A sociedade é fragmentada...
A modernidade é líquida!!!
A Sopinha de Versos é um dos resultados da Sociedade Fragmentada, pois nas sopinhas não são transcrições de poesias inteiras, mas sim de trechos de poesias, para não cansar a leitura dela por parte do leitor
A produção industrial é fragmentada e isso é reflexo da Sociedade Atomizada, fragmentada em que vivemos.
Como a sociedade é fragmentada!
Nas sopinhas de versos são colocados trechos de poesia propositadamente, para que o leitor, que é escolhido aleatoriamente, tenha curiosidade de ler a poesia inteira e que busque-a mais tarde na internet ou mesmo em livros, impulsionado pela curiosidade, a íntegra do fragmento lido.
A sopínha é um instrumento que, em sua simplicidade, está alcançando à todos os corações e mentes que entram em contato com ela... É uma coisa simples, mas transformadora.
O PRÓXIMO A RECEBER UMA SOPINHA PODE ATÉ SER VOCÊ!!!
"Palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução."(Machado de Assis) Acesse também www.noticiarte.com.br - estamos de volta!!!!
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Distribuição de Versos em Copacabana
Hoje, terça-feira, dia 19 de abril, não houve sarau de poesia. Houve sim uma distribuição de versos (sopinhas) na práia de Copacabana, a partir de meio-dia em ponto. Comecei a distribuição no Posto 4 e fui andando em direção à estátua do Carlos Drummond de Andrade.
A distribuição de versos já se tornou até uma coisa rotineira no bairro da Penha, mas em Copacabana foi a primeira vez, e como homenageado da vez, não poderia ser ninguém menos do que Carlos Drummond de Andrade, que é reconhecido como o poeta do século 20...
Na orla de Copacabana, durante o caminho, em direção ao Forte, fui distribuindo as sopinhas, que algumas pessoas aceitavam de bom grado, outras recusavam e ainda tinha quem pergutasse: "O que é isso?", então eu respondia "Versinho de Carlos Drummond de Andrade...", aí sim, a pesoa aceitava.
Ao chegar na estátua do poeta, após o Posto 5 da práia, comecei a recitar os versos dele à esmo mesmo. Recitei três, mas como a garganta já estava pigarreando, devido ao esforço dos outros saraus realizados, continuei a distribuição de versos, dando proseguimento à minha peregrinação pessoal...
Como sempre, nos primeiros saraus realizados ninguém deu muita atenção à manifestação artística, mas ela aconteceu e é isso que é importante!!!
Ao chegar na estátua do Noel Rosa; aliás, Dorival Caymmi no Posto 6 - o Rio é uma cidade poesia! - sentei-me em um banco próximo e comecei a coneversar com um senhor. Dei-lhe uma sopinha de versos e também distribuí para outras pessoas que estavam no local.
Perguntei-lhe o nome e ele disse João Carlos...
Ele começou a dizer que isso - a distribuição - era uma coisa muito boa -, pois ninguém dava a atenção que a poesia merecia...
Disse a ele que algumas pessoas aceitavam de cara e outras recusavam, então, eu não insistia... Outras pessoas primeiro recusaram e depois de saber que eram versos do poeta aceitavam de bom grado.
Ele comentou que as pessoas achavam que era coisa de religião e por isso não aceitavam. Este senhor comentou que música começa com uma poesia... Disse a ele que em uma entrevista do Raul Seixas ele diz que o Paulo Coelho, imortal da Academia Brasileira de Letras, e que era parceiro dele, sempre entregava escritos para ele, e Seixas, por conseguinte, sempre mudava alguma coisa... Então, Paulo Coelho perguntou: "Por que você sempre muda o que eu escrevo?", e ele, gênio que era, respondeu "Porque o que você faz é poesia e o que eu faço é música."
Este senhor, o João Carlos, comentou que tocava violão e que tinha um grupo que se reunia em um apartamento em Ipanema para tocar. Eu falei que essa era a história da Bossa Nova, e ele disse que participavam do grupo também Gilberto Gil , Caetano Veloso e outros...
Disse a ele que era o pessoal de Ipanema, que nem o grupo do Roberto Carlos. O cantor, quando adolescente tinha uma turma que se reunia em um bar no Rio Comprido: que dessa turma sairam o pessoal da Jovem Guarda, além do Tim Maia com os Sputniks... Depois ele confirmou que se tratava do pessoal da Bossa Nova!
Disse-me também que antigamente, se se queria ver artista era só ir na televisão. Disse que o Wilson Sional, apertava a sua mão dizendo "E aí, como é que você tá?" e depois ia gravar.
Perguntei de que televisão se tratava e ele disse que era a TV Excelsio. Perguntei aonde ficava, em que rua... E ele disse que ficava ali na Visconde de Pirajá.
Mostrei para ele o meu livro, "Um Toque de Poeia" e ele disse que eu tinha que aprender violão para musicar as minhas poesias...
Conversamos mais um pouco até que me despedi. Na volta, voltei distribuindo versos pelo calsadão até que parei, pois estava muito calor e pedi em um quiosque um refrigerante.
Sentei-me e comecei a conversar com uma ambulante do calsadão, que vendia pulseirinhas... Perguntei se ele gostava de poesia e ele disse que não se importava. Comentei que estava distribuindo versos do poeta (Drummond)... Ele não falou nada!
Então fui embora pra casa, no bairro da Penha.
A distribuição de versos já se tornou até uma coisa rotineira no bairro da Penha, mas em Copacabana foi a primeira vez, e como homenageado da vez, não poderia ser ninguém menos do que Carlos Drummond de Andrade, que é reconhecido como o poeta do século 20...
Na orla de Copacabana, durante o caminho, em direção ao Forte, fui distribuindo as sopinhas, que algumas pessoas aceitavam de bom grado, outras recusavam e ainda tinha quem pergutasse: "O que é isso?", então eu respondia "Versinho de Carlos Drummond de Andrade...", aí sim, a pesoa aceitava.
Ao chegar na estátua do poeta, após o Posto 5 da práia, comecei a recitar os versos dele à esmo mesmo. Recitei três, mas como a garganta já estava pigarreando, devido ao esforço dos outros saraus realizados, continuei a distribuição de versos, dando proseguimento à minha peregrinação pessoal...
Como sempre, nos primeiros saraus realizados ninguém deu muita atenção à manifestação artística, mas ela aconteceu e é isso que é importante!!!
Ao chegar na estátua do Noel Rosa; aliás, Dorival Caymmi no Posto 6 - o Rio é uma cidade poesia! - sentei-me em um banco próximo e comecei a coneversar com um senhor. Dei-lhe uma sopinha de versos e também distribuí para outras pessoas que estavam no local.
Perguntei-lhe o nome e ele disse João Carlos...
