Sobre o artigo Pápeis e atores de Roberto da Matta - O Globo, 7/12/11
_ A chave desse movimento é a reflexão! Essa é a Sopinha de Versos www.sopinhadeversos.blogspot.com
O sarau teve início na primeira sexta-feira do mês de dezembro de 2010, como uma resposta poética à violência vivida no Rio. Acontece na sexta seguinte à ocupação do Morro do Alemão pelas forças do estado. Desde então, sempre na primeira sexta-feira do mês, no mesmo horário - meio-dia-e-meia - acontece o sarau, que sempre homenageia autores diferentes... Coincidentemente o último sarau aconteceu no dia 2 de dezembro, dias após a ocupação da Rocinha. O sarau acabou porque quem bancou ele durante um ano inteiro foi eu, com o apoio em impressão das Sopinhas de Versos. O sarau da carioca acabou, mas na intenet continua. Pelo facebook (Poeta Andrade) estou conseguindo fazer intercãmbio cultural com um grupo de poetas de Portugal, o #SOLARDOSPOETAS, que adoraram o jeito que bolei de divulgar poesia no Rio de Janeiro, que são as Sopinhas de Versos. Tenho feito também no canal do You Tube (sopinhadeversos) a leitura das Sopinhas e jogando na internet...
Um justificativa para as Sopinha de Versos... 'O papel não pertence ao ator, mas ao autor e ao drama' (Roberto DaMATTA)
_ Penso que a intervenção social que você descreve DaMATTA são as Sopinhas de Versos. www.sopinhadeversos.blogspot.com
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A Arte existe, PORQUE a vida não Basta!
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.! (Ferreira Gullar)
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(trechos extraídos do artigo Papéis e atores - Roberto DaMATTA (O GLOBO, 7/12/2011)
"O Brasil precisa mais de um projeto que integre pessoas e papéis do que planos mirabolantes e óbvios porque são inexequíveis."
"O corporativismo que blinda e eventualmente produz corrupção nada mais é do que a própria propriação pelos atores de papéis que pertencem a estado e a sociedade à qual ele deveria servir."
"O papel não pertence ao ator, mas ao autor e ao drama. Por isso a observação feita pelo ministro Cardoso segundo o qual 'é mais fácil modificar um governo do que a cultura' é não somente correta, mas importante como um tema a ser profundamente correta, mas importante como um tema a ser profundamente debatido."
http://www.youtube.com/watch?v=cGVV7Lbnh5c (distribuição realizada do dia 2 de dezembro dentro da estação da carioca (metrô)
http://www.youtube.com/watch?v=9UgBdvJEag4 (cobertura do sarau da carioca realizada no dia 4 de fevereiro)
"Palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução."(Machado de Assis) Acesse também www.noticiarte.com.br - estamos de volta!!!!
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O sarau acabou, mas a Revolução dos Versos continua... O verso, a poesia é como um sistema ecológico.
Nesse âmbito, nessa paráfrase, As Sopinhas de Versos são as sementes; a árvore é o ser humano, e os frutos são o resultado da reflexão que a pessoa faz após ler as Sopinhas de Versos.
_ Precisamos ter uma atitude reflexiva sobre tudo o que lemos, o que consumimos - o que degustamos -, e produzir um pomo (poesia) sobre o que se leu...
...não necessáriamente uma poesia, mas uma criação que modifique o cotidiano, uma intervenção no mndo globalizado: um diferencial. Uma pintura, escultura, desenho, um texto - uma reflexão! -; alguma coisa nova!
_ Em tempos de internet e massificação da informação é preciso ter uma atitude poética para poder se livrar da manipulação que a mídia, que todas as mídias nos impõem.
Nesse âmbito, nessa paráfrase, As Sopinhas de Versos são as sementes; a árvore é o ser humano, e os frutos são o resultado da reflexão que a pessoa faz após ler as Sopinhas de Versos.
_ Precisamos ter uma atitude reflexiva sobre tudo o que lemos, o que consumimos - o que degustamos -, e produzir um pomo (poesia) sobre o que se leu...
...não necessáriamente uma poesia, mas uma criação que modifique o cotidiano, uma intervenção no mndo globalizado: um diferencial. Uma pintura, escultura, desenho, um texto - uma reflexão! -; alguma coisa nova!
_ Em tempos de internet e massificação da informação é preciso ter uma atitude poética para poder se livrar da manipulação que a mídia, que todas as mídias nos impõem.
sábado, 3 de dezembro de 2011
A Revolução continua...
