, a oferta da verba do Congresso levou-o à ação. Bishop ficou encantada. O pessoal do Departamento de Estado no Brasil "comporta-se de uma forma muito ESTÚPIDA e grosseira", escreveu ela, e "costuma mandar romancistas e professores muito insignificantes e chatos".9 A visita de Lowell prometia ser muito mais interessante.
Fazia anos que o Congresso vinha tentando ampliar sua influência na América do Sul. Sua revista na região era Cuadernos, editada por Julian Gorkin. Gorkin havia fundado o Partido Comunista de Valência em 1921 e trabalhara numa rede clandestina do Komintern, onde havia aprendido, entre outras coisas, a falsificar passaportes. Ao romper com Moscou em 1929, alegara que os soviéticos tinham tentado convencê-lo a se tornar assassino. Quase no fim da Guerra Civil espanhola, ele fugira para o México, pousada tradicional de bolcheviques foragidos, e ali tinha sobrevivido a cinco tentativas de homicídio, uma das quais lhe deixara um buraco no crânio. Como editor de Cuadernos, sua tarefa era tentar penetrar na "grande desconfiança" da América Latina, onde a única maneira de exercer um impacto significativo, brincava ele, era atacar constantemente os Estados Unidos e entoar louvores a Sartre ou Pablo Neruda.
Gorkin não tivera essa tarefa facilitada pelo golpe de Estado da Guatemala, respaldado pela CIA (1953), nem pela Revolução Cubana de 1958. Na esteira da intervenção norte-americana nessas áreas, esse fora um período de "euforia para os comunistas latino-americanos e seus aliados", mas Gorkin havia enfrentado as adversidades e dado ao Congresso um nicho importante num ambiente hostil. Lowell chegou ao Rio de Janeiro com sua mulher, Elizabeth Hardwick, e com a filhinha de cinco anos do casal, Harriet, na primeira semana de junho de 1962. Lá estava Nabokov para recebê-los no aeroporto, em companhia de Elizabeth Bishop. As coisas correram muito bem até a família de Lowell embarcar num navio com destino a Nova York, no dia 1º de setembro, enquanto ele permanecia para continuar sua viagem pelo sul, indo ao Paraguai e à Argentina. Quem o acompanhou foi Keith Botsford, o "representante ambulante permanente" do Congresso na América do Sul, que fora "infiltrado na viagem" por John Hunt, a fim de ficar de olho no poeta (no linguajar da CIA, Botsford era a "guia da coleira" de Lowell).
Foi em Buenos Aires que os problemas começaram. Lowell jogou fora os comprimidos receitados para sua psicose maníaco-depressiva, tomou uma série de martínis duplos numa recepção no palácio presidencial e anunciou que era "o César da Argentina", e que Botsford era seu "lugar-tenente". Depois de fazer um discurso sobre Hitler, no qual enalteceu o Führer e a ideologia do super-homem, Lowell tirou toda a roupa e montou numa estátua eqüestre numa das praças principais da cidade. Depois de prosseguir nessa linha por vários dias, ele acabou sendo dominado, por ordem de Botsford, enfiado numa camisa-de-força e levado para a Clínica Bethlehem, onde teve as pernas e braços atados com tiras de couro, enquanto lhe injetavam vastas doses de Torazina.
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Benefícios da leitura
Segundo o site estantevirtual:
A conclusão do estudo apontou que a leitura de livros pode ser um exercício valioso para o cérebro, já que quando lemos, o sangue flui para diversas áreas associadas à concentração e, no caso de uma leitura mais crítica, também para áreas menos ativas do cérebro. Logo, o estudo concluiu que a forma de leitura afeta o cérebro e através dela podemos treiná-lo para ser cada vez melhor em atividades que exigem compreensão e concentração
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Exocivilizações
Fiquei meio intrigado ao descobrir o conceito de Terra Oca:
Já imaginou se for verdade, e que nós somos uma exocivilização da Terra...
Como em toda fruta, a parte nutritiva está no interior, e por fora fica a parte podre, que se pode descartar.
Já imaginou se todos os planetas forem assim, e que na superfície deles não exista vida.
E se dentro de cada planeta existir uma estrela e uma civilização...
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