Ele começou a dizer que isso - a distribuição - era uma coisa muito boa -, pois ninguém dava a atenção que a poesia merecia...
Disse a ele que algumas pessoas aceitavam de cara e outras recusavam, então, eu não insistia... Outras pessoas primeiro recusaram e depois de saber que eram versos do poeta aceitavam de bom grado.
Ele comentou que as pessoas achavam que era coisa de religião e por isso não aceitavam. Este senhor comentou que música começa com uma poesia... Disse a ele que em uma entrevista do Raul Seixas ele diz que o Paulo Coelho, imortal da Academia Brasileira de Letras, e que era parceiro dele, sempre entregava escritos para ele, e Seixas, por conseguinte, sempre mudava alguma coisa... Então, Paulo Coelho perguntou: "Por que você sempre muda o que eu escrevo?", e ele, gênio que era, respondeu "Porque o que você faz é poesia e o que eu faço é música."
Este senhor, o João Carlos, comentou que tocava violão e que tinha um grupo que se reunia em um apartamento em Ipanema para tocar. Eu falei que essa era a história da Bossa Nova, e ele disse que participavam do grupo também Gilberto Gil , Caetano Veloso e outros...
Disse a ele que era o pessoal de Ipanema, que nem o grupo do Roberto Carlos. O cantor, quando adolescente tinha uma turma que se reunia em um bar no Rio Comprido: que dessa turma sairam o pessoal da Jovem Guarda, além do Tim Maia com os Sputniks... Depois ele confirmou que se tratava do pessoal da Bossa Nova!
Disse-me também que antigamente, se se queria ver artista era só ir na televisão. Disse que o Wilson Sional, apertava a sua mão dizendo "E aí, como é que você tá?" e depois ia gravar.
Perguntei de que televisão se tratava e ele disse que era a TV Excelsio. Perguntei aonde ficava, em que rua... E ele disse que ficava ali na Visconde de Pirajá.
Mostrei para ele o meu livro, "Um Toque de Poeia" e ele disse que eu tinha que aprender violão para musicar as minhas poesias...
Conversamos mais um pouco até que me despedi. Na volta, voltei distribuindo versos pelo calsadão até que parei, pois estava muito calor e pedi em um quiosque um refrigerante.
Sentei-me e comecei a conversar com uma ambulante do calsadão, que vendia pulseirinhas... Perguntei se ele gostava de poesia e ele disse que não se importava. Comentei que estava distribuindo versos do poeta (Drummond)... Ele não falou nada!
Então fui embora pra casa, no bairro da Penha.
Bem, dessa forma consegui que a cultura, até mesmo em Copacabana, fosse reverenciada.
Hoje na saída do Forte de Copacabana, que visitei após o encontro com o João Carlos, perguntei a um dos soldados que eu havia dado as Sopinhsa de Versos do Carlos Drummond de Andrade quandocheguei, se ele tinha gostado e ele respondeu que sim, dizendo ainda: "Estamos percisando disso, e muito!"
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Sarau da Carioca, 18 de abril
O sarau de hoje foi legal, melhor do que eu esperava...
Nós ficamos esperando alguns poetas chegarem, mas eles não foram, então começamos o sarau umas cinco para uma da tarde (estava marcado para 12:30). O Francisco Olivá, que é integrante do Academia Brasileira de Literatura de Cordel começou lendo um artigo que ele havia feito, e que tinha saído numa revista, sobre o Monteiro Lobato. O autor foi homenageado nas frases, pois logo depois das poesias do autor homenageado, coloco uma frases para abrir a mente do leitor...
Coloquei trechos do livro do laurentino Gomes nas sopinhas também, pois ele hava me dado autorização para isso. Foram homenageados os mesmos autores de ontem: Alvaro Moreyra, Augusto dos Anjos e Vinícius de Moraes. O Alvaro Moreyra porque ele é o avô da Valéria Moreyra, dona da academia homônima aqui no bairro da Penha e que ela havia me dado um lvro com as poesias do avô dela...
Os livros dele, que foi poeta modernista, pois participou da segunda fase do Modernismo de 1922 não são mais editados - tornaram-se raridade! Junto às Sopinhas de Versos dele coloquei frases de LObato, criador do Sítio do Pica-pau Amarelo. Com as poesias de Augusto dos Annjos, que foi o poeta homenageado do dia primeiro de abril - o homenageado do mês - coloquei trechos, curiosidades extraídos do livro 1808 de Laurentino Gomes e inseri também as poesias de Vinícius de Moraes porque hoje, dia 18 de abril, é o dia Nacional do Livro Infantil...
Foi legal! Com sempre, apenas quem participou foram os livreiros do Largo da Carioca, Carlão, Francisco e companhia... Um passante que se interessou pelo que estava acontecendo, e participou também... Eu não sei nem que horas o sarau acabou, pois perdi a noção e horário!
Eu sei que quando acabou fui até o Teatro Municipal e pedi uma informação de onde ficava uma rua e ele disse que não sabia, com um sutaque de estrangeiro. Ele disse que não conhecia nada ali...Perguntei: "Where are you from?" e ele me disse que era da França, então, dei uma Sopinha de Versos que havia sobrado para ele e ele começou a dizer que gostava de poesia, no castelhano, ou melhor, no "francelhano" - mistura de frances com castelhano - dele.
Perguntei-lhe o nome e ele disse que era Miguel. Disse que estava fazendo um projeto de divulgação de poesia com as sopinhas e ele foi dizendo que gostava de poesia...
Andei até o ponto final do ônibus e voltei para casa.
Amanhã haverá distribuição de Sopinhas de Versos de carlos Drummond de Andrade em Copacabana, em frente à estátua dele...
Nós ficamos esperando alguns poetas chegarem, mas eles não foram, então começamos o sarau umas cinco para uma da tarde (estava marcado para 12:30). O Francisco Olivá, que é integrante do Academia Brasileira de Literatura de Cordel começou lendo um artigo que ele havia feito, e que tinha saído numa revista, sobre o Monteiro Lobato. O autor foi homenageado nas frases, pois logo depois das poesias do autor homenageado, coloco uma frases para abrir a mente do leitor...
Coloquei trechos do livro do laurentino Gomes nas sopinhas também, pois ele hava me dado autorização para isso. Foram homenageados os mesmos autores de ontem: Alvaro Moreyra, Augusto dos Anjos e Vinícius de Moraes. O Alvaro Moreyra porque ele é o avô da Valéria Moreyra, dona da academia homônima aqui no bairro da Penha e que ela havia me dado um lvro com as poesias do avô dela...