O sarau chegou ao seu fim, isso porque tudo nasce, cresce e morre, mas a ideologia continua.
O movimento não acabou. O Sarau da carioca chegou ao seu fim, mas ele vai se perpetuar em outros saraus, pois a revolução não para.
A Primavera Árabe não parou na primaverão e continua viva até hoje!
_ Viva a revolução!!!
_ Essa é a Revolução dos Versos, que atravessou Verão, Inverno, Outuno e Primavera, e em mais um verão carioca, passa a ser uma ideologia a ser reproduzida mundo á fora...
_ Poetas de todo mundo, não podemos estacionar nunca, mas sempre há o momento de ibernação... Até a próxima!!!
O movimento não acabou. O Sarau da carioca chegou ao seu fim, mas ele vai se perpetuar em outros saraus, pois a revolução não para.
A Primavera Árabe não parou na primaverão e continua viva até hoje!
_ Viva a revolução!!!
_ Essa é a Revolução dos Versos, que atravessou Verão, Inverno, Outuno e Primavera, e em mais um verão carioca, passa a ser uma ideologia a ser reproduzida mundo á fora...
_ Poetas de todo mundo, não podemos estacionar nunca, mas sempre há o momento de ibernação... Até a próxima!!!
O espaço continium
O sarau da carioca chegou ao fim porque morreu por inanição mesmo - fala de recursos para a realização do mesmo... Esses recursos são a reflexão realizada!
O sarau nunca teve patrocinador. Tinha o apoio do CNA Olaria, que fazia a impressão das Sopinhas de Versos, que eram distribuídas nos saraus, eem toda a cidade também, por diversos bairros, de forma gratuita... Com isso essa iniciativa própria conseguiu formar um público, um pequeno nicho de poesia, de leitores favoráveis à poesia no Rio de Janeiro, e nos estados onde ela foi distribuida também, como Minas Gerais (Muriaé) e Espirito Santo (Mimoso do Sul), mas como não conseguiu nenhum patrocínio ou apoio financeiro que o sustentasse, chegou ao fim.
O mérito deste sarau - o Sarau da Carioca - foi fazer os versos de autores consagrados nacionais e internacionais - como Fernando Pessoa e carlos Drummond de Andrade, circular e assim ocasionar uma verdadeira Revolução dos Versos nas ruas...
O Fim
Triste Constatação...
É a poesia como um todo perdeu mais uma batalha, mas não a guerra!
No dia 2 de dezembro de 2001, a pimeira sexta-feira do mês, houve no Largo da carioca o último sarau...
Este foi o último Sarau da Carioca, que foi o sarau de poesia que proclamou a Revolução dos Versos em toda a cidade. O sarau da carioca acabou, mas a revolução não.
É a poesia como um todo perdeu mais uma batalha, mas não a guerra!
No dia 2 de dezembro de 2001, a pimeira sexta-feira do mês, houve no Largo da carioca o último sarau...
Este foi o último Sarau da Carioca, que foi o sarau de poesia que proclamou a Revolução dos Versos em toda a cidade. O sarau da carioca acabou, mas a revolução não.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Dia do Samba
Hoje é o Dia do Samba, que começou no bairro carioca da Saúde, próximo ao Centro da cidade... Essa é uma poesia que fiz em homenagem ao dia de hoje:
Muita saudade do samba
Que já passou... (poesia Brasil-Samba)
Samba daqui,
Samba de lá;
Viva a chuva
Molhando o terreiro,
Abençoando o sabista (Dennys Andrade)
Com a inspiração
Solta pelo ar...
Viva o sabista,
Passista,
Estandarte e porta-bandeira.
Viva o Brasil!
Salve, salve
A bandeira brasileira.
Viva o Brasil.
Muita saudade do samba
Que já passou... (poesia Brasil-Samba)
Samba daqui,
Samba de lá;
Viva a chuva
Molhando o terreiro,
Abençoando o sabista (Dennys Andrade)
Com a inspiração
Solta pelo ar...
Viva o sabista,
Passista,
Estandarte e porta-bandeira.
Viva o Brasil!
Salve, salve
A bandeira brasileira.
Viva o Brasil.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Leitura Crítica
UM NOVO REALISMO
Ferreira Gullar (Folha de São Paulo, 27/nov/2011, p. E8)
Quem, como eu, admite que a vida é inventada e que a arte é um dos instrumentos dessa invenção terá do fenômeno artístico, obrigatoriamente, uma visão especial.