Os livros dele, que foi poeta modernista, pois participou da segunda fase do Modernismo de 1922 não são mais editados - tornaram-se raridade! Junto às Sopinhas de Versos dele coloquei frases de LObato, criador do Sítio do Pica-pau Amarelo. Com as poesias de Augusto dos Annjos, que foi o poeta homenageado do dia primeiro de abril - o homenageado do mês - coloquei trechos, curiosidades extraídos do livro 1808 de Laurentino Gomes e inseri também as poesias de Vinícius de Moraes porque hoje, dia 18 de abril, é o dia Nacional do Livro Infantil...
Foi legal! Com sempre, apenas quem participou foram os livreiros do Largo da Carioca, Carlão, Francisco e companhia... Um passante que se interessou pelo que estava acontecendo, e participou também... Eu não sei nem que horas o sarau acabou, pois perdi a noção e horário!
Eu sei que quando acabou fui até o Teatro Municipal e pedi uma informação de onde ficava uma rua e ele disse que não sabia, com um sutaque de estrangeiro. Ele disse que não conhecia nada ali...Perguntei: "Where are you from?" e ele me disse que era da França, então, dei uma Sopinha de Versos que havia sobrado para ele e ele começou a dizer que gostava de poesia, no castelhano, ou melhor, no "francelhano" - mistura de frances com castelhano - dele.
Perguntei-lhe o nome e ele disse que era Miguel. Disse que estava fazendo um projeto de divulgação de poesia com as sopinhas e ele foi dizendo que gostava de poesia...
Andei até o ponto final do ônibus e voltei para casa.
Amanhã haverá distribuição de Sopinhas de Versos de carlos Drummond de Andrade em Copacabana, em frente à estátua dele...
A Manifestação
A manifestação cultural não pode ser controlada por quaisquer instituição e nem ser dominada, como fora tentado na Ditadura Militar, com a Censsura.
Na Alemanha Nazista, devido ao controle que Hitler exercia, influindo até mesmo na escrita, pois à época não se oderia escrever um texto de três parágrafos, por exemplo. O texto tinha que ser em tópicos, como se fosse um relatório, talvez porque Hitler tivesse melhor intendimento das coisas escritas em tópicos...
Nem nesta época a expressão poética se insentou! O poeta Maiakovsk, tensionado pela pressão do Nazismo, não podendo se expressar livremente talvez, escreveu uma última poesia intitulada "O Balaço" e depois deu um tiro na cabeça...
O imortal paulo Coelho diria que ele completou a "sua lenda pessoal", assim como também o fez o terrorista Wellington da escola de Realengo, no Rio. Mas são exemplos comletamente diferentes: um era poeta atomizado pelo Estado Nazista e o outro era debimental...
A Virada Cultural de São Paulo teve seu início às 18 horas do dia 17: a proposta são 24 horas de música, que se acabará às 18 horas do dia 18 de abril. Foram registrados, na edição de 2011 alguns confrontos, deixando vários feridos e até uma pessoa morta também...
Horas antes do início do Viradão Cultural paulista, teve início um Movimento Poético no Rio de janeiro. O Sarau Leopoldinense, sarau que realizado na áreada Leopoldina, se faz um movimento cultural estritamente voltado para a poesia... Músicas são poesias cantadas! A maioria das músicas da Legião Urbana, por exemplo, são poesias musicadas: “Se eu soubesse a língua dos anjos, se eu soubesse a língua dos homens, sem amor eu nada seria” (Luiz de Camões).
A música e a poesia sempre tiveram uma relação de integração entre elas, como no madrigal por exemplo.
A poesia, na sociedade moderna (com suas devidas exceções) só ganha valor quando é musicada por um cantor de sucesso.
O que venho tentando fazer com os saraus de organizo é resgatar o valor da poesia, como poesia mesmo e assim, valorizar o trabalho dos novos poetas do século 21.
Os saraus que organizo são nomeados de acordo com o local onde são realizados: o sarau realizados na área da Leopoldina se chama "Sarau Leopoldinense", o saru realizado no Centro da cidade é chamado de "Sarau da Carioca" e assim por diante...
A poesia, na minha opinião, orienta a conduta das pessoas que vão á shows de rock, por exemplo. Tudo depende da letra da música! Sertos Funks do Rio de janeiro fazem apologia ao tráfico de drogas, outros à violência...
Tudo! Tudo! Tudo!!!
Tudo depende da poesia...
domingo, 17 de abril de 2011
Sarau Leopoldinense - abril
No dia primeiro de abrl fiz o sarau da carioca, homenageando o poeta Augusto dos Anjos na banca do Carlão, no Centro do Rio... Os livreiros me pediram para fazer um segundo sarau no mês, pois no dia 18 seria o aniversário do Monteiro Lobato. Um doa livreiros faria uma palestra sobre o autor. Disse que faria outro sim no dia do aniversário dele.
Dia 18 cairia numa segunda-feira, mas como seria o aniversário dele, não me importei. Depois do dia primeiro recebi da Valéria Moreira, neta do Alvaro Mreyra, um livro de poesias dele. Resolvi fazer um outro sarau no dia 16 na Penha, de depois passei para o dia 17, com as poesias de Alvaro Moreyra e frases de Monteiro Lobato.
Como o poeta homenageado do mês era Augusto dos Anjos, resolvi utilizar as poesias dos dois autores no sarau do GREIP da Penha.
Como, antes do sarau, fiuqei sabendo que o dia 18 seria o Dia Internacional do Livro Infantil, cloquei também no sarau as poesias do Vinícius de Moraes. Foram homenageados os três poetas no sarau!
O sarau realizado no GREIP foi o primeiro que realizei no bairro da Penha e teve 5 participantes, o que já considero um número bom, pois no primeiro que organizei no Largo da carioca teve apenas 3 pessoas: Eu, o Carlão e um amigo dele que ele havia chamado, que trabalhava lá pelo centro mesmo... Um advogado, o Magalhães, que aliás tinha um livro de poesia também... Esse primeiro sarau foi realizado no fim do mês de novembro de 2010.
Ao abrir o sarau comecei falando sobre a história do Alvaro Moreyra, poeta modernista (da segunda fase), cronista, que foi editor de duas revistas: A Para Todos e Ilustração Brasileira. Com sua esposa Eugênia, que era advogada, criou em 1927 o Teatro de Brinquedo, que marcou o iníco da renovação da arte c~enica no Brasil.
O poeta Carlos Drummond de Andrade manifestou a respeito de Alvaro: "Entre os modelos nacionais que se ofereciam ao aprendiz de literatura, este marcou mais do que os outros. As primeiras adorações i9ntelectuais manifestam-se pela imitação, e parecia fácil imitar os flgrantes, as anotações mínimas, de cena de estado de espírito, a atitude graciosa e descompromissada de Alvaro Moreyra".
Sobre Moreyra diz ainda, revelando uma certa inveja: "Não consegui, porém, o que outros também não terão conseguido. A fórmula irônico-sentimental de Alvaro era exclusiva, as modulações alheias soavam falso, Quem sabe se não será mais cômodo copiar um estilo empavesado? De qualquer modo, devo admitir que da experi~encia se apurou o saldo de uma lição de simplicidade, válida para sempre".
O poeta e cronista influenciou outros autores de crônicas também, como Rubem Braga ee Fernando sabino através de su escrita simples e objetiva.
Falei um pouco do Augusto do Anjos - que representou o mundo como sendo cheio de tragédias, onde cada ser vivencia-a do nascimento até a morte. Augusto dos Anjos eraadvogado, filho de uma portuguesa com ex-escravo, era negro e retratava o que via a sua volta, um modo de produção pré-material com proprietários falidos. Foi também professor no Liceu paraibano, onde havia estudado.
Vinícius de Moraes, o nosso poetinha, em suas poesias jogou com a incredulidade e ilusões, por saber que a vida nada mais é do que uma forma de ficção encarnada, que teve a percepção do lado obscuro do homem e resolveu enfrentá-lo. Segundo o jornalista José Catello "ele deixou a poesia para se tornar show-man da MPB, para viver nove casamentos, para atravessar a vida viajando, exercendo mais do que nunca o poder que Drummond descreveu: "Foi o único de nós que teve a vida de poeta".
Foi legal! Tiveram 5 pessoas, mas o que importa não é quantidade e sim qualidade... Ao menos o sarau foi realizado e nós fizemos a cultura acontecer na Penha.
Hoje, dia 17 de abril realizei o primeiro sarau, amanhã irei realizar o Sarau da Carioca no Largo da carioca, na barraca do Carlão. Depois de amanhã vou recitar e fazer distribuição de versos em frente à estátua do carlos Drummond de Andrade na práia de Copacabana, o que é quase que uma "Semana de Arte Moderna informal, pois as manifestações artísticas da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, no Teatro Municipal da cidade duraram apenas 4 dias e não uma semana inteira.
_ É isso aí! O importante é movimentar a cultura...
Dennys Andrade
O sarau realizado no GREIP foi o primeiro que realizei no bairro da Penha e teve 5 participantes, o que já considero um número bom, pois no primeiro que organizei no Largo da carioca teve apenas 3 pessoas: Eu, o Carlão e um amigo dele que ele havia chamado, que trabalhava lá pelo centro mesmo... Um advogado, o Magalhães, que aliás tinha um livro de poesia também... Esse primeiro sarau foi realizado no fim do mês de novembro de 2010.
Ao abrir o sarau comecei falando sobre a história do Alvaro Moreyra, poeta modernista (da segunda fase), cronista, que foi editor de duas revistas: A Para Todos e Ilustração Brasileira. Com sua esposa Eugênia, que era advogada, criou em 1927 o Teatro de Brinquedo, que marcou o iníco da renovação da arte c~enica no Brasil.
O poeta Carlos Drummond de Andrade manifestou a respeito de Alvaro: "Entre os modelos nacionais que se ofereciam ao aprendiz de literatura, este marcou mais do que os outros. As primeiras adorações i9ntelectuais manifestam-se pela imitação, e parecia fácil imitar os flgrantes, as anotações mínimas, de cena de estado de espírito, a atitude graciosa e descompromissada de Alvaro Moreyra".
Sobre Moreyra diz ainda, revelando uma certa inveja: "Não consegui, porém, o que outros também não terão conseguido. A fórmula irônico-sentimental de Alvaro era exclusiva, as modulações alheias soavam falso, Quem sabe se não será mais cômodo copiar um estilo empavesado? De qualquer modo, devo admitir que da experi~encia se apurou o saldo de uma lição de simplicidade, válida para sempre".
O poeta e cronista influenciou outros autores de crônicas também, como Rubem Braga ee Fernando sabino através de su escrita simples e objetiva.
Falei um pouco do Augusto do Anjos - que representou o mundo como sendo cheio de tragédias, onde cada ser vivencia-a do nascimento até a morte. Augusto dos Anjos eraadvogado, filho de uma portuguesa com ex-escravo, era negro e retratava o que via a sua volta, um modo de produção pré-material com proprietários falidos. Foi também professor no Liceu paraibano, onde havia estudado.
Vinícius de Moraes, o nosso poetinha, em suas poesias jogou com a incredulidade e ilusões, por saber que a vida nada mais é do que uma forma de ficção encarnada, que teve a percepção do lado obscuro do homem e resolveu enfrentá-lo. Segundo o jornalista José Catello "ele deixou a poesia para se tornar show-man da MPB, para viver nove casamentos, para atravessar a vida viajando, exercendo mais do que nunca o poder que Drummond descreveu: "Foi o único de nós que teve a vida de poeta".
Foi legal! Tiveram 5 pessoas, mas o que importa não é quantidade e sim qualidade... Ao menos o sarau foi realizado e nós fizemos a cultura acontecer na Penha.
Hoje, dia 17 de abril realizei o primeiro sarau, amanhã irei realizar o Sarau da Carioca no Largo da carioca, na barraca do Carlão. Depois de amanhã vou recitar e fazer distribuição de versos em frente à estátua do carlos Drummond de Andrade na práia de Copacabana, o que é quase que uma "Semana de Arte Moderna informal, pois as manifestações artísticas da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, no Teatro Municipal da cidade duraram apenas 4 dias e não uma semana inteira.
_ É isso aí! O importante é movimentar a cultura...
Dennys Andrade
sábado, 16 de abril de 2011
Gafe o fato....
Bem, a história conhecida é que quando os Voluntários da Pátria retornaram da Guerra do Paraguai, que teve início em novembro de 1864 e acabou em 1870, os militares, muitos deles escravos que conquistaram, devido à vitória na guerra, sua alforria (cerca de 8 mil escravos lutaram na Guerra do Paraguai).
Após da lei Áurea, de 1888 o Rio começou a receber escravos libertos que abandonavam cidades vizinhas e outras regiões do país, que ocuparam as zonas periféricas da cidade, o que aumentou o número populacional sem ter uma estrutura organizada para isso.
No final do sécuo 19 surge a primeira favela do Rio, segundo o estoriador Franklin Ferreira de Aquino, que atualmente é a comunidade do morro da Providência, situada atr´sa da Central do Brasil. A comunidade foi batizada inicialmente pelo nome de favela, que é o nome de uma planta que existia em abundãncia na região de Canudos, na Bahia. Depois o nome favela se expalhou por outras comunidades do Rio de Janeiro...
O Morro do castelo era visto como o símbolo degredado do passado português, pois nele havia sido construída uma fortaleza com vista privilegiada para o monitoramento da baía de Guanabara. No ano de 1921 o prefeito do Distrito Federal, Carlos Sampaio decretou o fim no morro, que foi demolido no ano seguinte...