Não é só através da arte que o homem se inventa e inventa o mundo em que vive: a ciência, a filosofia, a religião também participam dessa invenção, sendo que cada uma delas o faz de maneira diferente, razão por que, creio, foram inventadas.
Se a filosofia inventasse a vida do mesmo modo que a ciência ou a religião o faz, não haveria por que a filosofia existir.
A conclusão inevitável é que todas elas são necessárias, ainda que cada uma a seu modo e sem a mesma importância para as diferentes pessoas. E o curioso - para não dizer maravilhoso - é que, de alguma maneira ou de outra, a maioria das pessoas, senão todas, usufrui, ainda que desigualmente, de cada uma delas.
A arte é exemplo disso. Não importa se esta ou aquela pessoa nunca viu a Capela Sistina, porque, no dia em que vir, se renderá à sua beleza. Isso vale igualmente para a ciência, a religião ou a filosofia, que atuam sobre nossa vida, quer o percebamos ou não.
É que somos seres culturais, e não apenas porque nos apoiamos em valores éticos, estéticos, religiosos, filosóficos, científicos - mas porque eles são constitutivos dessa galáxia inventada que é o mundo humano.
Como numa galáxia cósmica, a diversidade da matéria e as relações de espaço e tempo, de presente, passado e futuro, fazem com que, de algum modo, tudo ali seja atual, já que qualquer um de nós pode encontrar numa frase de Sócrates, num verso de Fernando Pessoa, numa imagem pintada por Rembrandt, a verdade ou a inspiração que nos reconciliará com a vida.
Isso não significa que devamos pensar como Sócrates ou pintar como Rembrandt e, sim, que a invenção do novo não implica a negação do que já foi feito, mas a sua superação dialética.
Todo artista sabe que a arte não nasceu com ele e que um dois sentidos essenciais de sua obra é incoporar-se a essa galáxia cultural que constitui a nossa própria existência.
Não entenda isso como uma proposta de conformismo, que seria contrária à minha própria tese de que o mundo se inventa e inventa o seu mundo, já que seria impossível inventá-lo se apenas repetissem o que já existe.
Por isso mesmo, é prefeitamente natural que alguns artistas de hoje busquem expressar-se sem se valer das linguagens artísticas e, sim, antes, repelindo-as, para inventar um modo jamais utilizado por artistas do passado.
Como já obervei, entre esses há os que simplesmente negam a arte e outros que pretendem criar arte valendo-se de elementos antiartísticos ou não artísticos.
Em princípio, suas experiências não têm que ser negadasm uma vez que essa atitude radical pode suscitar surpreendentes. E isto à vezes ocorre, embora não seja frequente.
Não resta dúvida de que quem opta por uma atitude tão radical merece atenção e crédito, port seu inconformismo e por sua coragem, mas isso, por si só, não basta.
É preciso que dessa opção radical e corajosa resulte alguma coisa que nos comova e se some a esse mundo imaginário de que já falamos. Honestamente, deve-se admitir que a audácia por si só não é valor artístico.
Nada me alegra mais do que me deparar com uma criação artística inovadora, mas, para isso, não basta fugir das normas, das soluções conhecidas e situar-se no polo oposto: é imprescindível que a obra inusitada efetivamente transcenda a banalidade e a sacação apenas cerebral ou extravagante.
O que todos nós queremos é a maravilha, venha de onde vier, surja de onde surgir.
E aqui cabe aquela afirmação minha - que tem sido repetida por mim e até por outras pessoas - de que a arte existe porque a vida não basta.
Nela está implícito que não é fundamental da arte retratar a realidade, mas reinventá-la. É, portanto, o oposto do falecido realismo socialista que só faltou, em vez de pintar o operário, colocá-lo em carne e osso no lugar da obra.
E nisso não estaria muito distante de certos artistas de agora, ditos conceituais, como a que pôs casais nus em pelo nas salas do MoMA, de Nova York. Como essa arte visa gente de muita grana, bem que poderia chamar-se "realismo high society".
http://www.youtube.com/watch?v=MgSmHDGEqsg
As Sopinhas são as sementes, a árvore somos nós e os frutos são as ações que realizamos em vida... Os frutos são a reflexão que se faz após a leitura, a fruição de uma Sopinha de Versos.
As Sopinhas são as sementes, a árvore somos nós e os frutos são as ações que realizamos em vida... Os frutos são a reflexão que se faz após a leitura, a fruição de uma Sopinha de Versos.
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