A modernização destruidora do Estado visava eliminar a cidade colonial, com ruas estreitas e sinuosas, como também romper com os valores culturais do tempo em que o país era colônia de Portugal, valorizando assim a inserção cultural e econômica europeia, fazendo a absorção da visão de mundo francês.
A construção de um novo Centro, portanto, significava a construção de um novo país, regido pela ordem Republicana. No entanto, esse ideário progressista não atendia ao bem-estar geral da população. Com o desmonte do Morro do castelo e o arrasamento do bairro da Misericórdia, que ficava no sopé do morro, desapareceram da cidade duas áreas residenciais que haviam resistido à reforma de Pereira Passos. No Morro do Castelo residiam aproximadamente 5 mil pessoas.
O prefeito Carlos Sampaio, nos últimos meses de demolição, devido as controvérsias sobre o desaparecimento do Hospital São Zacharias e do complexo jesuítico frustrou os defensores dos valores históricos do morro dizendo: "...Como se fosse possível arrasar o morro do Castelo sem demolir tudo o que se achava sobre ele..." Carlos Sampaio finalizou o seu mandato de prefeito no dia 15 de novembro de 1922: seu mandato é comparado às reformas de Pereira Passos, pois marco de forma definitiva a paisagem do Rio de Janeiro...
Segundo Ferreira os primeiros moradores do morro da favela eram ex-combatentes da Guerra de Canudos (1893 à 1897) e os ex-combatentes da Guerra do Paraguai, que não tinham dinheiro para voltarem aos seus locais de origem. Ox ex-comatentes se fixaram no morro da favela devido a promessa do governo de dar casas na então capital federal...
O historiador Miro Teixeira defende a tese de que os ex-combatentes ocupavam cortiços e quartos alugados por toda a cidade, mas não o Morro da Providência, onde existiam apenas chácaras...
Bem, segundo Marcelo Crivela, "se há uma hipótese de que tenham ido ocupar cortiços e cômodos, o que exigiria deles mais recursos, certamente há também essa de que tenham ocupado as partes planas ao sopé do Morro da Providência, tendo em vista a proximidade com o epicentro da capital, que desde a sua fundação se desenvolveu entre o morro do Castelo, o Morro de São Bento, o Morro do Estado e o Largo da Carioca. Não podemos nos esquecer que ali próximo se situava o Cais do Valongo, onde efetivamente desembarcaram.
Ferreira diz ainda que durante o preríodo de presidência de Getúlio Vargas, que assumiu o poder com a Revolução de 30, encerrando a política do Café com Leite, política esta que se instalou após a expulsão da família real do Brasil, quando um grupo de militares liderados pelo Marechal Deodoro da Fonseca deu um golpe de estado, sem o uso de violência. Ele depôs o imperador do Brasil, Pedro II e o Presidente do Conselho de Ministros do Império, o visconde de Ouro Preto.
naquele dia 15 de novembro de 1889 foi instituido o Governo Provisório republicano, no qual o marechal Floriano peixoto era vice-presidente. Como ministros o governo provisório tinha: Benjamim Constant de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, que eram todos menbros da maçonaria brasileira...
No último gabitane ministerial do império, empossado no dia 7 de julho de 1889, no qual foi empossado Afonso celso de Assis Figueiredo, o visconde de Ouro Preto, que era do Partido Liberal, apresentou uma última e desesperada tentativa de salvar o império. Apresentou à camara-Geral, atual cãmara dos deputados, um programa de reformas políticas que contavam: maior autonomia administrativa para as províncias, liberdade de voto, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do conselho de Estado, mandatos limitados - não vitalícios - ao Senado federal...
As propostas do visconde de Ouro Preto visavam preservar a Monarquia, mas foram vetadas pelos deputados, de tend~encia conservadoras, que eram maioria na Câmara Geral.
Diz-se que as reformas do visconde de Ouro Preto chegaram tarde demais...
No dia 15 de novembro a república era proclamada e com Dom Pedro II fora do Brasil, o país estava, pela primeira vez nas mãos de políticos...
Após da lei Áurea, de 1888 o Rio começou a receber escravos libertos que abandonavam cidades vizinhas e outras regiões do país, que ocuparam as zonas periféricas da cidade, o que aumentou o número populacional sem ter uma estrutura organizada para isso.
No final do sécuo 19 surge a primeira favela do Rio, segundo o estoriador Franklin Ferreira de Aquino, que atualmente é a comunidade do morro da Providência, situada atr´sa da Central do Brasil. A comunidade foi batizada inicialmente pelo nome de favela, que é o nome de uma planta que existia em abundãncia na região de Canudos, na Bahia. Depois o nome favela se expalhou por outras comunidades do Rio de Janeiro...
O Morro do castelo era visto como o símbolo degredado do passado português, pois nele havia sido construída uma fortaleza com vista privilegiada para o monitoramento da baía de Guanabara. No ano de 1921 o prefeito do Distrito Federal, Carlos Sampaio decretou o fim no morro, que foi demolido no ano seguinte...
A modernização destruidora do Estado visava eliminar a cidade colonial, com ruas estreitas e sinuosas, como também romper com os valores culturais do tempo em que o país era colônia de Portugal, valorizando assim a inserção cultural e econômica europeia, fazendo a absorção da visão de mundo francês.
A construção de um novo Centro, portanto, significava a construção de um novo país, regido pela ordem Republicana. No entanto, esse ideário progressista não atendia ao bem-estar geral da população. Com o desmonte do Morro do castelo e o arrasamento do bairro da Misericórdia, que ficava no sopé do morro, desapareceram da cidade duas áreas residenciais que haviam resistido à reforma de Pereira Passos. No Morro do Castelo residiam aproximadamente 5 mil pessoas.
O prefeito Carlos Sampaio, nos últimos meses de demolição, devido as controvérsias sobre o desaparecimento do Hospital São Zacharias e do complexo jesuítico frustrou os defensores dos valores históricos do morro dizendo: "...Como se fosse possível arrasar o morro do Castelo sem demolir tudo o que se achava sobre ele..." Carlos Sampaio finalizou o seu mandato de prefeito no dia 15 de novembro de 1922: seu mandato é comparado às reformas de Pereira Passos, pois marco de forma definitiva a paisagem do Rio de Janeiro...
Segundo Ferreira os primeiros moradores do morro da favela eram ex-combatentes da Guerra de Canudos (1893 à 1897) e os ex-combatentes da Guerra do Paraguai, que não tinham dinheiro para voltarem aos seus locais de origem. Ox ex-comatentes se fixaram no morro da favela devido a promessa do governo de dar casas na então capital federal...
O historiador Miro Teixeira defende a tese de que os ex-combatentes ocupavam cortiços e quartos alugados por toda a cidade, mas não o Morro da Providência, onde existiam apenas chácaras...
Bem, segundo Marcelo Crivela, "se há uma hipótese de que tenham ido ocupar cortiços e cômodos, o que exigiria deles mais recursos, certamente há também essa de que tenham ocupado as partes planas ao sopé do Morro da Providência, tendo em vista a proximidade com o epicentro da capital, que desde a sua fundação se desenvolveu entre o morro do Castelo, o Morro de São Bento, o Morro do Estado e o Largo da Carioca. Não podemos nos esquecer que ali próximo se situava o Cais do Valongo, onde efetivamente desembarcaram.
Ferreira diz ainda que durante o preríodo de presidência de Getúlio Vargas, que assumiu o poder com a Revolução de 30, encerrando a política do Café com Leite, política esta que se instalou após a expulsão da família real do Brasil, quando um grupo de militares liderados pelo Marechal Deodoro da Fonseca deu um golpe de estado, sem o uso de violência. Ele depôs o imperador do Brasil, Pedro II e o Presidente do Conselho de Ministros do Império, o visconde de Ouro Preto.
naquele dia 15 de novembro de 1889 foi instituido o Governo Provisório republicano, no qual o marechal Floriano peixoto era vice-presidente. Como ministros o governo provisório tinha: Benjamim Constant de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, que eram todos menbros da maçonaria brasileira...
No último gabitane ministerial do império, empossado no dia 7 de julho de 1889, no qual foi empossado Afonso celso de Assis Figueiredo, o visconde de Ouro Preto, que era do Partido Liberal, apresentou uma última e desesperada tentativa de salvar o império. Apresentou à camara-Geral, atual cãmara dos deputados, um programa de reformas políticas que contavam: maior autonomia administrativa para as províncias, liberdade de voto, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do conselho de Estado, mandatos limitados - não vitalícios - ao Senado federal...
As propostas do visconde de Ouro Preto visavam preservar a Monarquia, mas foram vetadas pelos deputados, de tend~encia conservadoras, que eram maioria na Câmara Geral.
Diz-se que as reformas do visconde de Ouro Preto chegaram tarde demais...
No dia 15 de novembro a república era proclamada e com Dom Pedro II fora do Brasil, o país estava, pela primeira vez nas mãos de políticos...
Um Movimento Modernista no Século 21
Para se fazer um novo Movimento Modernista agora no século 21, não se poderia sequer buscar fazer uma reedição do que foi a Semana de Arte Moderna de 1922.
Já começa por aí, foi no teatro Municipal de São Paulo e foi durante uma semana... A elite paulista se reuniu e financiou o movimento, que rendeu algumas notas em jornais da época, contra e à favor...
Atualmente são realizados movimentos parecidos à toda hora... Poetas, cantores e artistas se reunem para financiar suas apresentações, por exemplo. Conheço um grupo de cantores, todos profissionais formados, que se reunem uma vez por mês para cantarem. Eles mesmos arcam com o aluguel do espaço e também se cotizam para pagar a acompanhadora, que é uma professora de canto, já profissional da área e que trabalha também tocando teclado, no caso, em algumas igrejas do Rio de Janeiro.
Isso é legal!!!
Isso é a polifonia cultural do Rio de Janeiro. Não que isso aconteça apenas no Rio de Janeiro, o que deve acontecer, penso, em todo os país, mas este grupo é um exemplo típico de que não só os poetas estão se movimentando para mostrar a sua arte na cidade, pois penso ser este movimento uma coisa geral - realizado em todo o Brasil - e que já configura uma mudança de postura no cotidiano cultral do Rio de Janeiro e de todo o país também.
Realmente, nós artistas, todos, já estamos vivendo sobre a égide da Revolução dos Versos de forma inconsciente em todo o país...
(Dennys Andrade)
Já começa por aí, foi no teatro Municipal de São Paulo e foi durante uma semana... A elite paulista se reuniu e financiou o movimento, que rendeu algumas notas em jornais da época, contra e à favor...
Atualmente são realizados movimentos parecidos à toda hora... Poetas, cantores e artistas se reunem para financiar suas apresentações, por exemplo. Conheço um grupo de cantores, todos profissionais formados, que se reunem uma vez por mês para cantarem. Eles mesmos arcam com o aluguel do espaço e também se cotizam para pagar a acompanhadora, que é uma professora de canto, já profissional da área e que trabalha também tocando teclado, no caso, em algumas igrejas do Rio de Janeiro.
Isso é legal!!!
Isso é a polifonia cultural do Rio de Janeiro. Não que isso aconteça apenas no Rio de Janeiro, o que deve acontecer, penso, em todo os país, mas este grupo é um exemplo típico de que não só os poetas estão se movimentando para mostrar a sua arte na cidade, pois penso ser este movimento uma coisa geral - realizado em todo o Brasil - e que já configura uma mudança de postura no cotidiano cultral do Rio de Janeiro e de todo o país também.
Realmente, nós artistas, todos, já estamos vivendo sobre a égide da Revolução dos Versos de forma inconsciente em todo o país...
(Dennys Andrade)
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Por Um Novo Modernismo
No dia 15 de abril de 2011, depois de assistir à aula de arquitetura nas escadarias do Teatro Municipal, por volta de 11:30 e meio dia, comecei a conversar um uma professora, que agora me falta o nome dela na memória.
Convidei-a para um sarau e poesia que iria realizar no domingo, dia 17, na Penha, e também para o sarau do dia 18 ali no Centro, no Largo da Carioca... Ela me disse que estava dando uma aua e que iria embora no sábado, dia 16... Perguntei de onde eles eram e ela respondeu que era de São Paulo. (...)
Depois de uns segundos de reflexão das possibilidades disse a ela:
"Não, não tem problema não. A gente fazer um Movimento Modernista aqui. Não tem problema não, tranquilo..."
Confesso que fiquei entusiasmado, e então, soltei a pérola.
Disse isso porque, na segunda fase do Movimento Modernista, iniciado com a SEmana de 1922, os poetas do Rio, como manuel bandeira e Alvaro Moreyra, se urniram aos de São Paulo...
Primeiro acho que ela não entendeu, ou, penso eu, deve ter imaginado alguma coisa com relação a eterna rivalidade idiota entre cariocas e paulistas, pelo fato de São Paulo ser o estado mais rico do Brasil, na época da monarquia, devido ao "ciclo do café" e a capital do império ser aqui no Rio de Janeiro, mas depois ela sorriu e ficou tudo bem...
Pedi para ela entrar no site (este site!) e ela disse que tudo bem...
Dennys Andrade
Convidei-a para um sarau e poesia que iria realizar no domingo, dia 17, na Penha, e também para o sarau do dia 18 ali no Centro, no Largo da Carioca... Ela me disse que estava dando uma aua e que iria embora no sábado, dia 16... Perguntei de onde eles eram e ela respondeu que era de São Paulo. (...)
Depois de uns segundos de reflexão das possibilidades disse a ela:
"Não, não tem problema não. A gente fazer um Movimento Modernista aqui. Não tem problema não, tranquilo..."
Confesso que fiquei entusiasmado, e então, soltei a pérola.
Disse isso porque, na segunda fase do Movimento Modernista, iniciado com a SEmana de 1922, os poetas do Rio, como manuel bandeira e Alvaro Moreyra, se urniram aos de São Paulo...
Primeiro acho que ela não entendeu, ou, penso eu, deve ter imaginado alguma coisa com relação a eterna rivalidade idiota entre cariocas e paulistas, pelo fato de São Paulo ser o estado mais rico do Brasil, na época da monarquia, devido ao "ciclo do café" e a capital do império ser aqui no Rio de Janeiro, mas depois ela sorriu e ficou tudo bem...
Pedi para ela entrar no site (este site!) e ela disse que tudo bem...
Dennys Andrade
Centro - Vitrini Cultural
O Centro do Rio de Janeiro realmente é uma loucura, uma vitrini cultural que irradia o fazer cultural para todos os lados...
Hoje, 15 de abril, estava eu andando pela Avenida Rio Branco e vejo umas três pessoas falando da história da cidade. Cheguei perto para ouvir... Dei uma sopinha para as pessoas de estavam falando...
Pensei se tratar de uma visita de turistas, no caso, guiada!
Foi informado de que era uma aula ao ar livre... Disse que me interessava pelo assunto e que iria ficar ouvindo.
Comecei a conversar com uma das pessoas que estavam falando e procurei me informar do que se tratava realmente...
Fui informado de que se tratava de uma aula de arquitetura! Argumentei que arquitetura e literatura tinham um pouco haver e recebi a resposta de que as duas coisas tinham "muito haver!"
Prestei atenção: Eles ficaram falado que no Rio, antigamente, após a abolição da escravidão o que passou a ter valor foi a terra. Antes o que tinham valor, como moeda de troca, era a posse de um escravo, e que com a abolição isso se alterou...
Fiquei conversando com uma das professoras, dizendo que "esse um assunto que me interessava", então ela me indicou um livro para ler... Falaram também que o desmonte do Morro do Castelo, para onde foram foram os militares, então, ex-escravos que lutaram na Guerra do Paraguai. A guerra começou em 1864 e terminou em 1870. Os escravos que lutaram na guerra, ao reornarem, foram alfurriados... O conjunto dos Ex-Combatentes, no bairro de Bonsucesso, no Rio de Janeiro abriga alguns re,anescentes e herdeiros dos soldados da guerra que gnharam a alforria.
Quando houve o desmonte do Morro do Castelo, o que os professores de arquitetura explicaram também, que foi depois que o Teatro Municipal foi feito. Diziam eles que toda semana tinham uma notinha nos jornais da época confrontando, dizendo que não combinava, por exemplo, de um lado ter o teatro, centro irradiador de cultura da cidade e do outro um morro com cabras pastando...
Com o desmonte no morro do Castelo foi adda a permissão para os ex-combatentes da Guerra do Paraguai, levar os restos para onde eles quiserem.
A obra do desmonte do Morro do Castelo só foi possível devido ao trem, que era utilizado para retirar os escombros do local. Para realizar o "arrasamento", como foi chamado o desmonte, Carlos sampaio, prefeito do Rio de janeiro, à época, contratou a empreiteira Leonatd kenned & Co. , de Nova York.
O trabalho de desmonte teve inicio mem 1922 para derrubar o korro de 184 mil metros quadrados, no Centro da cidade. Removeu-se 4.6 milhões de metros cúbicos de terra, que foram usados para aterrar a área de charco em volta do morro e ambém as áreas existentes nos bairros daUrca, Copacabana e Gávea.
Foi apartir do Morro do castelo que a cidade começou a se desenvolver e se urbanizar, pois no ano de 1567, logo após a expulsão dos franses do litoral do Rio de Janeiro, a primeira parte ocupada foi o Morro do Castelo, de onde se tinha uma visão privilegiada da Baia de Guanabara. Os jesuítas cosntruiram um colégio, um convento e uma igreja no morro.
Em 1759 os jesuítas foram expulsos do local pelo Marques de Pombal, o que deu origem a uma lenda, pois se dizia na época que os jesuítas - que saíram apressados, fugidos do morro - tinham deixado um terouro enterrado...
Foi do ato do Morro do castelo que a cidade se espalhou pelas planícies ao redor dele. No século 17, a posição da colina, com vista para a baía da Guanabara perdeu seu valor devido ao comércio marítimo da Praça XV.
A demolição do Morro do castelo ocorreu em 1922. Ele abrigava mais de 5 mil pessoas. O morro passara a ser ocupado por uma população pobre e m arginalizada... A discussão sobre a demolição do morro durou mais de um século e ninguém acreditada que iria acontecer.
Entre os defensores da remossão no morro estavam médicos e sanitaristas, que diziam que o feito traria benefício adicional, pois a terra returada do morro seria usada para aterrar áreas de charco e mangues, que se situavam ao redor do morro, o que acabaria com os "miasmas febris", que dizia-se na época, subiam do pântano...
Um dos professores que lá estavam chegou a dizer que o morro não atrapalhava ninguém, mas que acharam que não combinava àquele contrate.
Legal!
Hoje, 15 de abril, estava eu andando pela Avenida Rio Branco e vejo umas três pessoas falando da história da cidade. Cheguei perto para ouvir... Dei uma sopinha para as pessoas de estavam falando...
Pensei se tratar de uma visita de turistas, no caso, guiada!
Foi informado de que era uma aula ao ar livre... Disse que me interessava pelo assunto e que iria ficar ouvindo.
Comecei a conversar com uma das pessoas que estavam falando e procurei me informar do que se tratava realmente...
Fui informado de que se tratava de uma aula de arquitetura! Argumentei que arquitetura e literatura tinham um pouco haver e recebi a resposta de que as duas coisas tinham "muito haver!"
Prestei atenção: Eles ficaram falado que no Rio, antigamente, após a abolição da escravidão o que passou a ter valor foi a terra. Antes o que tinham valor, como moeda de troca, era a posse de um escravo, e que com a abolição isso se alterou...
Fiquei conversando com uma das professoras, dizendo que "esse um assunto que me interessava", então ela me indicou um livro para ler... Falaram também que o desmonte do Morro do Castelo, para onde foram foram os militares, então, ex-escravos que lutaram na Guerra do Paraguai. A guerra começou em 1864 e terminou em 1870. Os escravos que lutaram na guerra, ao reornarem, foram alfurriados... O conjunto dos Ex-Combatentes, no bairro de Bonsucesso, no Rio de Janeiro abriga alguns re,anescentes e herdeiros dos soldados da guerra que gnharam a alforria.
Quando houve o desmonte do Morro do Castelo, o que os professores de arquitetura explicaram também, que foi depois que o Teatro Municipal foi feito. Diziam eles que toda semana tinham uma notinha nos jornais da época confrontando, dizendo que não combinava, por exemplo, de um lado ter o teatro, centro irradiador de cultura da cidade e do outro um morro com cabras pastando...
Com o desmonte no morro do Castelo foi adda a permissão para os ex-combatentes da Guerra do Paraguai, levar os restos para onde eles quiserem.
A obra do desmonte do Morro do Castelo só foi possível devido ao trem, que era utilizado para retirar os escombros do local. Para realizar o "arrasamento", como foi chamado o desmonte, Carlos sampaio, prefeito do Rio de janeiro, à época, contratou a empreiteira Leonatd kenned & Co. , de Nova York.
O trabalho de desmonte teve inicio mem 1922 para derrubar o korro de 184 mil metros quadrados, no Centro da cidade. Removeu-se 4.6 milhões de metros cúbicos de terra, que foram usados para aterrar a área de charco em volta do morro e ambém as áreas existentes nos bairros daUrca, Copacabana e Gávea.
Foi apartir do Morro do castelo que a cidade começou a se desenvolver e se urbanizar, pois no ano de 1567, logo após a expulsão dos franses do litoral do Rio de Janeiro, a primeira parte ocupada foi o Morro do Castelo, de onde se tinha uma visão privilegiada da Baia de Guanabara. Os jesuítas cosntruiram um colégio, um convento e uma igreja no morro.
Em 1759 os jesuítas foram expulsos do local pelo Marques de Pombal, o que deu origem a uma lenda, pois se dizia na época que os jesuítas - que saíram apressados, fugidos do morro - tinham deixado um terouro enterrado...
Foi do ato do Morro do castelo que a cidade se espalhou pelas planícies ao redor dele. No século 17, a posição da colina, com vista para a baía da Guanabara perdeu seu valor devido ao comércio marítimo da Praça XV.
A demolição do Morro do castelo ocorreu em 1922. Ele abrigava mais de 5 mil pessoas. O morro passara a ser ocupado por uma população pobre e m arginalizada... A discussão sobre a demolição do morro durou mais de um século e ninguém acreditada que iria acontecer.
Entre os defensores da remossão no morro estavam médicos e sanitaristas, que diziam que o feito traria benefício adicional, pois a terra returada do morro seria usada para aterrar áreas de charco e mangues, que se situavam ao redor do morro, o que acabaria com os "miasmas febris", que dizia-se na época, subiam do pântano...
Um dos professores que lá estavam chegou a dizer que o morro não atrapalhava ninguém, mas que acharam que não combinava àquele contrate.
Legal!
O Barroco
A religião, com duas formas de se louvar a Jesus Cristo, contribuiu com a música, mas além do contraponto entre a música sacra católica e luterana houve também uma crescente busca por uma liberdade de expressão, pois com a evolução da dinãmica e da ressonancia do coros de Veneza e també, o desenvolvimento da evolução do madrigal, o desenvolver dos instrumentos, todos esses elementos evaram a uma revolução: a música barroca...
Em 1610 (século 17) Galileu Galilei provou que o astronomo Nicolau Copérnico estava certo quando afirmava que a Terra não é o centro do sistema solar...
O pai de Galileu. o músico Vincenzo Galilei discutiu novas maneiras de se afinar os instrumentos, coisa que os músicos e cientistas da época se preocupavam na época, além da investigação dos efeitos da música no coro e na alma do ouvinte. Ele realizou experimentos importantes na ciência dos sons e defendia uma revolução na música vocal... Seu filho Galileu Galilei realizou investigações ta,bé a respeito das vibrações das cordas musicais
No Barroco os músicos passaram a utilizar o sistema tonal, que é a base da harmonia utilizada até hoje, sistema esse no qual a música passou a gravitar, como os planetas que gravitam em torno do sol no sistema solar...
Vincenzo galilei era integrante de um grupo de artistas e intelectuais - Camerata -, que faziam reuniões, desde o final do século 16, com o objetivo de re-editar o drama grego. Na época as leis do contra-ponto polifônico era uma coisa inviolável para a música. Esses artistas do grupo Camerata passaram a questionar esses modelos musicais. para o grupo a polifonia não emocionava o público, pois, com a sobreposição das vozes, as palavras se confundiam, o que alterava e dificultava a compreensão das palavras.
Vincenzo tocava alaúde e foi um dos primeiros a interpretar cantos monódicos, ou seja, com um único interprete e em uma só voz, que era o oposto dos vários cantores da polifonia renascentista.
O italiano Giulio caccini, tocador de arpa e teorba (espécie de aláude grande) e tinha uma certa inclinação para o teatro, abraçou a ideia do grupo Camerata.
Em 1610 (século 17) Galileu Galilei provou que o astronomo Nicolau Copérnico estava certo quando afirmava que a Terra não é o centro do sistema solar...
O pai de Galileu. o músico Vincenzo Galilei discutiu novas maneiras de se afinar os instrumentos, coisa que os músicos e cientistas da época se preocupavam na época, além da investigação dos efeitos da música no coro e na alma do ouvinte. Ele realizou experimentos importantes na ciência dos sons e defendia uma revolução na música vocal... Seu filho Galileu Galilei realizou investigações ta,bé a respeito das vibrações das cordas musicais
No Barroco os músicos passaram a utilizar o sistema tonal, que é a base da harmonia utilizada até hoje, sistema esse no qual a música passou a gravitar, como os planetas que gravitam em torno do sol no sistema solar...
Vincenzo galilei era integrante de um grupo de artistas e intelectuais - Camerata -, que faziam reuniões, desde o final do século 16, com o objetivo de re-editar o drama grego. Na época as leis do contra-ponto polifônico era uma coisa inviolável para a música. Esses artistas do grupo Camerata passaram a questionar esses modelos musicais. para o grupo a polifonia não emocionava o público, pois, com a sobreposição das vozes, as palavras se confundiam, o que alterava e dificultava a compreensão das palavras.
Vincenzo tocava alaúde e foi um dos primeiros a interpretar cantos monódicos, ou seja, com um único interprete e em uma só voz, que era o oposto dos vários cantores da polifonia renascentista.
O italiano Giulio caccini, tocador de arpa e teorba (espécie de aláude grande) e tinha uma certa inclinação para o teatro, abraçou a ideia do grupo Camerata.
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